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Diretor de programação da TV Aparecida fala sobre os 15 anos do canal católico

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Nessa terça-feira (8), a TV Aparecida completou 15 anos no ar. Durante esse período, o canal, que fica no interior de São Paulo e celebra a fé por meio de sua programação religiosa, já contou com nomes conhecidos do grande público em seu casting, como Claudete Troiano, Olga Bongiovanni, Maria Cândida e Vivi Romanelli, e até algumas estrelas da Globo. Para quem não sabe ou não se lembra, em 2016, ela anunciou a assinatura de um acordo inédito com a emissora dos Marinho para a exibição da novela “A Padroeira”, escrita por Walcyr Carrasco, com colaboração de Duca Rachid e Mário Teixeira, que tinha Deborah Secco, Luigi Baricelli, Maurício Mattar, Mariana Ximenes, Murilo Rosa, Rodrigo Faro, Patrícia França e Elizabeth Savalla nos papéis principais. Desde então, não parou de crescer e inovar.

Alan Patrick Zuccherato
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Alan Patrick Zuccherato, diretor de programação da TV Aparecida, fala sobre novidades no canal

Só para se ter uma ideia do prestígio, a TV Aparecida, que tem como foco a produção de conteúdos voltados para a família, figura entre as 14 maiores em abrangência — de acordo com a Anatel —, está presente em 25 estados, 26 capitais e 612 municípios e na sétima posição entre as mais vistas na Praça São Paulo. Somam-se a isso os mais de 2,2 milhões de inscritos no YouTube, os mais de 2,6 milhões de seguidores no Facebook e as mais de 400 mil visitas mensais no portal. Tem produção própria 100% em HD e está na contagem regressiva para as estreias do programa de entrevistas de Amanda Françozo e do de auditório do padre Antonio Maria. Para falar mais sobre a comemoração, o iG Gente bateu um papo com Alan Patrick Zuccherato, o irmão Alan. Confira os melhores momentos!

1) A TV Aparecida completou 15 anos no ar. Qual é o balanço dessa trajetória e perspectiva para o futuro?

O balanço é muito positivo, graças às bênçãos de Nossa Senhora Aparecida e à competência de uma equipe de colaboradores dedicada, coordenada por nós, missionários redentoristas, que temos a evangelização, pelos meios de comunicação, como uma de nossas tarefas na igreja. E as perspectivas são as melhores possíveis, pois temos como foco realizar uma comunicação verdadeira e alegre, com os olhos voltados também para a espiritualidade do ser humano, e assim continuar oferecendo ao nosso público uma programação que seja para toda a família.

2) Fale do crescimento da emissora neste período, nos quesitos audiência e alcance por todo o Brasil.

Estamos felizes com o nosso alcance e a nossa audiência. Nosso público compreende os nossos propósitos por meio da programação oferecida, e conseguimos, dessa forma, chegar a muitos lares pelo Brasil. Estamos entre as 14 maiores redes de televisão do país em abrangência e somos a sétima emissora de TV aberta mais vista na Praça São Paulo, segundo o Ibope. Nosso sinal chega a 25 Estados brasileiros, 26 capitais e 612 municípios. Crescemos devagarinho, como uma semente plantada em terra boa, como nos ensina o Evangelho, e aqui estamos, já colhendo os frutos. Temos a responsabilidade de continuar oferecendo um conteúdo primoroso, sempre com novidades, em busca de manter a fidelidade de nosso telespectador e alcançar novas praças ou, na linguagem bíblica, “novos areópagos”, com muita fé, garra e determinação.

Alan Patrick Zuccherato
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Alan Patrick Zuccherato comenta a grade da TV Aparecida

3) Qual a atual porcentagem de conteúdo católico e laico na grade do canal? E quais os programas de maior audiência?

