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Coluna – Ícone dos fliperamas fecha as portas no Japão

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No último domingo, centenas de pessoas se reuniram na entrada do SEGA Akihabara 2nd Arcade, uma das mais icônicas galerias de fliperamas de Akihabara e, por consequência, do Japão. O motivo: despedirem-se do empreendimento de oito andares, localizado em Akihabara, bairro comercial de Tóquio, que  fechava definitivamente  as portas naquele  dia. O prédio era um dos símbolos mais icônicos do distrito considerado a meca dos fãs de videogames e desenhos animados japoneses. Localizado no coração do bairro, no início da Chuou-Dori, principal avenida da região, o SEGA Akihabara 2nd Arcade ficava bem próximo da estação central de Akihabara, ponto de baldeação para cinco linhas diferentes de trem e metrô.

É verdade que o mercado de arcades (fliperamas) caiu muito nos últimos anos no Ocidente. A plataforma na qual surgiram os primeiros videogames nos anos 1970/ 80 acabou perdendo espaço frente aos consoles caseiros, desde o advento do Atari 2600, em especial a partir do Famicom da Nintendo. Por um tempo, ainda nos anos 1990, os fliperamas ainda atraiam um bom público por conta da qualidade técnica, bastante superior à encontrada nos diminutos consoles.

Todavia, desde a sexta geração de consoles (PS2/Xbox/Gamecube/Dreamcast), os jogadores já podiam usufruir de cópias fiéis, e até melhoradas,  de suas contrapartes das galerias de arcade. Tudo isso a um preço fixo justo, sem limite de tempo, e no conforto da nossa casa. Os arcades também serviam como ponto de encontro de fãs de videogames, um espaço comum de conhecimento e convívio de jogadores. Era uma oportunidade para disputar com um amigo, vangloriar-se como exímio jogador, e até participar de campeonatos. O EVO, um dos mais populares campeonatos de esporte eletrônico do mundo, começou exatamente em um local como esse, o Golfland USA Arcade, na Califórnia, em 1996.

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Esse espaço de socialização, no entanto, seria substituído pela internet, em especial os servidores online de competição amadora, e até profissional, acessíveis em qualquer videogame comercializado atualmente. Os smartphones também vieram para suprir aqueles momentos de tédio em que você precisa matar tempo na rua, tirando muitos potenciais jogadores dos arcades.

O resultado a gente viu aqui mesmo no Brasil. Quem tem 30 anos ou mais deve lembrar dos centros de fliperamas tão comuns em qualquer shopping, no início dos anos 1990, muitos deles fornecidos pela DiverBras, empresa ainda atuante no Brasil. Hoje, é raro encontrar espaços assim e, quando os encontramos, costumam contar com poucos exemplares de jogos. Quando muito, oferecem sobras de arcades populares nos anos 1990, como Daytona USA, Top Skater e The House of the Dead.

No Japão, essa tendência vem acontecendo a passos muito mais lentos. Nos anos 1980, havia cerca de 44 mil galerias de fliperamas espalhadas pelo arquipélago japonês, segundo dados da Japan Amusement Industry Association reportados em uma matéria especial do jornal britânico Finantial Times. Em 2017, já havia estimativas de que esse número havia baixado para 14 mil.

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Não é incomum a gente se deparar com pequenas e grandes galerias de fliperama pelas ruas do Japão, principalmente nos grandes centros comerciais de Tóquio, Osaka ou Nagoya. Os motivos seriam o apego a tradições, com muitos desses espaços sendo reverenciados e tratados como verdadeiros pontos turísticos. Os donos dos principais centros de arcades do Japão são empresas desenvolvedoras de fliperamas como  SEGA, TAITO e Namco. Além disso, o povo japonês é mais receptivo a novas formas de gameplay, muitas delas difíceis de replicar, ou muito custosas em consoles. O uso de múltiplas telas, tambores, movimentos ou tapetes de danças são algumas das experiências que surgiram primeiro nos arcades japoneses, antes de serem replicados em consoles caseiros.

No momento, as galerias de arcades no Japão precisam lidar ainda com outro obstáculo: a pandemia do novo coronavírus (covid-19) que, como sabemos, nos impõe isolamento social e coloca espaços como o SEGA 2nd Akihabara como um lugar arriscado: os corredores apertados e sem janelas oferecem alto risco de disseminação do vírus. Os turistas, claro, também sumiram. Mas os japoneses e estrangeiros ainda têm muitas opções de fliperamas para se divertir em Akihabara. Só a SEGA tem outros quatro empreendimentos nos arredores, entre outras dezenas (senão centenas) de unidades espalhadas pelo país.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Sport mantém embalo no Brasileirão e complica vida do Corinthians

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Na estreia do meia Thiago Neves pelo Sport, quem decidiu foi Iago Maidana. Eficiente na defesa, o zagueiro cobrou o pênalti que decidiu a vitória do Sport sobre o Corinthians, por 1 a 0, na partida antecipada que inaugurou a 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O resultado desta quarta-feira (23), na Ilha do Retiro, levou o Leão pernambucano a 17 pontos, na sétima posição. Foi a quarta vitória da equipe rubro-negra, dirigida por Jair Ventura, nos últimos seis jogos.

O Timão, com 12 pontos, é apenas o 13º colocado, mas pode até cair para a zona de rebaixamento no complemento da rodada, se Atlético-GO, Athletico-PR (ou Botafogo, adversário do Furacão no fim de semana), Coritiba ou Red Bull Bragantino vencerem seus compromissos. Foi a terceira derrota de Dyego Coelho em quatro partidas no comando do Alvinegro. Ele assumiu o cargo, de forma interina, após a demissão de Tiago Nunes.

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Apesar de o Corinthians ter acertado a trave com o atacante Everaldo, o primeiro tempo teve domínio do Sport. A bola, porém, só balançou as redes em uma cobrança de pênalti. Aos 36 minutos, o chute do meia Jonathan Gomez pegou na mão de Everaldo, dentro da área. Iago Maidana deslocou o goleiro Cássio na batida e colocou o Rubro-Negro na frente.

Na etapa final, o Timão reclamou de penalidade não marcada após a bola cabeceada pelo meia Luan desviar no braço do lateral Sander. O Sport assustou a equipe paulista em chutes de Gomez, de fora da área, e Thiago Neves, que parou nos pés de Cássio. O Corinthians, com dificuldade para trabalhar a bola no campo rubro-negro, insistiu em bolas alçadas na área. Nos acréscimos, os alvinegros contestaram mais um suposto pênalti não assinalado (um toque da bola no braço de Iago Maidana após escorada de cabeça do zagueiro Gil). O time da casa segurou a pressão e comemorou a vitória.

O Sport só volta a jogar no próximo dia 4 de outubro, um domingo, às 18h15 (horário de Brasília), contra o Bahia, em Salvador. Já o Corinthians enfrenta o Atlético-GO na próxima quarta-feira (30), às 21h30, em partida que foi adiada da primeira rodada do Brasileiro devido ao Timão estar envolvido com a decisão do Campeonato Paulista.

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Veja a classificação atualizada do Brasileiro da Série A.

Edição: Fábio Lisboa

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