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Com 100 gols, Ketlen é primeira mulher a alcançar marca no Santos

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Uma lista seleta, com pouco mais de 20 nomes, entre os quais Pelé, Coutinho, Robinho e Neymar, agora tem Ketlen. O gol marcado aos 49 minutos do segundo tempo, na vitória por 2 a 0 sobre Minas Brasília, no domingo (13), foi o 100º da atacante pelo Santos. Ela é a primeira mulher a atingir a estatística centenária de gols pela equipe que, com o resultado na Arena Barueri, manteve a liderança da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino após nove rodadas.

O gol saiu em contra-ataque que a própria Ketlen iniciou no campo de defesa. Ela lançou a atacante Larissa, que foi derrubada perto da meia-lua. A arbitragem deu vantagem e a bola sobrou na entrada da área para o arremate da maior artilheira do futebol feminino santista. “É uma emoção muito grande. O Santos é o clube que me revelou, surgi aqui com 15 anos. Chorei [de emoção] após o jogo porque [o 100º gol] era algo que eu queria alcançar. Veio na hora certa, no momento certo”, comentou Ketlen, em entrevista à Santos TV.

A jogadora de 28 anos, natural de Rio Fortuna (SC), dedicou o gol à avó, que faleceu antes da atacante nascer, mas que era torcedora fervorosa do Santos. “Ela amava o Coutinho! Desde criança, minha mãe contava as histórias dela. Toda vez que entro em campo, penso nela. Fico emocionada, porque é uma pessoa que eu gostaria que estivesse na arquibancada. Mas, sei que, onde ela estiver, está me apoiando”, contou.

Outro homenageado pelo 100º gol de Ketlen foi o técnico Guilherme Giudice, que, durante a paralisação, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), tratou – e venceu – um câncer no pescoço e no retroperitônio (espaço anatômico atrás da cavidade abdominal). “Eu falei que o gol seria para ele também, por tudo aquilo que ele passou nos últimos meses e todo o apoio que ele me deu esse ano”, destacou a atacante.

Antes do gol histórico de Ketlen, a centroavante Cristiane abriu o placar para as Sereias da Vila. Aos 14 minutos do segundo tempo, a lateral Giovanna cobrou escanteio pela direita, a zagueira Tayla cabeceou e a camisa 9 santista, com um leve desvio, mandou para as redes. A vitória por 2 a 0 manteve as alvinegras na liderança do Brasileirão, com os mesmos 24 pontos do Corinthians, ficando à frente pelo saldo de gols (19 a 16). O Minas, com a derrota, segue em 13º, na zona de rebaixamento, com oito pontos.

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Timão e dupla Gre-Nal na cola santista

Também no domingo (13), o Timão superou o Grêmio no Parque São Jorge, sob um forte calor. Durante o jogo, a temperatura variou entre 30 e 32 graus. O gol da vitória saiu aos 27 minutos do primeiro tempo. Após um escanteio no lado direito, cobrado pela meia Tamires, a goleira Raíssa não saiu bem e a zagueira Erika escorou de cabeça para as redes. Raíssa, porém, redimiu-se com defesas importantes, que evitaram uma vitória corintiana mais elástica. O tropeço manteve as Gurias Gremistas na terceira posição, com 18 pontos.

É a mesma pontuação do rival Internacional, que também venceu na rodada, mas fica atrás na tabela por ter uma vitória a menos. Em casa, as Coloradas bateram o Iranduba por 2 a 0. Os gols saíram na etapa inicial. Aos 12 minutos, a meia Fabi Simões aproveitou rebote da goleira Stefane e abriu o placar. Aos 35, de pênalti, a atacante Byanca Brasil ampliou. No segundo tempo, Byanca teve a chance do terceiro em nova penalidade, mas, dessa vez, Stefane pegou. Com a derrota, o time de Manaus continua com oito pontos, na 12ª colocação, a uma do Z-4.

