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Santos e Olímpia ficam no 0 a 0 na Libertadores

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Santos e Olímpia empataram em 0 a 0, nesta terça (15) na Vila Belmiro, no retorno da Libertadores da América. Com o resultado, o Peixe perdeu os 100% de aproveitamento, chegou a 7 pontos e segue líder do Grupo G. A equipe paraguaia soma 5 pontos e ocupa a segunda colocação.

Jogo truncado

O confronto foi truncado do início ao fim, com muita entrega dos times, mas pouca inspiração. A primeira grande chegada do jogo foi do Olímpia. Ortiz avançou pelo meio e chutou de perna esquerda para João Paulo espalmar. O Santos só assustou aos 24 minutos. Soteldo recebeu de Marinho e avançou pela esquerda. O venezuelano tocou para o meio da área, Marinho deixou passar e Pituca chutou nas mãos de Azcona.

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O time paraguaio quase abriu o placar dois minutos depois. Pita recebeu pela direita e arriscou de fora da área, obrigando João Paulo a fazer grande defesa. O Santos respondeu aos 31 minutos. Carlos Sánchez tocou para Raniel, que dominou e bateu de virada, por cima do gol paraguaio. O Peixe teve nova oportunidade, aos 37 minutos. Raniel tocou para Soteldo, que entrou na área e chutou rasteiro, na saída de Azcona, que viu a bola bater na trave esquerda.

O Santos continuou melhor no início do segundo tempo. Felipe Jonathan acertou bom chute de fora da área e Azcona espalmou. Dois minutos depois, Soteldo cruzou na cabeça de Carlos Sánchez. Ele ajeitou de cabeça para Raniel, mas o camisa 12 não conseguiu reagir e perdeu grande oportunidade.

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A partir dos 22 minutos, o Olímpia ficou com um jogador a menos. Rodrigo Rojas deu um carrinho violento em Marinho, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Mesmo com vantagem numérica em campo, o Santos encontrou muita dificuldade para furar a defesa paraguaia, além de cair na catimba adversária. A melhor oportunidade apareceu apenas aos 47 minutos, com Madson, que recebeu sem ângulo, tentou o chute, mas Azcona jogou para escanteio.

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Na próxima rodada, o Santos enfrenta o Delfín, quinta-feira (24), às 19h15, no Estádio Jocay, em Manta (Equador). O Olímpia pega o Defensa y Justicia, na quarta-feira (23), às 19h15, no Estádio Noberto Tomaghello (Argentina).

Veja a classificação atualizada da Copa Libertadores.

Edição: Fábio Lisboa

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Momento Esportes

Tite destaca boa fase de Neymar e versatilidade de convocados

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Apesar de o título da Liga dos Campeões  ter escapado do Paris Saint-Germain, da França, o futebol apresentado por Neymar na reta final da competição deixou Tite animado. O técnico da seleção brasileira comemorou a possibilidade de ter o atacante em grande fase técnica e física para o início das Eliminatórias da Copa do Mundo, em outubro, contra Bolívia e Peru.

“O Neymar, nesse grande grande momento, é extremamente importante e diferenciado, sem os problemas clínicos que o afetaram, e dando sequência à plenitude da condição. Estava tentando lembrar da última vez que a gente o teve nessa plenitude”, destacou Tite, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (18), transmitida pela CBFTV. “A seleção procura o atleta no melhor momento, para que ele nos transfira o conjunto da obra. Neymar é um líder técnico extraordinário”, completou.

Entre 2018 e 2019, Neymar raramente esteve 100% com a seleção. Uma fratura no quinto metatarso do pé direito, além de uma lesão no tornozelo da mesma perna, atrapalharam o atacante na Copa do Mundo da Rússia. As contusões voltaram a incomodar o camisa 10 no ano passado. Em junho, antes da Copa América, ele voltou a sentir o tornozelo logo no início de um amistoso contra o Catar, em Brasília, e foi cortado da competição.

A expectativa da comissão técnica é que Neymar seja um dos líderes em uma convocação que também reúne caras novas, como o meia Bruno Guimarães, do Lyon (França), o atacante Rodrygo, do Real Madrid (Espanha), e o volante Gabriel Menino, chamado como lateral, mas que também atua como meio-campo pelo Palmeiras.

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“Ele [Neymar] terminou a Champions jogando com muita qualidade. A gente o espera como um esteio para essa meninada, com liderança técnica, e outros atletas também com liderança de comando, de postura forte, de combatividade”, disse Cleber Xavier, auxiliar de Tite, também na coletiva.

As presenças de Rodrygo e Gabriel Menino, aliás, foram temas recorrentes na entrevista. Sobre ambos, Tite e comissão técnica enalteceram a polivalência dos atletas. Especificamente a respeito do palmeirense ter sido chamado como lateral, e não como volante, o treinador revelou que as coleta de informações não se limitou aos jogos do Verdão na temporada.

“Ele teve formação como lateral, também. Falamos com Ângelo, do sub-15 do Guarani, com o Paulo [Vitor Gomes], da seleção sub-17 e que era da sub-15. Temos as informações das características pessoais e técnicas do atleta, além do acompanhamento in loco em quatro jogos e oito pela TV. É um novo talento surgindo em uma posição importante. Em termos táticos, o Daniel Alves, que joga no meio pelo São Paulo, faz uma função de armação que é a mesma que faz na seleção. O inverso serve para o Menino. Ele trabalha pelo centro, mas sua função ofensiva será de articulador, similar ao Palmeiras”, explicou o técnico.

Já sobre Rodrygo, Cléber Xavier destacou a capacidade do atacante cair pelos dois flancos.

“Ele é um jogador de lado esquerdo, mas também atuou no Santos pela direita. No Real, incorporou esse lado direito. É muito forte no um contra e um e nos traz essa opção para determinados momentos do jogo”, justificou o auxiliar. “Ele abre o campo, para dar espaço de infiltração, e tem naturalidade nos movimentos”, completou Tite.

A seleção brasileira estreia nas eliminatórias no próximo dia 9 de outubro, contra a Bolívia, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP). Quatro dias depois, visita o Peru, em Lima. Devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19) e às medidas de segurança sanitária que têm sido adotadas para os jogos, não haverá presença de torcedores.

“Estar perto do torcedor é uma energia inconteste. Fui assistir a um jogo no Maracanã, da cabine. Você olha, não vê público, é estranho. Você quer voltar a trabalhar em um ritmo normal e pensa: ‘não é normal ainda, calma’. As coisas estão voltando aos poucos. Nada substitui o contato humano”, concluiu o técnico brasileiro.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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