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Série B: duelo com Vitória marca volta de Ney Franco ao Cruzeiro

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A novidade do Cruzeiro para o jogo desta sexta-feira (11), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Vitória, no Mineirão, está no banco de reservas. É que a partida marca a estreia de Ney Franco na Raposa, que está na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro e não vence há cinco rodadas: soma três derrotas e dois empates. 

O treinador não é exatamente um rosto novo. Ele trabalhou por 11 anos nas categorias de base do clube e dirigiu a equipe principal em algumas ocasiões, entre 2002 e 2004, de forma interina. Em 2004, uma parceria com o Ipatinga levou jovens formados na Raposa, além do próprio técnico, ao Vale do Aço. A experiência o projetou no futebol profissional. No ano seguinte, o Ipatinga de Ney foi campeão mineiro contra o próprio Cruzeiro. Em 2006, chegou à semifinal da Copa do Brasil. O trabalho chamou atenção do Flamengo, que contratou o treinador.

O retorno após 16 anos – e mais 10 clubes no currículo, além da seleção brasileira sub-20 – se dá no pior momento da história cruzeirense. Na segunda divisão, a Raposa tem só cinco pontos em oito jogos e figura em 17º lugar. O empate por 1 a 1 com o CRB, também no Mineirão, na segunda-feira (7), tirou a equipe temporariamente do Z-4, mas, o ponto obtido pelo Figueirense na terça-feira (8), fora de casa, diante do Cuiabá, recolocou os mineiros entre os quatro piores times do campeonato.

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Em condições normais, o Cruzeiro estaria hoje com 11 pontos, na 10ª posição. O clube, porém, foi punido pela Fifa antes de a Série B começar. A equipe teve seis pontos retirados pelo não pagamento do empréstimo do volante Denílson, em 2016, pelo Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos. Em agosto, o presidente Sérgio Santos Rodrigues disse, em reunião do Conselho Deliberativo celeste, que os árabes pediram, inclusive, o rebaixamento do time mineiro à Série C do Brasileiro.

Contra o Vitória, o desfalque é o meia Henrique, com uma lesão na panturrilha – o provável substituto será Jean. O Rubro-Negro baiano, por sua vez, tem vários problemas para encarar a Raposa. Os laterais Van, Rafael Carioca e Léo Morais, o zagueiro Maurício Ramos e o atacante Alisson Farias estão contundidos, enquanto o meia Marcelinho e o atacante Jordy Caicedo cumprem suspensão. O time dirigido por Bruno Pivetti bateu o Cuiabá no último sábado (5) por 4 a 2 e está em oitavo, com 15 pontos.

Estádio do Mineirão, em BHEstádio do Mineirão, em BH

Estádio do Mineirão será palco a partir das 21h30 (horário de Brasília) do embate entre Cruzeiro e Vitória, pela nona rodada da Séire B do Brasileirão – Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

 

O primeiro jogo da Série B nesta sexta (11), começa às 19h15: o Avaí recebe a Ponte Preta na Ressacada. O Leão é o 11º, com nove pontos e vem de derrota no clássico com a Chapecoense, por 1 a 0. Já a Macaca, com 14 pontos, venceu quatro dos últimos cinco jogos e mira o G-4. A equipe de Campinas (SP) está em sexto lugar.

A nona rodada da Série B continua no fim de semana, com mais quatro partidas. No sábado (12), às 11h, o Brasil de Pelotas visita o Guarani no Brinco de Ouro, em Campinas. Às 16h30, o Sampaio Correia mede forças com o Operário de Ponta Grossa no Castelão, em São Luís. Já às 19h, nos Aflitos, o Náutico pega o Botafogo de Ribeirão Preto. No domingo, às 11h, Oeste e CSA realizam o duelo entre os dois últimos colocados na Arena Barueri.

A rodada será concluída somente em 14 de outubro, com CRB e Chapecoense, no Rei Pelé, em Maceió. Isto porque no próximo domingo, o Verdão do Oeste decide o título catarinense com o Brusque, às 16h. Por isso, o duelo pela Série B teve que ser reagendado.

Confira AQUI a tabela de classificação da Série B do Campeonato Brasileiro.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Brasil encerra Mundial de Handebol em 18º e mira pré-olímpico

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A participação do Brasil no Campeonato Mundial de Handebol Masculino deste ano, no Egito, chegou ao fim na segunda-feira (25), com a vitória por 37 a 17 sobre o Uruguai, pela última rodada da segunda fase. Foi o primeiro triunfo da seleção brasileira na competição, da qual se despediu com dois empates (ambos na primeira fase, contra Espanha e Tunísia) e três derrotas (Polônia, Hungria e Alemanha). O time verde e amarelo finalizou o torneio na 18ª posição.