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Nós entendemos a nossa programação dentro de um conjunto harmonioso. Então, partindo desse ponto, mesmo que seja um projeto jornalístico, de entretenimento, musical ou de artesanato, ali teremos a imagem de Nossa Senhora Aparecida como sinal da nossa devoção. Os assuntos serão pautados para que possamos conversar com quem está em casa de uma maneira acolhedora, procurando realizar com muita qualidade artística. Ressaltamos a interatividade que mantemos de forma constante com os telespectadores devotos pelo telefone do Santuário Nacional, pelo WhatsApp dos programas e pelas redes sociais da TV. Nossos programas e apresentadores tornaram-se conhecidos ao longo do tempo, criando empatia e identificação com o público que os segue — destacando o “Terra da Padroeira”, que alcança bons índices de audiência nos domingos de manhã e faz parte da grade desde o início.

4) Qual é a principal linha editorial das produções e o principal foco?

Com 15 anos de história, a TV Aparecida celebra a fé por intermédio de seus conteúdos religiosos e oferece também uma programação diversificada, com atrações culturais, educativas, jornalísticas, esportivas, musicais, femininas, transmissões ao vivo, filmes e desenhos infantis, demonstrando nosso cuidado e parceria com a família brasileira, evangelizando-a com alegria. Acreditamos que, dessa forma, atingimos o ser humano por completo, comunicando uma boa notícia para dizer que existe futuro. É preciso acreditar na esperança que se renova a cada dia mediante aquilo a que assistimos e em que acreditamos.

5) Como está sendo o impacto financeiro ocasionado pela pandemia do coronavírus na receita do canal?

Graças à Família dos Devotos, mantenedora dos nossos canais de comunicação e responsável pela manutenção de toda a evangelização a partir do Santuário Nacional, e aos nossos parceiros comerciais, estamos vencendo mais essa batalha diante de um ano atípico, que pegou a todos de surpresa.

6) A pandemia agregou mais público ao canal, principalmente por meio das missas, já que as pessoas ficaram impossibilitadas de ir à igreja. A TV Aparecida chegou a alcançar a vice-liderança na audiência. Como vê isso?

Faz todo sentido para nós esse movimento das pessoas em assistirem mais à TV — neste período da pandemia — e, sobretudo, à TV Aparecida, uma vez que elas não podem sair de casa para ir à igreja. Ficamos muito felizes por termos alcançado esse êxito da vice-liderança pela primeira vez. Significa que a “Missa de Aparecida” está na memória afetiva dos brasileiros e que rezar sempre faz bem, principalmente nos momentos difíceis. Dessa forma, o público se aproximou da nossa mensagem de esperança.

Alan Patrick Zuccherato
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Alan Patrick Zuccherato, diretor de programação da TV Aparecida

7) Neste mês de setembro, vários programas vão estrear na emissora, período atípico nas TVs do Brasil. Por quê?

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Boa parte das estreias aconteceria no mês de abril. Mas, devido à pandemia do coronavírus — que ainda estamos vivendo os seus efeitos —, decidimos suspender, temporariamente, os novos projetos. Optamos, naquela ocasião, por apresentar uma mudança que conversasse com o nosso público sobre o momento vivido, afinal, o Brasil começava a enfrentar a pandemia de forma mais direta. Então, as estreias das nossas atrações foram realocadas para setembro, quando, com muita alegria e satisfação, celebramos os nossos 15 anos. E consideramos a data bem propícia para apresentar as novidades.

8) Comente sobre as principais novidades das produções que serão lançadas.

É com muita alegria que anunciamos que, a partir do dia 14 de setembro, teremos o “Visita na Roça”, o “De Papo com Amanda Françozo”, o “Coração Restaurado” e o “Sábado com Maria”, que vêm somar à nossa linha editorial, reforçando a musicalidade, a cultura, a oração, a orientação espiritual e a boa conversa. Acreditamos que os conteúdos serão apreciados pelo nosso público. Além disso, chamo a atenção para a volta à grade do “Kombina”, do “Saúde & Fé”, do “TJ Aparecida”, do “Aparecida Interessa ao Brasil” e do “Viagem Cultural”. Destaco também a nova sessão de cinema denominada “Tela de Sexta”, o programa “Em Comunhão” e o novo dia do “Aparecida Sertaneja”, que passará a ser exibido às segundas-feiras, às 19h30.

