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Após brilhar em Tóquio, Alison dos Santos quer novos desafios

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Na madrugada desta terça-feira (3), aos 21 anos, Alison dos Santos fez história na pista do Estádio Olímpico durante a Olimpíada de Tóquio (Japão). Quebrando a marca sul-americana pela 6ª vez nos últimos meses, ele faturou a medalha de bronze na prova dos 400 metros (m) com barreiras com a incrível marca de 46s72. Esta foi a primeira vez que um atleta da América do Sul correu abaixo de 47s.

Alison também encerrou um jejum de 33 anos sem conquistas nacionais em provas individuais de pista do atletismo brasileiro. As últimas haviam sido o bronze de Robson Caetano, nos 200 m rasos, e a prata de Joaquim Cruz, nos 800 m rasos nos Jogos de 1988 (Seul).

“Há alguns dias acabei vendo nas redes sociais duas frases muito inspiradoras. Se alguém já fez, eu também posso. Se ninguém fez, por que eu não posso ser o primeiro? Foi em cima disso que meu técnico e eu trabalhamos focados na medalha. Quebrar esse jejum de medalhas brasileiras em edições de Jogos Olímpicos é sensacional, assim como em Doha, no Mundial de 2019, eu fui à final, algo que um brasileiro não ia há 19 anos. Tenho certeza de que posso muito mais”, declarou o corredor durante entrevista coletiva promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na noite desta terça-feira (3).

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Outro fato que demonstra o quanto foi expressiva a conquista é que, em todas as finais olímpicas disputadas até os Jogos da capital japonesa, o tempo alcançado pelo brasileiro seria suficiente para conquistar a medalha de ouro na prova. O brasileiro só não alcançou o lugar mais alto do pódio porque o nível da disputa foi absurdo. O norueguês Karsten Warholm levou o ouro quebrando o recorde mundial, e correndo pela primeira vez na história abaixo de 46 segundos (45s94). Já a prata ficou com o norte-americano Rai Benjamin (46s17).

Porém, o paulista confia em seu potencial e sabe que pode ser ainda mais rápido nos próximos desafios. “Sempre tem algo para corrigir, para melhorar. A marca de 46s era praticamente impossível, mas a gente foi lá e fez. Agora, queremos mais. Sem colocar limites, quero seguir em busca de outras vitórias para, no final da minha carreira, poder olhar para trás e ter a certeza de que coloquei meu nome na história. E vou ser referência para todos que sonham em se tornar um atleta profissional”, concluiu.

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Edição: Fábio Lisboa

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Momento Esportes

Uefa pede afastamento de juiz de Madri de processo sobre Superliga

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A Uefa pediu que o juiz de Madri encarregado do caso da Superliga Europeia se abstenha e também apelou em um tribunal superior da capital espanhola devido ao que classificou como “irregularidades consideráveis”.

Na segunda-feira (27), a Uefa disse que anulou uma ação disciplinar contra os clubes da liga rebelde, Real Madrid, Barcelona e Juventus, depois que uma corte de Madri determinou em julho que a entidade reguladora do futebol europeu não deveria puni-los.

A Uefa havia iniciado um inquérito sobre os três times, mas em junho o suspendeu depois de ser notificada por autoridades suíças a respeito de uma ordem judicial do tribunal madrilenho obtida pela entidade legal Companhia da Superliga Europeia SL, criada pelos times rebeldes.

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É improvável que o caso leve à ressurreição imediata da liga alternativa, que enfrentou críticas duras de torcedores, dirigentes do futebol e políticos, mas força a Uefa a se defender de acusações ligadas à lei de concorrência, o que pode ter um impacto em qualquer tentativa futura.

Embora a Uefa diga que não reconhece a jurisdição do 17º Tribunal Mercantil de Madri, esta corte também pede que o Tribunal Europeu de Justiça analise se a Uefa violou a lei de concorrência da União Europeia com suas ações no caso da Superliga.

Juventus, Barcelona e Real Madrid são os únicos dos 12 times iniciais que se filiaram à liga rebelde em abril, que desmoronou quando seis clubes ingleses, a Inter de Milão, o Milan e o Atlético de Madri recuaram.

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