Na Gávea, Flamengo e Cruzeiro ficaram no 1 a 1 e continuam fora da zona de classificação. A Raposa é a 10ª colocada, com 13 pontos, um a mais que o Rubro-Negro, em 11º lugar. Aos 14 minutos da etapa final, a atacante Rafa Barros aproveitou a sobra de uma cobrança de escanteio e bateu forte, da entrada da área, colocando as cariocas à frente. Mas, nos acréscimos, a também atacante Patrícia acertou um sem-pulo da meia-lua e deixou tudo igual no Rio de Janeiro com um golaço.

Empate por 1 a 1 também na partida entre Avaí/Kindermann e São Paulo, em Caçador (SC). Os times chegaram embalados pelas goleadas sobre Audax (9 a 0) e Ponte Preta (7 a 0), respectivamente, mas travaram um duelo truncado, em uma tarde de muito calor. A rede só balançou nos minutos finais da partida. Aos 42, a atacante Gislaine abriu o marcador para as tricolores, mas, a lateral Bruna Calderan, de pênalti, igualou. As catarinenses, com 17 pontos, estão em quinto, enquanto as paulistas, com 14, ocupam o oitavo lugar.

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Superados por Avaí/Kindermann e São Paulo no meio de semana, Audax e Ponte se enfrentaram em Osasco (SP). As donas da casa conquistaram a primeira vitória na competição. Aos 26 minutos da etapa final, a atacante Alê Brito arriscou de fora da área, a goleira Vitória tentou agarrar, mas a bola escapou das mãos e foi para o gol. O Audax foi a quatro pontos, está em 14º lugar, enquanto a Macaca, zerada, é a lanterna. Os times figuram na zona de rebaixamento.

Campeãs fazem as pazes com a vitória

A goleada da rodada ficou por conta da Ferroviária, que aplicou 7 a 0 no Vitória, em Araraquara (SP), voltando a vencer após quatro jogos. As atuais campeãs saíram na frente com a atacante Chú, aos três minutos, após cruzamento rasteiro da meia Aline Milene. As Guerreiras Grenás ainda tiveram várias chances de ampliar nos 45 minutos iniciais. Na melhor delas, a zagueira Luana cobrou uma penalidade para fora.

A Ferroviária deslanchou no segundo tempo. Aos três, a volante Rafa Andrade ampliou de voleio. A experiente zagueira Andreia Rosa, em cobrança de falta no ângulo, fez o terceiro, aos 18. Aos 24, Andreia aproveitou o bate-rebate na pequena área e marcou o quarto. A meia Thayciane, de cabeça, elevou a vantagem para cinco gols aos 33 minutos. A partida ficou parada por cerca de 25 minutos devido a uma queda de luz. Quando a bola voltou a rolar, as paulistas assinalaram dois golaços em chutes da intermediária. Primeiro com a atacante Adriana Nenê, aos 39. Depois com Rafa Andrade, nos acréscimos.

As baianas seguem na penúltima colocação, ainda sem pontos ganhos e sendo o único time que não balançou as redes após nove rodadas. A Ferroviária foi a 16 pontos, chegou à sétima posição, agora com o ataque mais positivo do campeonato, com 26 gols. O Brasileiro só retorna no domingo (20). Até lá, 24 jogadoras que atuam no país participarão de uma semana de treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), com a técnica da seleção feminina, Pia Sundhage.

Confira AQUI a tabela de classificação do Campeonato Brasileiro Feminino.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Camilinha vê seleção feminina entre melhores do mundo e elogia Pia

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Duas vezes medalhista de prata olímpica (2004 e 2008) e vice-campeã mundial (2007), a seleção brasileira de futebol feminino ainda busca uma grande conquista fora do continente, onde já é tricampeã nos Jogos Pan-Americanos e hepta da Copa América. O que não significa que a equipe não esteja entre as melhores equipes do mundo na modalidade.

