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LNF 2020: times do Grupo A tentam se aproximar do líder Magnus

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Dos três jogos desta sexta-feira (11) pela Liga Nacional de Futsal (LNF), dois envolvem equipes do Grupo A. Às 14h (horário de Brasília), a Intelli Tempersul visita o Brasília. Já às 20h15, em São José dos Campos (SP), o time da casa recebe o Praia Clube. Além disso, Carlos Barbosa e Marreco medem força às 17h, em Carlos Barbosa (RS), pelo Grupo B.

O desafio das equipes do Grupo A é diminuir a diferença para o Magnus Sorocaba, líder da chave, que venceu as três partidas que disputou até agora, somando nove pontos, com o melhor ataque da LNF: 16 gols marcados. Entre os times que estarão em quadra nesta sexta, o São José – quarto lugar, com cinco pontos –  é quem está mais perto. Após serem derrotados pelo Minas na estreia (7 a 4), os joseenses golearam o Brasília (4 a 1) e empataram com Corinthians (3 a 3) e Intelli (2 a 2).

Adversário do São José, o Praia Clube é o lanterna do grupo, com um ponto, conquistado na estreia, contra o Brasília (1 a 1). Na sequência, a equipe de Uberlândia (MG) foi superada por Corinthians (6 a 3) e Magnus (6 a 1). “Nos treinamentos táticos, fizemos alguns ajustes em relação ao esquema do oponente. Eles têm uma equipe leve, com jogadores jovens e promissores”, disse o técnico da equipe mineira, Marcelo Duarte, o Morcego, em entrevista ao site oficial do clube.

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Brasília e Intelli também buscam a primeira vitória. Quinto colocado do Grupo A, com dois pontos em três jogos, o time do Distrito Federal vem de um empate emocionante com o Minas, por 5 a 5, na sexta-feira passada (4). O representante de Dracena (SP), em sexto, com um só ponto, foi à quadra duas vezes. Antes do empate com o São José, a equipe foi batida pelo Magnus, por 3 a 2. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil no último dia 30 de agosto.

Já no duelo do Grupo B, Carlos Barbosa e Marreco vivem situações distintas. O time da casa, maior campeão da LNF com cinco títulos, é o vice-líder, com sete pontos, e tem a chance e se igualar ao Atlântico. Os paranaenses estão em sexto, com três pontos. A vitória do último dia 3, sobre o Foz Cataratas, por 2 a 1, foi a primeira da equipe de Francisco Beltrão (PR) na edição deste ano.

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Duplo equilíbrio

Nas duas partidas que movimentaram a LNF na quinta-feira (10), o equilíbrio foi a tônica. Em São Paulo, o Corinthians vencia o Minas, com gol do fixo Batalha, até os segundos finais da partida, até que Gabriel Ferro, jogando como goleiro linha, deixou tudo igual. O empate por 1 a 1 levou os times do Grupo A aos cinco pontos, quatro atrás do líder Magnus. Os mineiros, com um melhor saldo de gols (3 a 0) estão em segundo, com o Timão vindo atrás.

Em Erechim (RS), o ala Dieguinho e o pivô Gessé colocaram o Atlântico à frente do Cascavel. O fixo Carlão descontou na etapa final, mas, não impediu a vitória dos gaúchos, líderes do Grupo B com 10 pontos. Os paranaenses, que sofreram a segunda derrota na competição, estão em quinto, com três pontos.

Confira AQUI a tabela de classificação da Liga Nacional de Futsal.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Primeiro atleta a nadar até Alcatrazes sonha tornar percurso em evento

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Área de preservação ambiental e utilizada para treinamentos da Marinha, o Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte paulista, passou mais de 30 anos fechado, mas foi reaberto ao turismo em 2018. No mesmo ano, o empresário Ricardo Augusto Oliveira realizou o sonho de alcançar o arquipélago à nado. Ele saiu da praia do Camburi, em São Sebastião (SP), na tarde de 2 de abril, enfrentou os cerca de 40 quilômetros que separam a cidade e o complexo, e concluiu a travessia em 15 horas e 30 minutos, na manhã do dia seguinte. Agora, ele quer transformar o desafio em evento.

“Alcatrazes é fora de série. É muito bonito. Quem vai para lá de barco, começa a imaginar que se trata de algo pré-histórico, espera seres voadores, porque é um lugar fantástico e ermo. Ter nadado até lá me deu grande prazer”, revela Ricardo, que compete em águas abertas desde 2009. “Contei com a derivação das águas vindo do sul para o leste. Foi uma estratégia interessante”, conta.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Alcatrazes reúne cerca de 1,3 mil espécies aquáticas e insulares de fauna e flora, algumas delas em extinção. O arquipélago ocupa uma área de aproximadamente 68 mil hectares, ao norte de São Paulo. 

