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Sport mantém embalo no Brasileirão e complica vida do Corinthians

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Na estreia do meia Thiago Neves pelo Sport, quem decidiu foi Iago Maidana. Eficiente na defesa, o zagueiro cobrou o pênalti que decidiu a vitória do Sport sobre o Corinthians, por 1 a 0, na partida antecipada que inaugurou a 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O resultado desta quarta-feira (23), na Ilha do Retiro, levou o Leão pernambucano a 17 pontos, na sétima posição. Foi a quarta vitória da equipe rubro-negra, dirigida por Jair Ventura, nos últimos seis jogos.

O Timão, com 12 pontos, é apenas o 13º colocado, mas pode até cair para a zona de rebaixamento no complemento da rodada, se Atlético-GO, Athletico-PR (ou Botafogo, adversário do Furacão no fim de semana), Coritiba ou Red Bull Bragantino vencerem seus compromissos. Foi a terceira derrota de Dyego Coelho em quatro partidas no comando do Alvinegro. Ele assumiu o cargo, de forma interina, após a demissão de Tiago Nunes.

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Apesar de o Corinthians ter acertado a trave com o atacante Everaldo, o primeiro tempo teve domínio do Sport. A bola, porém, só balançou as redes em uma cobrança de pênalti. Aos 36 minutos, o chute do meia Jonathan Gomez pegou na mão de Everaldo, dentro da área. Iago Maidana deslocou o goleiro Cássio na batida e colocou o Rubro-Negro na frente.

Na etapa final, o Timão reclamou de penalidade não marcada após a bola cabeceada pelo meia Luan desviar no braço do lateral Sander. O Sport assustou a equipe paulista em chutes de Gomez, de fora da área, e Thiago Neves, que parou nos pés de Cássio. O Corinthians, com dificuldade para trabalhar a bola no campo rubro-negro, insistiu em bolas alçadas na área. Nos acréscimos, os alvinegros contestaram mais um suposto pênalti não assinalado (um toque da bola no braço de Iago Maidana após escorada de cabeça do zagueiro Gil). O time da casa segurou a pressão e comemorou a vitória.

O Sport só volta a jogar no próximo dia 4 de outubro, um domingo, às 18h15 (horário de Brasília), contra o Bahia, em Salvador. Já o Corinthians enfrenta o Atlético-GO na próxima quarta-feira (30), às 21h30, em partida que foi adiada da primeira rodada do Brasileiro devido ao Timão estar envolvido com a decisão do Campeonato Paulista.

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Veja a classificação atualizada do Brasileiro da Série A.

Edição: Fábio Lisboa

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Coluna – Games em português ainda são incomuns no Brasil

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Uma das qualidades mais inerentes à arte dos videogames é a imersão e interatividade. Nos games, você é o herói da história e determina como e quando os enredos se desenvolvem. É claro que somos limitados pela criatividade dos desenvolvedores dos jogos mas, ainda assim, os jogos eletrônicos oferecem uma liberdade incomum a outros tipos de mídia.

Mas é possível gerar identificação quando jogamos com áudio e textos em uma língua estrangeira? A maioria dos games a qual temos acesso aqui no Brasil oferece apenas versões em inglês. Embora a língua inglesa seja uma presença praticamente mandatória em qualquer área profissional e até social, a verdade é que a maioria da população do país não sabe se comunicar no idioma de Shakespeare. Segundo um levantamento da British Council, instituição pública do Reino Unido focada na difusão da língua e cultura inglesa, apenas 5% dos brasileiros falam inglês. Quem joga videogame sabe que é possível se divertir com a maioria dos jogos mesmo sem entender uma palavra do que é lido ou escrito. Ainda assim, deixar de apreciar a narrativa por inteiro em jogos como Chrono Trigger ou Persona 5 é perder uma grande parte do charme por trás dessas obras.

Jogos com opção de menus, legendas e dublagem em português eram raríssimos até uns dez anos atrás. Contavam-se nos dedos os títulos disponíveis na língua portuguesa que não fossem de futebol. Vale mencionar o esforço especial da Tec Toy em traduzir e até desenvolver jogos em português para o Master System e Mega Drive nos anos 90, incluindo Phantasy Star, Shining in the Darkness e Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters. Outras empresas, no entanto, não ousavam apostar em uma localização, como é conhecido o trabalho que inclui não só a tradução, mas também a adaptação de diálogos e, em alguns casos, até mesmo gameplay e design de personagens para a nossa cultura.

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O motivo apontado sempre foi o alto custo desse processo. Muitos jogos são notórios por incluírem scripts gigantescos, na casa das centenas de milhares de palavras, algo comum em jogos de RPG e visual novel. Mas mesmo títulos de outros gêneros como Metal Gear Solid 4 e Shenmue trazem um volume de palavras em inglês superior a clássicos da literatura famosos pela prolixidade, tal qual A Odisseia ou qualquer livro da saga Senhor dos Anéis.

A solução encontrada por muitos jogadores brasileiros é apelar para a pirataria: existe uma grande comunidade de fãs que traduzem os jogos de forma não-oficial e os disponibilizam gratuitamente pela internet, movidos apenas pela paixão. Mesmo os jogos obtidos legalmente conseguem se beneficiar disso, por meio de pacotes de atualização que podem ser aplicados sobre os arquivos originais. Até hoje, essa é a única maneira de experimentar na nossa língua os jogos Grand Theft Auto IV, Super Mario RPG, Final Fantasy VII, The Legend of Zelda: Breath of the Wild e God of War 2, entre outros. Em alguns casos, é disponibilizada até mesmo uma dublagem não-oficial.

Com o amadurecimento do mercado nacional, diversas publicadoras estrangeiras passaram a investir no processo de localização. Microsoft, Sony, Namco Bandai, Warner Bros Games e Ubisoft foram algumas das empresas que passaram a lançar seus principais títulos na nossa língua, por vezes apenas com legendas e menus traduzidos, outras com dublagem oficial realizada aqui no Brasil. Em alguns casos, é desenvolvido até mesmo material direcionado ao público brasileiro, como o pacote de roupas especial em homenagem ao Brasil em Mortal Kombat X.

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Uma ausência notável é a Nintendo: a relação da gigante japonesa com o mercado brasileiro sempre foi bastante inconstante. A casa da Mario inclusive saiu oficialmente do mercado brasileiro em 2015, e só retornou no último mês de agosto. Durante esse hiato, a única forma de conseguir seus produtos no Brasil era por meio do mercado cinza ou importação, quando não a pirataria de games. Jogos da Nintendo com versões em português simplesmente não existem, algo lamentável quando leva-se em conta que os games da companhia, em sua maioria, miram o público infantil. E essa é uma prática que não deve acabar no curto prazo, segundo declarações recentes da diretora de marketing para a América Latina, Romina Whitlock, em entrevistas para a imprensa brasileira. A exceção são os jogos para celular da empresa, como Super Mario Run e Mario Kart Tour, que já podem ser apreciados na nossa língua. A Nintendo no entanto afirma reconhecer a demanda por jogos da companhia em português.

Enquanto isso, o jeito é se virar em outras línguas. Para quem busca imersão, vale uma dica pessoal: experimente jogar com legendas em português e vozes em outras línguas além do inglês. Dependendo da narrativa, a imersão é potencializada com essa decisão. Perambular pela Itália renascentista com Ezio em Assassin´s Creed II e Brotherhood é muito mais envolvente com diálogos em italiano. O mesmo pode ser dito pelo uso de vozes em japonês nas franquias ambientadas no Japão Yakuza e Persona, ou o russo na série Metro, ambientada em Moscou.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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