“A gente incomoda muito essas seleções [potências] e já ganhamos delas. O Brasil está entre os melhores. Todo mundo quer jogar com a gente. Estamos no top 10 do ranking [da Fifa]. Somos uma grande seleção, estamos caminhando para estar cada vez mais [perto] do topo. Somos o país do futebol. A comissão da Pia [Sundhage, técnica] está trazendo ainda mais essa gana, que a gente já tinha”, afirmou a meia Camilinha, em entrevista coletiva na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Em dezembro do ano passado, após cinco vitórias e dois empates nos sete primeiros jogos sob comando de Pia Sundhage, a seleção brasileira de futebol feminino recuperou um posto entre as 10 primeiras do ranking da Fifa, perdido três meses antes. O Brasil avançou duas posições e acabou 2019 em nono. Os triunfos sobre Canadá (4 a 0) e Inglaterra (2 a 1), em outubro daquele ano, impulsionaram as brasileiras, que, na atualização de março de 2020, subiram mais um degrau e, atualmente, ocupam o oitavo lugar, ao lado das canadenses.

Dos sete países à frente no ranking, as brasileiras só não venceram a França até hoje. Em 10 jogos, foram cinco empates e cinco derrotas. Entre os tropeços, está o das oitavas de final da Copa do Mundo do ano passado, em que as francesas foram as anfitriãs. Apesar do gol da volante Thaísa, a seleção foi superada por 2 a 1, na prorrogação.

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O Brasil também fica atrás no retrospecto contra Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Austrália, mas já obteve resultados emblemáticos contra alguns desses rivais. Na semifinal da Copa de 2007, na China, a seleção atropelou as norte-americanas por 4 a 0, com dois gols da atacante Marta, um da centroavante Cristiane e um gol contra da volante Leslie Osbourne. No ano seguinte, novamente no país asiático, aplicou 4 a 1 nas alemãs, na semifinal olímpica de Pequim. Além de Cristiane (duas vezes) e Marta, a meia Formiga também fez o dela.

Já contra Suécia e Holanda, que superam o Brasil no ranking, a seleção de futebol feminino tem mais vitórias que derrotas. O retrospecto também é assim ante Canadá e Coreia do Norte, que completam o top 10 da Fifa.

Olho no olho

Camilinha é uma das 24 convocadas para um período de treinos com a seleção, iniciado na última segunda-feira (14). Devido a restrições de viagem em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o grupo reúne atletas que atuam no Brasil. A meia, que completa 26 anos em outubro, é vinculada ao Orlando Pride, dos Estados Unidos, mas está emprestada ao Palmeiras até o fim do ano.

Pia Sundhage após jogo entre Brasil e Franca no Torneio da FrancaPia Sundhage após jogo entre Brasil e Franca no Torneio da Franca

Camilinha elogia trabalho realizado por técnica sueca Pia Sundhage – A2M/CBF/Direitos Reservados

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“Particularmente, estou me sentindo muito melhor [fisicamente]. Nos Estados Unidos, ainda não estava em atividade, e aqui, de repente, já foram três jogos em sete dias. É um pouco puxado, fica a perna pesada. Você tem um dia de treino, um de viagem, e no outro dia joga. É uma rotina um pouco corrida, mas temos que nos adaptar. Estou melhorando aos poucos”, disse a meia, que foi titular nas quatro partidas que disputou pelo Verdão pela Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.

“O nível [do campeonato] está bem diferente de quando eu saí [em 2016]. As coisas melhoraram muito, tanto em questão de estrutura como dentro de campo. As meninas estão se adaptando a esse retorno muito bem e os jogos têm sido de alto nível”, opinou a jogadora, que também atuou por Kindermann, Ferroviária, Tiradentes e pela parceria Audax/Corinthians.

Na Granja Comary, Camilinha trabalha pela primeira vez com Pia Sundhage. Apesar do contato recente, a meia já identificou características que a técnica sueca pretende aprimorar na seleção brasileira. “Ela está ensinando a nos comunicarmos mais, olhar mais uma para outra, identificar nos olhos da pessoa o que ela fará. Estamos dando um valor maior a isso e tem feito diferença nos treinos”, concluiu.

Edição: Fábio Lisboa

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