A vitória contra o Uruguai foi a mais elástica do Brasil em um Mundial. O pivô Rogério Moraes foi eleito o melhor jogador em quadra e assinalou cinco gols, assim como o ponta Rudolph Hackbarth. O artilheiro da partida foi o lateral José Luciano, com sete gols, todos no segundo tempo.

A trajetória brasileira foi turbulenta. Antes do embarque para o Egito, o armador e capitão Thiagus Petrus, o goleiro Leonardo Ferrugem, o técnico Marcus Tatá e outros três membros da comissão foram diagnosticados com o novo coronavírus (Covid-19). Na África, o ponteiro Felipe Borges e o pivô Guilherme Santista também testaram positivo. Ainda em Portugal, onde a equipe realizou um treinamento anterior à viagem, o elenco já havia tido dois cortes por lesão, do pivô Matheus Francisco (substituído por Santista) e do lateral Gabriel Ceretta.

Fora de quadra, o cenário conturbado da modalidade também impactou na preparação. De 2019 para cá, a seleção masculina trocou de técnico três vezes. As mudanças se deram em meio a disputa política pelo comando da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb). A última mudança foi em dezembro, quando Ricardo Luiz de Souza, o Ricardinho, renunciou à presidência em exercício da entidade. Ele já estava suspenso pelo conselho de ética do Comitê Olímpico do Brasil (COB) por uma acusação de assédio moral e sexual.

O Mundial serviu de preparação para o Pré-Olímpico, entre 12 e 14 de março, na Noruega. Além dos anfitriões, vice-campeões mundiais em 2017 e 2019, os brasileiros terão pela frente Coreia do Sul e Chile. Os dois primeiros colocados vão à Olimpíada de Tóquio (Japão). Os chilenos, aliás, são rivais entalados na garganta do Brasil. A derrota para eles na semifinal dos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), em 2019, levou a seleção nacional a depender dos títulos continentais de Egito e Espanha para conseguir a vaga no torneio em solo norueguês.

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Sem o Brasil, o Mundial prossegue nesta quarta-feira (27), com as quartas de final. Atual campeã, a Dinamarca encara o anfitrião Egito. Tetracampeã do mundo, a Suécia mede forças com o Catar. A Espanha, campeã europeia, duela com a Noruega. Já a França pega a Hungria. As semifinais estão previstas para sexta-feira (29) e a decisão para domingo (31).

Polêmica

A última rodada da segunda fase foi marcada pela revelação de supostos 12 casos de intoxicação alimentar no time da Eslovênia, que teriam ocorrido no domingo (24), um dia antes da partida decisiva contra o Egito. Em nota, a Federação Eslovena de Handebol (RZS, sigla em esloveno) disse que três dos jogadores não tiveram condição clínica de atuar e “o desempenho dos outros nove certamente foi inferior do que em circunstâncias normais”. O empate por 25 a 25 eliminou os europeus e classificou os africanos, donos da casa, às quartas de final.

“Gostaríamos de sublinhar, de forma muito clara, que não alegamos que a situação ocorrida tenha sido provocada intencionalmente. No entanto, não podemos evitar o fato de que os atletas passaram mal. Como outras seleções também ficaram no mesmo hotel [Mariott Cairo] e sob as mesmas condições, que eram muito adequadas, é extremamente difícil dizer o que realmente aconteceu. Além disso, gostaríamos de frisar que a delegação utilizou exclusivamente a comida do buffet do hotel e dos serviços de quarto (pizzas, etc.) e bebeu apenas água engarrafada”, relatou a federação.

Também em nota, a Federação Internacional de Handebol (IHF, sigla em inglês) afirmou que uma investigação foi aberta. Segundo a IHF, um atleta da seleção europeia se apresentou à emergência do hotel com “problemas estomacais e diarreia”, sendo medicado. Ainda conforme a entidade, o chefe da delegação disse que “14 jogadores tiveram os mesmos sintomas, assim como em outras equipes”, e que a comida do local teria sido adulterada”. O médico do time esloveno, porém, não teria liberado os atletas do país para serem examinados.

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“A IHF não recebeu nenhuma reclamação oficial de nenhum participante relacionada à alimentação servida durante o evento. Pelo contrário: a delegação de Belarus, acomodada no mesmo hotel e que compartilhou o mesmo buffet [que os eslovenos], não teve nenhum problema desse tipo”, descreve a nota da federação internacional.

Edição: Carol Jardim

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