Em 2018, o empresário Ricardo Augusto saiu de São Sebastião (SP) e cruzou a nado cerca de 40 quilômetros até chegar em Alcatrazes – Ricardo Augusto / Arquivo Pessoal.

O atleta e empresário organiza eventos na região, como a Volta a Nado, realizada desde 2017, em que os atletas contornam as ilhas de Alcatrazes a nado. O objetivo, agora, é fazer com que a travessia da praia do Camburi até o arquipélago vire um desafio com apelo semelhante à do Canal da Mancha, que separa o Reino Unido da França.

“O que mais motiva é testar outros nadadores e saber se há tem alguém casca grossa, se eu fui fora de série ou se, de repente, há mais gente capaz. No fim, é a competitividade que está em todos nós, atletas, e quero botar à prova”, afirma Ricardo. “Quando tive êxito [em Alcatrazes], três atletas quiseram fazer [a travessia] e até chegaram a propor a documentação ao ICMBio, mas, por algum motivo, não deram sequência. O [melhor] período é de dezembro a abril, que tem menos vento e maior incidência de luz do dia”, completa.

De acordo com Ricardo Augusto, a ideia é que o evento possa movimentar o turismo no litoral norte. Entre hotéis, pousadas e hostels, a região (que também engloba as cidades de Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela, além de São Sebastião) tem cerca de 60 mil leitos. O nadador cita como referência a Travessia do Leme ao Pontal, com extensão de 35 quilômetros, que liga as zonas sul e oeste da cidade do Rio de Janeiro. “Cada inscrito gasta de R$ 5 mil a R$ 7 mil para participar do evento, mais passagens aéreas, hospedagem e a alimentação”, descreve.

O melhor período para se fazer a travessia, de acordo com Ricardo Augusto, é de dezembro a abril, período de menos vento e maior incidência de luz do dia – Ricardo Augusto / Arquivo Pessoal.

Em nota, o ICMBio explica que a realização de uma travessia como essa em Alcatrazes é regulamentada por uma Instrução Normativa de junho do ano passado, que “dispõe sobre as práticas de governança e gestão dos processos dos órgãos e entidades que atuam nas transferências voluntárias de recursos da União”. A solicitação, de acordo com o órgão, é feita pelo portal do Governo Federal e as datas são de responsabilidade dos organizadores, “desde que observadas as condições do mar”.

Como é lá fora

O desafio no canal que liga a cidade francesa de Calais ao município inglês de Dover tem um trajeto, em linha reta, de aproximadamente 35 quilômetros. O trecho foi percorrido pela pela primeira vez em 1875, pelo britânico Matthew Webb. De lá para cá, mais de 2,5 mil travessias foram completadas. Três delas por Igor de Souza, uma 1996 e duas no ano seguinte, quando se tornou o primeiro brasileiro a realizar o percurso em ida e volta, em 18 horas e 33 minutos.

“[Alcatrazes] Tem uma distância maior [que o Canal da Mancha], mas um grau de dificuldade que, creio, é o mesmo. Lá tem a água fria e em Alcatrazes há a mudança das correntes. É um desafio que pode virar sucesso até internacional”, analisa Igor, que hoje é diretor de marketing da Speedo no Brasil. “Muitos atletas vão para lá com uma equipe multidisciplinar e chegam com antecedência de, pelo menos, uma semana. Podemos falar em 10 dias de estadia. Com Alcatrazes, pode acontecer a mesma coisa”, emenda.

Segundo ele, transformar Alcatrazes em uma “versão brasileira” da travessia do Canal da Mancha envolveria um protocolo semelhante ao que existe na Europa. “Há uma associação, que segue regras da federação inglesa de natação. Ela é quem dá os períodos, pois é quem tem a previsão da maré, então, teria que fazer algo similar aqui”, explica.

“Com três ou quatro meses de antecedência, [o participante] tem de comprovar que está treinado, que realizou eventos preparatórios de, pelo menos, seis horas a uma certa temperatura e apresentar um laudo médico, mostrando que está apto a fazer uma atividade de tamanho esforço. [No Brasil] Você terá que ter autorização da Marinha e, provavelmente, um árbitro oficial da federação paulista de natação para homologar o resultado”, conclui Igor.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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