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Técnico corintiano espera trio da seleção feminina para Libertadores

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Atual campeão da Libertadores Feminina, o Corinthians inicia a busca pelo tricampeonato a partir do próximo dia 5 de março, quando começa a edição referente a 2020 do torneio sul-americano. O técnico Arthur Elias, que liderou o Timão nas conquistas de 2017 (em parceria com o Audax) e 2019, teve que começar a preparação do elenco sem três titulares (a lateral esquerda Tamires, a meia Andressinha e a atacante Adriana), que estão com a seleção feminina nos Estados Unidos, disputando o torneio She Believes.

“Claro que é ruim não tê-las conosco na preparação para uma competição tão importante, mas a seleção também está se preparando para a Olimpíada [de Tóquio, no Japão] e ficamos felizes pela convocação. Estamos indo para a Libertadores sem termos feito um jogo oficial [em 2021], o que é um desafio, então, ao menos, elas têm podido enfrentar grandes equipes. Estou muito tranquilo. Sei que estão treinando em alto nível. Com certeza, voltarão bem, com dias importantes de descanso e nos ajudarão muito”, afirmou Arthur em entrevista coletiva nesta terça-feira (23).

“Uma vantagem é a Tamires, que pretendemos usar mais vezes na lateral. É um desejo da atleta. Ela já está treinando e jogando assim [na seleção]. A Adriana tem atuado na seleção em uma posição e função diferente [no meio-campo] do que faz aqui. Mas ela conhece bem nosso trabalho e tem características favoráveis dentro do que pensamos em utilizá-la. A Andressinha teve desempenho excelente contra os Estados Unidos [na derrota brasileira por 2 a 0], mostrou uma evolução que teve aqui conosco e que era essencial para ter cada mais oportunidades na seleção. É uma menina que já é muito experiente e sabe que o momento é muito bom”, emendou.

Entre as 20 jogadoras relacionadas pelo Timão para a Libertadores, a ausência mais sentida é a da zagueira Erika, que se recupera de uma lesão na coxa direita. Sem ter certeza se a defensora estaria apta durante a competição, Arthur preservou-a e chamou Poliana (lateral-direita de ofício, mas que passou a jogar na zaga alvinegra durante 2020), Pardal e Giovanna Campiolo.

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“Uma atleta deste nível faz muita falta. Infelizmente, ocorreu essa lesão no ano passado, na seleção brasileira [em novembro, no treino entre o primeiro e o segundo amistoso contra o Equador]. Chegamos a conversar com a comissão técnica [da seleção] sobre a utilização dela na segunda partida, mas ela jogou. Tínhamos uma partida logo em seguida, uma semifinal [do Campeonato Brasileiro] com o Palmeiras. Eu a poupei deste jogo, da final do Campeonato Paulista [contra a Ferroviária] e da primeira final do Brasileiro [diante do Avaí/Kindermann]. Fizemos tudo dentro do que tínhamos para fazer”, explicou o treinador.

“Ela foi convocada de novo [para treinos da seleção na cidade gaúcha de Viamão, em janeiro], depois de um tempo de descanso, e fomos surpreendidos, após um exame, com queixas dela [de dores] novamente, que acusou uma lesão um pouco mais séria que o esperado. Ela está em transição, mas não treinou em nenhum momento com o grupo este ano. Tínhamos que tomar uma decisão. Tenho outras três zagueiras em quem confio muito”, continuou.

Favoritismo

O Corinthians está no Grupo A da Libertadores, com El Nacional (Equador), Universitario (Peru) e América de Cali (Colômbia). Caso se classifique, seja em primeiro ou segundo lugar, o Timão terá pela frente, no mata-mata, rivais que saírem do Grupo B, formado por Deportivo Trópico (Bolívia), Santiago Morning (Chile), Boca Juniors (Argentina) e Avaí/Kindermann, com quem o Timão decidiu o título brasileiro em 2020.

“O América é um time que conhecemos, que é bem treinado, com jogadoras de seleção colombiana. Foram difíceis os jogos contra elas em 2019 [3 a 1 na primeira fase, 4 a 0 na semifinal]. A equipe evoluiu e considero a mais difícil [do grupo], sabendo que também enfrentaremos dois campeões nacionais, que não serão fáceis. Depois, pelo caráter eliminatório, temos um caminho complicado, podendo enfrentar Kindermann, Santiago e Boca. Esses três, assim como América, Libertad Limpeño [Paraguai], Santa Fé [Colômbia] e a Ferroviária, são os principais [candidatos a título], na minha opinião”, avaliou Arthur.

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Capitã e nome mais experiente do elenco corintiano, Grazi também aposta que a Libertadores será equilibrada. A atacante de 39 anos conhece como poucos o torneio continental, tendo-o disputado quatro vezes e sido campeã em todas as oportunidades: 2009 (primeira edição da competição) e 2010 pelo Santos, 2017 (na parceria com o Audax) e 2019 pelo Corinthians.

