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Damiris defende que clubes e patrocinadores apoiem combate ao racismo

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A temporada do basquete norte-americano, realizada em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19), tem sido marcada por diversas manifestações de atletas contra o racismo. Na mais impactante delas, os jogadores das ligas masculina (NBA) e feminina (WNBA) se negaram a atuar por dois dias, em protesto contra o caso Jacob Blake, homem negro baleado nas costas pela polícia, no fim de agosto.

“Acho que o ano está sendo histórico, com muitos atletas de nome se posicionando. Não acho que já estejamos colhendo os frutos, mas, que esse é o caminho, para que as gerações futuras colham. Tem de continuar lutando. O movimento não pode parar. Nós, atletas, temos que cada mais vez nos posicionarmos e nos unirmos, usarmos nossa visibilidade”, declarou a pivô Damiris Dantas, única representante brasileira na WNBA, em entrevista coletiva por videoconferência nesta terça-feira (15).

“Fomos à quadra prontas para jogar. Chegando lá, encontramos os times do Washington [Mystics], do Atlanta [Dream] e do Los Angeles [Sparks]. Começamos a conversar e o que foi falado por todas: a liga está se dedicando à campanha desde o começo. Se as coisas não estão mudando, precisamos dar um passo maior, fazermos algo para que as pessoas prestem atenção. Foi quando surgiu a ideia de não jogarmos”, contou a paulista, que atua pelo Minnesota Lynx.

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Damiris Dantas, do Minnesota Lynx, é a única representante brasileira na WNBA, principal liga norte-americana de basquete feminino – NBAE/Getty Images/Direitos Reservados

Os protestos contra o racismo ganharam profusão no país após o assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado pelo joelho de um policial, em maio. Tanto a NBA como a WNBA permitiram que as franquias e os atletas se manifestassem na retomada das respectivas ligas. Na feminina, os times foram à quadra estampando, na camisa, o nome de Breonna Taylor, jovem negra que foi assassinada dentro de casa, também nos Estados Unidos.

“Comecei a ter essa consciência quando comecei a jogar na WNBA [em 2012]. Vi que praticamente todas as atletas se posicionam por várias causas. Então, despertou essa vontade. Eu já tinha, mas, era meio tímida, meio acanhada. Quando cheguei aqui, isso aflorou. Senti mais vontade. Eu me senti abraçada pelo time, pelas meninas. O Lynx dá todo suporte para nos posicionarmos”, explicou Damiris.

“Em termos de Brasil, acho que a gente precisa de mais apoio dos clubes e patrocinadores. Na WNBA, temos o respaldo do time e da liga. No Brasil, falta esse incentivo. Muitos atletas têm medo do que pode acontecer. Agora, teve o caso do Ângelo [Assumpção, ginasta negro que já foi vítima de racismo], que se posicionou e agora está sem clube. Temos que dar as mãos”, completou.

Damiris, inclusive, não descarta que o reconhecimento – que entende ser menor – dirigido a ela e outras jogadoras brasileiras que se destacaram nos últimos anos, como a pivô Erika e as ex-alas Janeth e Iziane, tenha influência do preconceito racial. Erika e Iziane, por exemplo, disputaram quase 12 temporadas na WNBA, sendo que a primeira foi campeã, em 2002. Janeth não só venceu quatro vezes a maior liga de basquete feminino do mundo, como foi campeã mundial em 1994 e conquistou duas medalhas olímpicas (prata em 1996, bronze em 2000) com a seleção.

“Será que é mais um racismo? Por que somos negras, talvez? Sou muito próxima da Janeth e, para mim, a tia Jane é a maior jogadora de basquete do Brasil – masculino e feminino. E por que ela não teve o reconhecimento merecido? Por que é negra? Somos quatro atletas representando o país muito bem. A Erika ficou aqui por muitos anos, a Iziane também, a tia Jane ganhou tudo… Espero que esse cenário mude e que, com nós, atletas, tomando posição e cobrando, possamos ter o reconhecimento que merecemos, pelo nosso trabalho e luta”, concluiu.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Botafogo-SP vence Oeste e fica fora do Z4 da Série B

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O Botafogo-SP venceu o Oeste por 1 a 0, na Arena Barueri, quebrando uma sequência de quatro derrotas consecutivas. O Pantera chegou a 11 pontos, saiu provisoriamente da zona do rebaixamento e ainda deixou o rival da noite desta terça-feira (29) na lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro, com apenas 6 pontos conquistados. A partida foi marcada pela dificuldade das equipes em criar chances de gol e pela queda de luz da Arena Barueri no primeiro tempo.

Antes do apagão, o Botafogo-SP teve uma boa chance, aos 5 minutos de jogo. Ronald avançou pela direita, entrou na área do Oeste e chutou no canto esquerdo de Caíque França, que espalmou para escanteio. Aos 24 minutos, o goleiro do time da casa fez outra grande defesa. Rafinha recebeu lançamento, cortou pra dentro e chutou cruzado de esquerda, mas Caíque França salvou.

Aos 38 minutos, alguns refletores da Arena Barueri apagaram. Depois de 13 minutos de espera, o jogo recomeçou. O Oeste voltou melhor da parada e passou a ameaçar. Aos 61 minutos, Betinho, de cabeça, completou cruzamento que veio da esquerda e a bola passou perto do gol de Darley. A última chance do primeiro tempo foi do Botafogo. Wellington Tanque dominou na entrada da grande área e chutou no canto esquerdo para Caíque França espalmar.

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O segundo tempo da partida foi ruim tecnicamente. As equipes não conseguiam criar oportunidades e tinham dificuldades de finalizar para o gol. Até que, aos 22 minutos, Ronald avançou pela direita e cruzou na área. A bola sobrou para Rafinha, que dominou e bateu rasteiro, colocado, no canto esquerdo de Caíque França para abrir o placar.

O Oeste tentou responder, mas não oferecia grande perigo ao gol de Darley. O Pantera quase ampliou com Wellington Tanque. Aos 35 minutos, o camisa 9 aproveitou chutão de Robson e finalizou. Caíque França fez a defesa.

Sem forças para empatar, time da casa ainda terminou o duelo com um jogador a menos. Aos 43 minutos, Cauã deu um carrinho por trás em Luketa e recebeu cartão vermelho.

Na próxima rodada, o Oeste enfrenta o Figueirense, sexta-feira (2), às 16h30, no Orlando Scarpelli. O Botafogo-SP recebe o Paraná no mesmo dia, às 21h30, no Estádio Santa Cruz.

Edição: Fábio Massalli

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