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Gabriel Veron comanda virada do Palmeiras sobre Red Bull Bragantino

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Gabriel Veron, de 18 anos recém-completados, foi o protagonista neste domingo (6) da vitória do Palmeiras sobre o Red Bull Bragantino, por 2 a 1, pela oitava rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O jovem atacante, que não atuava há seis meses, devido a uma grave lesão muscular, saiu do banco para marcar um gol e dar o passe para outro, já nos acréscimos.

Com os três pontos conquistados no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP), o Verdão foi a 13 pontos, subiu para a quarta posição na tabela e ganhou moral para o clássico diante do Corinthians, na próxima quinta-feira (10), às 19h15 (horário de Brasília), na Neo Química Arena. O Bragantino, com o recém-contratado Maurício Barbieri no comando da equipe, segue com seis pontos, na 18ª colocação, na zona de rebaixamento. O time do interior paulista visita o São Paulo na quarta-feira (9), também às 19h15.

 

A temperatura de 29ºC e a baixa umidade em Bragança Paulista (SP) impactaram o rendimento em campo no primeiro tempo. A melhor chegada do Palmeiras foi em uma cobrança de falta do meia Zé Rafael, que raspou a trave do Bragantino, aos 38 minutos. O Massa Bruta respondeu no lance seguinte, em chute de Artur, ex-atacante do próprio Verdão, da entrada da área, que passou ao lado do gol.

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A etapa final começou mais animada. Aos três minutos, após cruzamento do meia Gabriel Menino, Matías Viña desviou de cabeça para as redes, mas a arbitragem viu impedimento do lateral do Palmeiras. Cinco minutos depois, o Bragantino abriu o marcador no Nabi Abi Chedid, O atacante Claudinho bateu da entrada da área, a bola desviou no zagueiro Gustavo Gómez e encobriu o goleiro Weverton.

Aos 20 minutos, com o Verdão perdido em campo, Vanderlei Luxemburgo mexeu no time. O técnico substituiu o defensor Mayke pelo atacante William, puxando Gabriel Menino para a lateral direita. Trocou, também, o atacante Wesley por Gabriel Veron. As mudanças funcionaram. Três minutos depois, Menino recebeu na direita, cruzou na medida para Veron, de cabeça, deixar tudo igual

A virada do Palmeiras saiu nos acréscimos, novamente, com a participação do banco de reservas. Aos 48 minutos, o meia Raphael Veiga – que entrou no lugar de Lucas Lima – lançou Gabriel Veron, que deixou William livre, e sem goleiro, selou a vitória alviverde.

Show de expulsões

No sábado (5), o Santos foi à Arena Castelão, em Fortaleza, e superou o Ceará por 1 a 0. A vitória teve a marca de dois ex-jogadores do Vozão. Logo aos oito minutos, o atacante Marinho fez boa jogada pela direita e cruzou. A bola passou por toda a área e sobrou para o lateral Felipe Jonathan, que dominou na esquerda e bateu cruzado, no canto do goleiro Fernando Prass.

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A segunda etapa foi marcada por muitas expulsões. Após uma falta do lateral Samuel Xavier sobre Marinho, o zagueiro santista Luan Peres foi reclamar com o defensor do Ceará. Resultado: Luan e Samuel foram colocados para fora. O lateral cearense Bruno Pacheco e o volante Alison, do Peixe, também deixaram o jogo. Depois do apito final, o técnico Guto Ferreira e o meia Leandro Carvalho, ambos do Vozão, foram reclamar com a arbitragem e receberam o vermelho.

 

Com a vitória, o Santos assumiu o sétimo lugar, com 11 pontos, enquanto o Ceará, com 10 pontos, é o nono. Ambos podem ser ultrapassados com a sequência da rodada. Na quarta-feira (9), o Peixe reencontra Jorge Sampaoli, hoje técnico do Atlético-MG, às 21h30, na Vila Belmiro. Já na quinta-feira (10), o Vozão vai a Porto Alegre encarar o Internacional, às 19h15.

Confira AQUI a tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Primeiro atleta a nadar até Alcatrazes sonha tornar percurso em evento

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Área de preservação ambiental e utilizada para treinamentos da Marinha, o Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte paulista, passou mais de 30 anos fechado, mas foi reaberto ao turismo em 2018. No mesmo ano, o empresário Ricardo Augusto Oliveira realizou o sonho de alcançar o arquipélago à nado. Ele saiu da praia do Camburi, em São Sebastião (SP), na tarde de 2 de abril, enfrentou os cerca de 40 quilômetros que separam a cidade e o complexo, e concluiu a travessia em 15 horas e 30 minutos, na manhã do dia seguinte. Agora, ele quer transformar o desafio em evento.