“Na primeira Libertadores, o Santos foi campeão com alguns placares elásticos [na decisão, as Sereias da Vila aplicaram 9 a 0 nas paraguaias do Universidad Autonoma]. De 2009 para 2010, a evolução foi nítida, não tivemos nenhum jogo fácil [as santistas bateram as chilenas do Everton por 1 a 0 na final, com gol aos 44 minutos do segundo tempo]. Em 2017, já no Corinthians, foi a edição mais emocionante, decidida nos pênaltis [contra as chilenas do Colo Colo]. Em 2019, também foram equipes bem qualificadas, sem placares tão elásticos”, lembrou Grazi, também na entrevista coletiva desta terça-feira.

“Tenho plena convicção de que, desta vez, será mais complicado ainda. São equipes campeãs, vencedoras em seus países. A evolução é nítida até pelo crescimento da modalidade em geral, não só na América do Sul, mas no mundo todo. Estamos treinando da melhor forma e vamos aproveitar os dias antes do embarque para finalizarmos bem a preparação”, concluiu a capitã alvinegra.

Edição: Fábio Lisboa

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Pia aponta melhorias necessárias à seleção após torneio nos EUA

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Pia Sundhage disse, antes da estreia brasileira no torneio She Believes, há uma semana, que esperava encontrar, durante a competição, respostas para a seleção feminina que apronta para a Olimpíada de Tóquio (Japão). Terminado o quadrangular, a técnica não esmiuçou detalhes, mas afirmou que obteve parte das respostas esperadas.

“Algumas jogadoras foram bem, outras precisam ser mais competitivas em nível internacional, voltar para casa e trabalhar um pouco mais forte. O resultado [no torneio] foi ok e as respostas foram importantes”, comentou Pia, em entrevista coletiva por videoconferência, sobre a vitória do Brasil para cima do Canadá, por 2 a 0, pela terceira rodada do She Believes.

Contra as canadenses, as brasileiras dominaram o primeiro tempo, marcando alto, mostrando intensidade e balançando as redes com a meia Júlia Bianchi e a atacante Debinha. Já na etapa final, o time da América do Norte foi superior e colocou a seleção de Pia sob pressão, ainda que tendo criado somente uma oportunidade real de gol.

“Fiquei bem contente com o primeiro tempo de hoje [quarta-feira]. Não tanto no segundo tempo. Defensivamente, temos que ajustar detalhes. O Canadá colocou quatro atacantes e nos pressionou. Não reagimos bem sem a bola e temos de aprender a lidar com isso. Fomos um pouco ingênuas em alguns momentos. Tentamos jogar da mesma forma, com passes curtos. Precisamos saber nos desvencilhar da pressão na Olimpíada. Não há uma só forma para isso. Precisamos melhorar para fazer transições e contra-atacar”, argumentou a técnica.

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Antes de enfrentar o Canadá, o Brasil estreou vencendo a Argentina por 4 a 1 na última quinta-feira (18). No domingo passado (21), a seleção de Pia foi superada pelos Estados Unidos por 2 a 0. As norte-americanas, atuais campeãs mundiais e líderes do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), ficaram com o título ao golearem as argentinas por 6 a 0 na última rodada e encerrarem o torneio amistoso com três vitórias em três jogos. As brasileiras ficaram em segundo lugar.

Até a Olimpíada, estão previstas mais duas datas Fifa, que são os períodos destinados a jogos entre seleções. A expectativa, portanto, é que Pia tenha, ao menos, outras quatro partidas para obter as respostas que faltam para definir as 18 convocadas para Tóquio. Em entrevistas anteriores, a técnica disse já ter 12 jogadoras definidas.

“Devemos ter dois jogos em abril e dois e junho. Não é o cenário perfeito, mas é o que temos. Podemos fazer qualquer coisa, mas temos que definir prioridades e encontrar um time coeso. Há sempre a chance para qualquer jogadora brasileira que estiver bem ser convocada. Quero não só definir o time titular nesses quatro jogos, mas saber quais atletas sairão do banco para fazer a diferença”, afirmou.

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“Uma coisa importante é a parte física. Fizemos três jogos e notamos que algumas jogadoras ficaram cansadas. São circunstâncias da Olimpíada, só que com jogos a cada dois dias. Quem for, terá de estar preparada para fazer muitos jogos. A [zagueira] Rafaelle, que esteve em todas as partidas [no She Believes], é um bom exemplo. Ela foi muito bem. Se você estiver em forma, você está saudável e pronta para jogar. Isso traz confiança”, completou a treinadora.

Edição: Fábio Lisboa

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