9) Quais os programas mais antigos e o que eles significam para o canal?

Como citamos anteriormente, o “Terra da Padroeira” é o que está há 15 anos em nossa grade. É apresentado por Kleber Oliveira, com a participação de Tonho Prado e Menino da Porteira. Recebe artistas da música raiz e do sertanejo atual, já conhecidos e novos talentos, e se tornou um projeto de grande audiência. Destacamos também as tradicionais transmissões da “Missa de Aparecida”, não apenas nos fins de semana, mas também de segunda a sexta-feira. Assinalamos ainda como marcas da nossa TV Aparecida os momentos oracionais: “Terço de Aparecida” e “Consagração à Nossa Senhora Aparecida”. Este último, inclusive, vem desde os inícios da Rádio Aparecida e tornou-se um programa tradicional de devoção à Padroeira do Brasil na voz do saudoso servo de Deus padre Vítor Coelho de Almeida, missionário de Aparecida e apóstolo da comunicação. As atrações mais antigas significam muito para nós, pois nos mostram a nossa raiz, onde tudo começou, nosso primeiro passo.

10) Qual é o perfil do público da TV Aparecida e o que ele busca?

Nosso público é majoritariamente adulto, feminino, que busca nos assistir porque estamos conectados com a expressiva devoção à Nossa Senhora Aparecida, a partir do Santuário Nacional. E nós, cientes da nossa missão evangelizadora, oferecemos, por meio de nossos conteúdos, a espiritualidade, a devoção, as formações catequética e bíblica às famílias do Brasil, que estão aliadas às outras áreas do ser humano: a sustentabilidade econômica, mediante as preciosas dicas de artesanato e culinária; o bom entretenimento, com filmes, séries e musicais; a informação com credibilidade do nosso jornalismo; e demais programas, que formam o conjunto do que hoje somos como TV Aparecida, guardando com carinho a especial mensagem deste ano: “É bom estar onde a Mãe está”.

Fonte: IG GENTE

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A transexual negra que desafiou na Justiça a provarem que ela não era mulher

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A violência contra LGBT+ no Brasil infelizmente tem disparado em 2020. Apenas no Mato Grosso, segundo o GECCH (Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia), foram registrados 160 boletins de ocorrências de crimes LGBTfóbicos entre janeiro e agosto deste ano. Em comparação com 2019, no mesmo período, foram 77. Houve uma elevação de 108%. 

Lucy Hicks
Reprodução/Organização Equality Utah

Lucy Hicks foi uma transexual negra

Diante desse cenário difícil é preciso resistir. E Lucy Hicks Anderson foi um exemplo inspirador. Mulher trans e negra, ela viveu nos Estados Unidos entre o final do século 19 e metade do século 20. Enfrentou uma sociedade que apoiava a segregação e possuía leis que proibiam e puniam miscigenação, casamentos inter-raciais e cidadãos homossexuais. Quem tentasse desafiá-la, poderia ser preso, submetido a trabalhos forçados e perder os próprios bens. 

Trans desde sempre

Lucy, que nasceu em 1886 e recebeu o nome de Tobias Lawson, era de Kentucky, nos Estados Unidos. Desde muito cedo se autopercebeu como uma menina, sendo que hoje é considerada uma das primeiras trans afro-americanas registradas na História, quando nem ainda existia o termo ” transgênero “, e prova de que a “ideologia de gênero” não tem fundamento algum. Esse termo foi criado por gente preconceituosa que não admite a diversidade sexual humana.

Porém, se pessoas com identidades de gênero plurais sempre existiram, o preconceito também e Lucy foi descobri-lo assim que cresceu um pouco mais e passou a frequentar a escola. Nessa época, queria ir às aulas de vestido, contrariando os tabus sociais de roupa certa para meninos e meninas. Acabou então sendo levada pelos pais a um médico, que para o espanto deles era um sujeito à frente de seu tempo e que constatou a normalidade da criança.

