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Neymar deixa treino da seleção com dores lombares e vira dúvida

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No trabalho tático orientado pelo técnico Tite nesta quarta-feira (7), na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), a ausência de Neymar chamou atenção. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o atacante, que iniciou as atividades da seleção brasileira normalmente, não as concluiu em razão de dores lombares sentidas durante o aquecimento.

“Sem nenhuma história de trauma, ele foi retirado do treino, foi avaliado e já iniciou tratamento na fisioterapia. Nós viajamos hoje [quarta] para São Paulo, ele segue em tratamento, já foi medicado, mas essas próximas 24 horas serão muito importantes para ver como ele vai se recuperar. Uma nova avaliação será feita antes do [próximo] treino e aí nós teremos uma ideia um pouco melhor”, explicou o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, à CBF TV.

Conforme os protocolos de saúde da Fifa, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), os treinos da seleção não podem ser acompanhado in loco pelos jornalistas. As atividades têm sido exibidas pelo canal oficial da CBF no YouTube. Durante a transmissão, a ausência de Neymar não foi mencionada. Nas imagens que antecedem o trabalho tático, o atacante participa da roda de bobo com outros atletas, mas, em determinado momento, demonstra incômodo na região lombar (no vídeo abaixo, a partir dos 26 minutos e 53 segundos).

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Com isso, Neymar virou dúvida para a partida desta sexta-feira (9), às 21h30 (horário de Brasília), contra a Bolívia, na Neo Química Arena, em São Paulo. O duelo marca a estreia da seleção nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, no Catar. No treino tático, Tite utilizou Everton Ribeiro no lugar do camisa 10.

Novidade à vista

O treino desta quarta teve novidades. Diferente de terça-feira (6), quando Bruno Guimarães atuou ao lado de Casemiro, Douglas Luiz foi o escolhido por Tite para auxiliar o volante do Real Madrid (Espanha). Além disso, Weverton foi o goleiro utilizado na atividade em que se esboçou a equipe titular. O arqueiro do Palmeiras disputa o posto deixado por Alisson, lesionado e cortado da seleção, com Santos e Ederson.

Tite posicionou os atletas no gramado, sem adversários (daí o apelido treino fantasma) e os orientou taticamente. Weverton iniciava as jogadas, trabalhando a bola com a linha de defesa formada por Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi. Mais adiante, Casemiro e Douglas Luiz davam sequência à construção ofensiva.

Substituto de Neymar, Everton Ribeiro atuou pela esquerda, mas também apareceu por dentro, ora perto de Roberto Firmino, centralizado no ataque, ora trocando de posição com Phillipe Coutinho. Já Éverton Cebolinha caiu pela direita. Nos movimentos de ataque, esse quarteto ganhava o apoio de um dos laterais, especialmente Renan Lodi, pela esquerda, que tem características mais ofensivas que Danilo.

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Com base nos treinos de terça e quarta-feira, o provável Brasil diante da Bolívia terá: Weverton; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi; Casemiro e Douglas Luiz (Bruno Guimarães); Éverton Cebolinha, Philippe Coutinho e Neymar (Everton Ribeiro); Roberto Firmino.

Programação

A exibição do treino foi liberada por cerca de 40 minutos, sendo encerrada antes de Tite iniciar atividades de bola parada. A delegação embarca à noite para São Paulo. Na quinta-feira (8) à tarde, ocorre o reconhecimento do gramado da Neo Química Arena, palco do jogo de sexta.

De sábado (10) até a próxima segunda-feira (12), a seleção trabalhará no Centro de Treinamento Joaquim Grava, do Corinthians, também na capital paulista. Já no fim da tarde de segunda, embarca para Lima, capital peruana, onde enfrenta a seleção local na terça-feira (13), no Estádio Nacional, às 21h, pela segunda rodada das eliminatórias.

Edição: Fábio Lisboa

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Eric Granado corre para ser primeiro campeão mundial do país na moto

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O fim de semana pode ser histórico para o esporte a motor brasileiro. No sábado (18) e no domingo (19), Eric Granado disputa as duas últimas etapas da temporada 2021 da MotoE, categoria das motos elétricas, com a possibilidade de ser o primeiro piloto do país a ser campeão mundial na motovelocidade.

