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Náutico domina Vila Nova, mantém 100% e segue na ponta da Série B

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Quatro jogos, quatro vitórias. A largada do Náutico na Série B do Campeonato Brasileiro não poderia ser melhor. Nesta terça-feira (15), o Timbu se impôs para derrotar o Vila Nova por 2 a 0 nos Aflitos, em Recife, pela quarta rodada da competição.

Os pernambucanos lideram a Série B com 12 pontos e podem ser alcançados somente pelo Brusque, que soma nove pontos em três partidas e visita o Operário na quarta-feira (16), às 18h (horário de Brasília), no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR). O Tigrão estacionou nos cinco pontos, perdendo a invencibilidade e a chance de entrar no G4.

O Náutico mandou no jogo desde o começo. Aos 19 e aos 21 minutos, o goleiro Georgemy foi acionado em tentativas de fora da área do meia Jean Carlos e do atacante Erick. Aos 29, o zagueiro Camutanga balançou as redes, mas o gol foi anulado por impedimento. A pressão dos anfitriões foi recompensada aos 37 minutos, em chute cruzado do atacante Vinícius pela esquerda, abrindo o marcador nos Aflitos.

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A pressão pernambucana se manteve no segundo tempo. Jean Carlos teve pelo menos duas chances, nos primeiros dez minutos, para ampliar a vantagem, mas desperdiçou na cara de Georgemy. Na segunda delas, o meia acertou a trave e ainda pôde aproveitar o rebote, mas o lateral Pedro Bambu evitou o gol.

O Vila esboçou reação a partir dos 15 minutos, mas só conseguiu assustar em chutes de fora da área. No fim, o Náutico ainda fez mais um com Bryan. O lateral escapou da marcação do atacante Fernandinho pela esquerda, entrou na área e chutou entre a trave e o goleiro para definir o placar.

Os dois times voltam a campo no fim de semana pela quinta rodada da Série B. O Vila recebe o Coritiba neste sábado (19), às 21h, no estádio Aníbal Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO), enquanto o Náutico encara o Botafogo no domingo (20), às 16h, nos Aflitos.

Empate no Rei Pelé

Em outra partida desta terça-feira, também pela quarta rodada, CSA e Guarani empataram por 1 a 1 no estádio Rei Pelé, em Maceió. O Bugre foi a cinco pontos, enquanto o Azulão do Mutange somou o segundo ponto na competição.

Os gols saíram na etapa final. Os paulistas abriram o marcador com o lateral Bidu, em chute cruzado pela esquerda, aos cinco minutos. Os alagoanos igualaram aos 21, em finalização de primeira do atacante Silvinho. O CSA ainda balançou as redes duas vezes, com o zagueiro Matheus Felipe e o atacante Dellatorre, mas os lances foram anulados por entendimento da arbitragem de que houve impedimento. No segundo, porém, a bola desviou no zagueiro bugrino antes de sobrar nos pés do centroavante do Azulão.

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No sábado, pela quinta rodada, o Guarani tem o derby campineiro diante da Ponte Preta no Brinco de Ouro, às 18h30. O CSA só volta a jogar no domingo, às 20h30, contra o Londrina, novamente no Rei Pelé.

Edição: Fábio Lisboa

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Ganhei muito mais do que só medalhas, diz Rebeca após feitos inéditos

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A ginasta Rebeca Andrade encerrou sua participação nos Jogos de Tóquio nesta segunda-feira (2) com um saldo de duas medalhas históricas para o esporte olímpico do Brasil, e diz que deixa a competição “extremamente satisfeita” com a performance em todos os aparelhos.

Rebeca ganhou medalha de prata no individual geral e ouro na prova de salto da ginástica artística em Tóquio. As duas medalhas foram as primeiras da ginástica feminina do Brasil em Jogos Olímpicos e, com as conquistas, ela se tornou a primeira brasileira a conquistar duas medalhas em uma mesma edição de Olimpíada.

“Jamais poderia esperar tudo que aconteceu aqui. O atleta de alto rendimento sempre quer ganhar medalhas, mas eu acho que ganhei muito mais que só as medalhas. Eu ganhei a admiração das pessoas, o respeito, eu fiz história. Eu representei um país inteiro”, disse Rebeca, de acordo com nota no site do Time Brasil.

Nesta segunda-feira (2), a brasileira participou de sua última prova em Tóquio e terminou em quinto lugar no solo, em uma apresentação com o funk “Baile de Favela” que encantou o país.

“Estou muito feliz, muito grata com todas as apresentações desde o primeiro dia e por ter finalizado tão bem agora com o solo. Ter levado mais alegria ainda para o Brasil, para todas as pessoas que torceram por mim, que acreditaram no meu talento, as que me conheceram agora também. Repercutiu tanto e inspirou tantas pessoas, que não tem outra coisa que não seja gratidão”, afirmou a ginasta.

Rebeca, de 22 anos, começou na ginástica aos quatro em sua cidade natal, Guarulhos (SP). Em 2012, com apenas 13 anos e em seu primeiro campeonato como profissional, tornou-se campeã do Troféu Brasil, superando ginastas da equipe nacional da modalidade, como Jade Barbosa e Daniele Hypólito.

A trajetória até Tóquio foi marcada por lesões. Foram três cirurgias no joelho em quatro anos, a última em meados de 2019, após romper o ligamento cruzado anterior. A classificação para a Olimpíada só foi confirmada no começo de junho deste ano, com a conquista da medalha de ouro no individual geral do Campeonato Pan-Americano, e ela se mostrou preparada para a disputa olímpica.

“Eu me senti incrível. Não me senti pressionada para nada, para ganhar uma medalha para o Brasil, para acertar tudo. Foi uma coisa muito natural, que só fluía. O fato de eu pensar assim me ajudou muito a ter os bons resultados que tive aqui. Estou extremamente satisfeita com a minha performance em todos os aparelhos”, declarou ela.

Diferentemente de Rebeca, a norte-americana Simone Biles, que conquistou quatro medalhas de ouro na Rio 2016, era apontada como provável grande nome dos Jogos de Tóquio, mas desistiu de grande parte da competição, citando problemas de saúde mental.

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Biles, de 24 anos, abandonou a prova por equipes após o primeiro salto e desistiu do individual geral, solo, salto e barras assimétricas. Ela vai disputar a final da trave na terça-feira (3).

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