A partir daí, Lucy passou a ser tratada pela família como queria e cresceu despercebida pela sociedade. No entanto, parece que tudo mudou com a chegada da adolescência. Aos 15 anos, por algum motivo pessoal, talvez por se sentir “sufocada” na pacata cidadezinha de Waddy, onde vivia, deixou tudo para trás e se mudou, sozinha e determinada, para a Califórnia. Trocou a escola pelo serviço de empregada, mas mesmo assim o sucesso lhe encontrou mais adiante.

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Rainha das festas

Habilidosa na cozinha, Lucy conseguiu se especializar em panificação e virou chef de cozinha, sendo que ganhou até alguns concursos nessa área. Como também era alta, elegante e levava jeito para recepcionar as pessoas, não demorou muito para que sua fama se espalhasse da casa dos patrões a outras vizinhanças endinheiradas. Assim, tornou-se na cidade de Oxnard, na Califórnia, anfitriã de festas e eventos sofisticados e membro da alta sociedade americana.

Se na vida profissional tudo corria bem, na pessoal não era diferente. Por quase dez anos, Lucy foi casada com Clarence Hicks, seu primeiro marido. Nesse tempo, conseguiu ainda desenvolver habilidades empreendedoras e juntar dinheiro necessário para abrir o próprio negócio, um bordel com ares de pensão de luxo que popularizou sua imagem, mas também rendeu muitas polêmicas, principalmente quando a Justiça descobriu que ali eram vendidas bebidas ilegais.

Como a Lei Seca (de proibição de bebidas alcoólicas) estava em vigor nos Estados Unidos, Lucy acabou sendo detida. No entanto, por ser uma empresária conhecida, querida e geradora de muitos empregos, acabou solta após a população protestar a seu favor. O episódio contou até mesmo com a intervenção de Charles Dolon, o principal banqueiro da cidade. Ele pagou a fiança de Lucy e teria alegado que precisava do talento dela para um jantar em seu palacete. 

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Ícone de resistência

lucy
Reprodução/National Archives-Agência dos EUA

Lucy declarou publicamente que morreria mulher

De volta à cena, Lucy conduziu sua vida normalmente até 1945, quando sofreu uma injustiça que hoje não passaria impune e a consagrou como um ícone de resistência. Recém-casada com o oficial da Marinha Reuben Anderson, ela foi abrigada a passar por exames clínicos após seu bordel ter sido denunciado às autoridades como um foco de infecções sexualmente transmissíveis. Lucy não se prostituia, mas a Justiça assim a tratou por conviver com profissionais do sexo.

No médico, foi atestada como um homem e depois disso processada por vários crimes. As autoridades alegaram que Lucy cometeu “falsidade ideológica”, “fraude” por ter recebido dinheiro previdenciário (a que tinha direito) como esposa de militar e “infração” por não ter se apresentado para o alistamento obrigatório. Passou ainda pelo sofrimento de ter seu casamento cancelado, ser condenada a cumprir pena e impedida de se vestir como mulher.

Sem temer por mais nada, respondeu então aos acusadores: “Desafio qualquer médico do mundo a provar que eu não sou uma mulher. Vivi, me vesti e agi exatamente como aquilo que sou, uma mulher”. Lucy cumpriu sua sentença, tentou reconstruir sua vida, mas foi ameaçada e expulsa da cidade que antes a respeitava tanto e só encontrou alguma paz quando se mudou com Reuben, que não a deixou, para Los Angeles, onde viveu silenciada até morrer, em 1954.

Fontes: Site legacyprojectchicago.org e livros “Black on both sides: a racial history of trans identity”, de C. Riley Snorton; “Trans History”, de Tess de Carlo; “History vs Women: The Defiant Lives that They Don’t Want You to Know”, de Anita Sarkeesian e Ebony Adams; “Handbook of LGBT Elders: An Interdisciplinary Approach to Principles, Practices and Policies”, de Debra A. Harley e Pamela B. Teaster.
Fonte: IG GENTE

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