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Governador do Rio veta troca de nome do Maracanã, proposta pela Alerj

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O nome de batismo do Maracanã, Estádio Jornalista Mário Filho, não será mais alterado. O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro publicou nesta quinta-feira (8) o veto do governador em exercício, Cláudio Castro, à mudança de nome do Complexo do Maracanã – para Edson Arantes do Nascimento, Rei Pelé – proposta em projeto de lei (PL), aprovado pela Assembleia Legislativa (Alerj). 

Na última terça (6), a própria Alerj voltou atrás, após repercussão negativa gerada após aprovação do PL, em regime de urgência, o dia 9 de março. O presidente da Assembleia e autor do projeto, André Ceciliano (PT), se reuniu virtualmente com o Colégio de Líderes e os  parlamentares decidiram recomendar ao governador Cláudio Castro o veto à troca de nome. 

 O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) também já havia recomendado ao governador, no último dia 19, que vetasse a projeto da Alerj, com base no Decreto Municipal de 2012, segundo o qual o Maracanã está integrado à identidade cultural carioca.

Entrada principal do Estádio Mário Filho, o Maracanã, que completa 70 anos em 2020Entrada principal do Estádio Mário Filho, o Maracanã, que completa 70 anos em 2020

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Jornalista Mário Filho convenceu a opinião pública carioca de que o melhor lugar para a construção do estádio para a Copa do Mundo de 1950 era no antigo Derby Club, no bairro do Maracanã- Bruno Lordello/Direitos reservados

O nome oficial do Maracanã é uma homenagem ao jornalista Mário Leite Rodrigues Filho, que coordenou a campanha pela construção do estádio, no final dos anos 40. Mário Filho travou uma batalha na imprensa contra o então vereador Carlos Lacerda, que desejava a construção de um estádio municipal em Jacarepaguá para a realização da Copa do Mundo de 1950. O jornalista conseguiu convencer a opinião pública carioca de que o melhor lugar para o novo estádio seria no terreno do antigo Derby Club, no bairro do Maracanã, e que ele deveria ser o maior do mundo, com capacidade para mais de 150 mil espectadores. O estádio, que sediou a primeira Copa do Mundo no país foi inaugurado em 16 de junho de 1950.

Nascido em Recife, em 3 de junho de 1908, Mario Filho fez carreira no Rio de Janeiro, onde morreu aos 56 anos, após um ataque cardíaco. Irmão do dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, Mário Filho escrevia no Jornal do Sports, de sua propriedade.

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Seletiva de natação define vagas olímpicas de velocidade nesta quinta

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A natação brasileira já tem dez nadadores garantidos (11 provas)  na Olimpíada de Tóquio (Japão) e na noite desta quinta-feira (22) pode assegurar mais atletas em disputas de velocidade na seletiva nacional no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Hoje, a partir das 18h30 (horário de Brasília), serão disputadas as finais das provas de dos 100 metros livre (masculino), 200m borboleta (feminino), 200m peito (M) e 1.500m livre (F), com transmissão ao vivo do Canal Olímpico e da TV CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). 

As duas últimas classificações a Tóquio ocorreram na noite de ontem (21). Leonardo de Deus obteve o índice nos 200m borboleta, e Guilherme Costa, também conhecido pelo apelido de Cachorrão, assegurou vaga nos 800m livre, um dia após já ter carimbado presença nos 400m livre em Tóquio. 

O sul-matogrossense Leonardo de Deus, de 30 anos, um dos atletas mais experientes na seletiva, completou os 200m borboleta em 1m56seg01 e ficou satisfeito com o tempo dedicado à preparação física.   

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“Terceira Olimpíada. Vale muito a pena passar por tudo que a gente passa. Estou afastado da minha família há dois meses pensando só nisso. Tenho que agradecer à minha equipe e a todos os meus apoiadores que me deram todo o suporte para que eu chegasse aqui e conseguisse esse índice. Tenho esse 1m54 dentro de mim e quero que ele saia lá em Tóquio”, disse Leonardo em depoimento ao site da CBDA.

Já Guilherme “Cachorrão” Costa, que bateu o recorde sul-americano nos 400m livre, na última terça (20), conseguiu a segunda vaga olímpica, nos 800m livre, com a marca de 7m50seg41.

“Não foi o tempo que eu gostaria, mas estou feliz com mais um índice. Preciso ver com meu treinador, pois era pra ter passado um pouco mais baixo que é o que eu tenho que fazer nos Jogos Olímpicos”, comentou após a prova.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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