“Alcatrazes é fora de série. É muito bonito. Quem vai para lá de barco, começa a imaginar que se trata de algo pré-histórico, espera seres voadores, porque é um lugar fantástico e ermo. Ter nadado até lá me deu grande prazer”, revela Ricardo, que compete em águas abertas desde 2009. “Contei com a derivação das águas vindo do sul para o leste. Foi uma estratégia interessante”, conta.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Alcatrazes reúne cerca de 1,3 mil espécies aquáticas e insulares de fauna e flora, algumas delas em extinção. O arquipélago ocupa uma área de aproximadamente 68 mil hectares, ao norte de São Paulo. 

Em 2018, o empresário Ricardo Augusto saiu de São Sebastião (SP) e cruzou a nado cerca de 40 quilômetros até chegar em Alcatrazes – Ricardo Augusto / Arquivo Pessoal.

O atleta e empresário organiza eventos na região, como a Volta a Nado, realizada desde 2017, em que os atletas contornam as ilhas de Alcatrazes a nado. O objetivo, agora, é fazer com que a travessia da praia do Camburi até o arquipélago vire um desafio com apelo semelhante à do Canal da Mancha, que separa o Reino Unido da França.

“O que mais motiva é testar outros nadadores e saber se há tem alguém casca grossa, se eu fui fora de série ou se, de repente, há mais gente capaz. No fim, é a competitividade que está em todos nós, atletas, e quero botar à prova”, afirma Ricardo. “Quando tive êxito [em Alcatrazes], três atletas quiseram fazer [a travessia] e até chegaram a propor a documentação ao ICMBio, mas, por algum motivo, não deram sequência. O [melhor] período é de dezembro a abril, que tem menos vento e maior incidência de luz do dia”, completa.

De acordo com Ricardo Augusto, a ideia é que o evento possa movimentar o turismo no litoral norte. Entre hotéis, pousadas e hostels, a região (que também engloba as cidades de Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela, além de São Sebastião) tem cerca de 60 mil leitos. O nadador cita como referência a Travessia do Leme ao Pontal, com extensão de 35 quilômetros, que liga as zonas sul e oeste da cidade do Rio de Janeiro. “Cada inscrito gasta de R$ 5 mil a R$ 7 mil para participar do evento, mais passagens aéreas, hospedagem e a alimentação”, descreve.

O melhor período para se fazer a travessia, de acordo com Ricardo Augusto, é de dezembro a abril, período de menos vento e maior incidência de luz do dia – Ricardo Augusto / Arquivo Pessoal.

Em nota, o ICMBio explica que a realização de uma travessia como essa em Alcatrazes é regulamentada por uma Instrução Normativa de junho do ano passado, que “dispõe sobre as práticas de governança e gestão dos processos dos órgãos e entidades que atuam nas transferências voluntárias de recursos da União”. A solicitação, de acordo com o órgão, é feita pelo portal do Governo Federal e as datas são de responsabilidade dos organizadores, “desde que observadas as condições do mar”.

Como é lá fora

O desafio no canal que liga a cidade francesa de Calais ao município inglês de Dover tem um trajeto, em linha reta, de aproximadamente 35 quilômetros. O trecho foi percorrido pela pela primeira vez em 1875, pelo britânico Matthew Webb. De lá para cá, mais de 2,5 mil travessias foram completadas. Três delas por Igor de Souza, uma 1996 e duas no ano seguinte, quando se tornou o primeiro brasileiro a realizar o percurso em ida e volta, em 18 horas e 33 minutos.

“[Alcatrazes] Tem uma distância maior [que o Canal da Mancha], mas um grau de dificuldade que, creio, é o mesmo. Lá tem a água fria e em Alcatrazes há a mudança das correntes. É um desafio que pode virar sucesso até internacional”, analisa Igor, que hoje é diretor de marketing da Speedo no Brasil. “Muitos atletas vão para lá com uma equipe multidisciplinar e chegam com antecedência de, pelo menos, uma semana. Podemos falar em 10 dias de estadia. Com Alcatrazes, pode acontecer a mesma coisa”, emenda.

Segundo ele, transformar Alcatrazes em uma “versão brasileira” da travessia do Canal da Mancha envolveria um protocolo semelhante ao que existe na Europa. “Há uma associação, que segue regras da federação inglesa de natação. Ela é quem dá os períodos, pois é quem tem a previsão da maré, então, teria que fazer algo similar aqui”, explica.

“Com três ou quatro meses de antecedência, [o participante] tem de comprovar que está treinado, que realizou eventos preparatórios de, pelo menos, seis horas a uma certa temperatura e apresentar um laudo médico, mostrando que está apto a fazer uma atividade de tamanho esforço. [No Brasil] Você terá que ter autorização da Marinha e, provavelmente, um árbitro oficial da federação paulista de natação para homologar o resultado”, conclui Igor.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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