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Oswaldo diz não entender Ganso de capitão após polêmica: “Soa como premiação a ele e punição ainda maior a mim”

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Demitido do Fluminense na última sexta-feira, Oswaldo de Oliveira  concedeu primeira entrevista, nesta quinta(03)  desde que deixou o comando do Tricolor. E, claro, a troca de ofensas com Paulo Henrique Ganso no jogo contra o Santos, sua última partida à frente da equipe, foi tema da conversa:

– O jogador não me ofendeu porque eu tirei  ele do jogo, eu tirei ele do jogo porque ele me ofendeu. Aí eu tenho que entrar na parte tática… Quando nós pressionávamos o time do Santos e eles sentiam que não dava para sair jogando, o goleiro fazia uma diagonal, ou no Soteldo, ou no Marinho. O gol deles saiu em uma jogada assim. E o que tínhamos treinado, enfatizei  na preleção e retomei no intervalo, era que não adiantava pressionar o goleiro, tínhamos que obrigar a quebrar essa bola longa e os quatro que saíam na pressão deveriam recuperar rápido para ganharmos a segunda bola. Só que nessa alternativa, isso não aconteceu. Eu gritei para ele “volta, volta, volta” e ele me ofendeu. E eu falei “não dá para ele continuar no jogo depois do que ele disse para mim”.

Perguntado sobre o fato de Ganso, logo no jogo seguinte ao polêmico episódio, contra o Grêmio, ter sido capitão do Fluminense, comandado então pelo interino Marcão, Oswaldo disse não entender. O meia chegou a ser punido com uma multa pela direção do clube neste meio tempo.

– Agora que estou fora, não sei o que se passa mais. Mas para mim, é inexplicável. Os acontecimentos poderiam ser contornados e resolvidos ao longo de um algum tempo, mas de imediato para mim, soa muito mal. Não tenho como dizer que compreendo uma situação dessas. Nesse caso, a condução da situação teria que ter tido outro enredo, outra forma de se resolver.

– Não sei como interpretar. Do meu ponto de vista, essa não era a melhor maneira nem de premiar, nem de punir, nem de tornar mais responsável. Esse enredo tinha que ser escrito de uma outra forma. Porque estava muito recente. E soa realmente como uma premiação e como uma punição ainda maior para mim, que cheguei e encontrei um estado de coisas, o Fluminense de uma maneira, e cheguei para ajudar, e não para criar problemas. Por isso na hora da reza eu me penitenciei, a mim e ao jogador, para que deixássemos nossas vaidades e nos voltássemos ao clube, que estava precisando daquilo naquele momento.

Oswaldo descreveu também o encontro com Ganso no vestiário logo após a partida em que ocorreu a confusão.

– Tomei uma atitude no fim do jogo, deixei dar uma acalmada…. Tem aquele fechamento, na corrente, chamei o Paulo Henrique, e disse: “me dá um abraço, o Fluminense não merece isso. Estamos aqui para resolver a situação, não para criar um problema. Acima do nosso orgulho e vaidade, precisamos pensar primeiro no clube, que está passando uma dificuldade muito grande”. Chamei a atenção, falei o que tinha acontecido, e porque as coisas acabaram chegando naquele ponto. E houve uma aceitação geral, todos concordaram de que nós precisávamos estar voltados para o objetivo do clube, que é escapar da zona do rebaixamento e manter o time na Série A.

Oswaldo, no entanto, afirmou que o camisa 10 não chegou a lhe pedir desculpas:

– Não aconteceu. Ele aceitou o abraço, nós nos confraternizamos em nome da situação que precisávamos nos confraternizar, mas não houve pedido de desculpas.

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