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Campeão aprova bolha na Fórmula E, mas torce para que seja temporária

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Assim como as ligas de basquete norte-americana, masculina (NBA) e feminina (WNBA), a Fórmula E criou uma espécie de bolha para finalizar em segurança sua temporada 2019/2020 em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19). A categoria de carros elétricos reuniu as equipes em Berlim, na Alemanha, concentrando as seis etapas finais do Mundial no Aeroporto de Tempelhof e seguindo um rígido protocolo de saúde com limitação de pessoas e corridas sem público.

“Essas bolhas funcionam muito bem nesse ponto [segurança], para termos tudo sob controle e mantermos assim”, declarou o piloto português Antônio Félix da Costa, em entrevista coletiva por videoconferência nesta terça-feira (11). O piloto português conquistou no último domingo (9) o título mundial da Fórmula E, com duas provas de antecedência. 

Ele, porém, espera que o modelo seja apenas temporário. “A Fórmula E sempre foi muito divertida, aproxima muito atletas e fãs, mais que qualquer outro campeonato da modalidade. É como se fosse um festival, com todas as atividades no mesmo dia. Sem os fãs, a categoria perde muito, talvez, seja a que mais perca. Mas, se é o necessário para continuar a correr, para as pessoas terem as corridas para se divertirem em casa, que seja. Creio que [a pandemia] é um problema que se resolverá. É preciso ter muito cuidado”, analisou.O

Félix da Costa, campeão mundial Fórmula E 2020Félix da Costa, campeão mundial Fórmula E 2020

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 O piloto português Félix da Costa conquistou o primeiro título mundial de Fórmula E, no último domingo (9), na Alemanha – ABB FIA Fórmula E/Direitos reservados

Para as etapas em Berlim, foram autorizadas somente mil pessoas no circuito, incluindo fornecedores e equipes médicas. Cada escuderia só pode contar com 20 pessoas, com espaços de trabalho definidos. Os demais profissionais têm que fazer as operações de forma remota. Os testes para diagnóstico de covid-19 são realizados antes das corridas e é verificada a condição de cada um. O uso de máscara de proteção é obrigatório, além da manutenção do distanciamento social. A rotina dos pilotos se limita à pista e ao hotel, onde ficam isolados. A refeição é feita no próprio quarto de cada piloto.

Antes de poderem entrar Aeroporto de Tempelhof, todos foram submetidos a exames para detecção da covid-19, e tiveram de cumprir isolamento por 36 horas. Ao todo, apenas entre os participantes da Fórmula E foram utilizados mais de 1,4 mil testes. Dois deram positivo: o do chefe da equipe Mahindra, Dilbagh Gill, e o do presidente e fundador da Fórmula E, Alejandro Agag. Seguindo o protocolo, eles não puderam assistir às provas no local.

A Fórmula E foi interrompida em março, após quatro corridas. A maratona em Berlim, com seis provas em nove dias, foi a saída encontrada pela categoria para concluir a temporada. Nas etapas já realizadas no Aeroporto de Tempelhof, Félix da Costa venceu duas e ainda teve um quarto e um segundo lugar. Os resultados ajudaram o português, que estava na ponta do campeonato antes de chegar à capital alemã, a disparar na liderança. Confira AQUI a classificação.

“Eu surpreendi a mim próprio. A verdade é que o trabalho de casa foi muito bem feito. Tivemos muitos dias no simulador. Falei para o meu pai, antes de Berlim, que eu nunca estive tão preparado como agora. Obviamente, estava também em um bom momento, cada vez melhor com a equipe e o carro”, contou o piloto, que pretende ajudar o companheiro de equipe na Techeetah, o francês e duas vezes campeão da categoria, Jean-Eric Vergne, a garantir o vice-campeonato.

As duas etapas finais ocorrem amanhã (12) e quinta-feira (13). Além de Vergne, tem brasileiro na luta pelo vice-campeonato: é o brasileiro Lucas Di Grassi, da equipe Audi, que completa 36 anos nesta terça-feira (11)  Outros dois corredores do Brasil disputam a Fórmula E: Felipe Massa, que está na segunda temporada pela escuderia Venturi, e Sérgio Sette Câmara, reserva da Red Bull na Fórmula 1, que estreou na categoria dos carros elétricos pela equipe Dragon, na maratona de provas em Berlim.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Ítalo Ferreira é ouro em Tóquio e 1º campeão olímpico no surfe

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O brasileiro Ítalo Ferreira tirou onda, ou melhor, dominou as ondas na Praia de Tsurigasaki, onde ocorreram as disputas do surfe na Olimpíada de Tóquio (Japão). O potiguar conquistou na madrugada desta terça-feira (27) a primeira medalha de ouro  do surfe, modalidade estreante nos Jogos Olímpicos. Atual campeão mundial, Ítalo dominou a final contra o japonês Kanoa Igarashi, vencendo  por 15.14 a 6.6. A medalha de bronze ficou com o australiano Owen Wright, que venceu o brasileiro Gabriel Medina por 11.97 a 11.77 na disputa pelo pódio.

“Muito feliz. Foi um dia incrível, especial, trabalhei muito para isso e acreditei. É incrível.”, disse Ítalo ao site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)

Moradores de Baía Formosa (RN), cidade Natal do campeão, comemoraram o primeiro ouro para o país em Tóquio.

Na estreia da competição, Ítalo liderou a primeira bateria, com o somatório de pontos de 13.67. Com esta pontuação, ele ficou à frente do japonês Hiroto Ohhara (11.40), do italiano Leonardo Fioravanti (9.43) e do argentino Lele Usuna (8.27).

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Classificado para as oitavas de final, o brasileiro derrotou o neozelandês Billy Stairmand por 14.54 a 9.67. Nas quartas, ele voltou a encarar o japonês Hiroto Ohhara, que esteve presente na bateria inicial. Ítalo mais uma vez levou vantagem, e derrotou o oponente por 16.3 a 11.9.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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