O paulista de 25 anos ocupa o segundo lugar na classificação, com 73 pontos, a sete do italiano Alessandro Zaccone, que lidera o campeonato, e um ponto a frente do espanhol Jordi Torres, atual campeão, que aparece em terceiro. O suíço Dominique Aegerter é o quarto, com 69 pontos. Os 15 primeiros colocados da prova somam pontos, sendo que o vencedor leva 25 pontos. O pole position (piloto que larga na primeira posição) e o responsável pela melhor volta da corrida recebem pontos de bonificação.

“A expectativa está muito boa. Fizemos uma ótima temporada, fui rápido em todos os circuitos e estou muito confiante. Feliz de chegar com ótimas possibilidades de brigar pelo título. É a primeira vez que consigo”, celebrou Granado à Agência Brasil.

As duas provas valem pelo Grande Prêmio de San Marino e Riviera e de Rimini, no circuito de Misano (Itália). Neste sábado, a corrida inicia às 11h20 (horário de Brasília). No domingo, a largada será às 10h30.

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“Em relação à estratégia, temos de ir por partes. A primeira prova será muito importante para sabermos as possibilidades reais de domingo e pensarmos em uma estratégia diferente, começarmos a usar a calculadora. Tudo pode acontecer. O mundo ideal é terminar [sábado] na frente deles [Zaccone, Torres e Aegerter]. O objetivo é manter a mesma linha de trabalho e pontuar. Serão dois dias bem diferentes. Corridas curtas, alto nível, outros pilotos brigando no bolo da frente. Serão dois dias muito intensos”, projetou o brasileiro.

Apesar da vice-liderança, Granado tem motivos para acreditar na virada. Após cinco provas, o paulista é o piloto com mais vitórias (duas), poles (quatro) e voltas mais rápidas (quatro) na temporada. O brasileiro esteve no pódio nas últimas duas etapas, ao vencer o Grande Prêmio da Holanda, em Assen, e chegar em segundo no da Áustria, em Spielberg, reduzindo de 28 para sete pontos a diferença para o líder Zaccone. Ele só não pontuou no Grande Prêmio da Catalunha, em Barcelona (Espanha), terceira corrida da competição, devido a um problema elétrico na largada.

“Foi a corrida que mais me doeu. O problema técnico não depende de ninguém, a máquina é que falha. Foi a que mais prejudicou. Mas as estatísticas são boas, favoráveis. Levo como motivação, de saber que posso ser o mais rápido e que, neste fim de semana, vou continuar na mesma linha para somar o máximo de pontos possíveis”, comentou o piloto.

Se levar o título no fim de semana, Granado entra em um seleto grupo de brasileiros campeões mundiais nos esportes a motor, atualmente composto por pilotos do automobilismo, como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi, todos da Fórmula 1. O último a ingressar na lista foi Lucas di Grassi com o título da Fórmula E (categoria de carros elétricos) em 2017.

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Na motovelocidade, Alex Barros foi o brasileiro que chegou mais perto de conquistar o mundo. Entre 2000 e 2002, e em 2004, o paulista terminou a categoria hoje conhecida como MotoGP, a mais importante do Mundial da modalidade, na quarta posição.

“Sei que [o título da MotoE] é algo importante para nosso esporte no Brasil. Isso dá uma motivação extra, saber que há muita gente torcendo e apoiando. Na real, não penso muito nisso [tamanho do possível feito]. Quero pensar mais no meu trabalho. Se voltar para casa no domingo com a certeza de que fiz o melhor e que ele foi suficiente para vencer, a missão estará concluída”, disse Granado.

“A única certeza é que estarei com a bandeira do Brasil [na moto]. Sempre sonhei poder comemorar um título com a bandeira, como vi várias vezes, em documentários, o Senna e outros pilotos que representam o país fazerem. O que mais penso é em como ser competitivo neste fim de semana e levar o resultado para casa”, concluiu o brasileiro.

Edição: Fábio Lisboa

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