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Artigo científico sobre curso de extensão do TCE-MT é o mais acessado de agosto nos anais de workshop nacional

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O artigo científico sobre o Curso de Extensão – Cidadania e Controle Social, realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), foi o mais acessado de agosto nos anais do VIII Workshop de Computação Aplicada em Governo Eletrônico (WCGE 2020).

Com o título “Formando Cidadãos para a Cidadania e Controle Social: Levantamentos de uma Experiência”, o artigo foi selecionado para ser apresentado durante o XL Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC 2020), que será realizado em novembro.

O artigo foi escrito pela secretária de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania (SAI) do TCE-MT, Cassyra Vuolo, em conjunto com colaboradores da Corte de Contas e professores e doutores da UFMT, sendo eles Cristiano Maciel, Anayna Aparecida Gomes Barros Auerswald, Rosana Abutakka dos Anjos, Alexandre Martins dos Anjos, Claudete Silva de Oliveira, Débora Pedrotti Mansilla.

Presidente do TCE-MT, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf parabenizou a todos os envolvidos tanto na realização do curso, como na publicação do artigo. “O Tribunal de Contas acredita que não há democracia sem controle social e não é possível exercer esse controle social sem conhecimento e capacitação. Desde a criação desse curso, já foram certificados mais de 4 mil cidadãos, com os mais diferentes perfis e de quase todos os municípios de Mato Grosso e de outros estados do país e esse é nosso objetivo, orientar o cidadão a exercer seu papel”.

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Para Cassyra Vuolo, que é supervisora geral do curso,  a socialização dos resultados do EaD Cidadania e Controle Social legitima sua qualidade e oportuniza que outros atores conheçam esta experiência exitosa do TCE-MT.

Em 2020, o curso contou com mais de 2,2 mil pessoas inscritas para as 1 mil vagas disponíveis, sendo que 604 se declararam membros de Conselhos de Políticas Públicas e o restante são cidadãos interessados em aprender mais sobre o controle social.

O vice-reitor da UFMT, professor Evandro Soares, também destacou o número de acessos, o que para ele mostra o reconhecimento, a importância e a relevância das ações conjuntas realizadas entre a UFMT e o TCE-MT no trabalho de capacitação e orientação da sociedade em prol do controle social.

“Trabalho este que revela não apenas o interesse dos cidadãos, mas a capilaridade que atinge pessoas de diferentes regiões e grupos sociais a partir de princípios democráticos como o da descentralização e da participação popular. Pois, na medida que os cidadãos se tornam mais bem informados, todos são beneficiados”, ressaltou o vice-reitor.

O XL Congresso da Sociedade Brasileira de Computação será realizado virtualmente de 16 a 20 de novembro com o tema “Artificialmente humano ou Humanamente artificial? Desafios para a sociedade 5.0”.

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Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]

Fonte: TCE MT

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Live destaca opções de atendimento a pessoas em sofrimento emocional

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A importância de se buscar ajuda ou auxiliar pessoas em casos de pensamentos suicidas ou situação de sofrimento emocional foi abordada na live promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) na tarde desta terça-feira (29), sobre “Saúde mental e rede de atenção”. O voluntário Carlos Latterza, do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou sobre o trabalho desenvolvido pela associação sem fins lucrativos, que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio. Já a analista Assistente Social Renata de Paula Teixeira, do MPMT, abordou o funcionamento e os serviços oferecidos pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Carlos Latterza fez um retrospecto até a criação do CVV no Brasil, no ano de 1962, e falou a respeito dos canais de atendimento e de como é possível se tornar um voluntário. Segundo o integrante do CVV Cuiabá, são mais de 4 mil voluntários e de 120 postos de atendimento no país. “O CVV desenvolve suas atividades em duas frentes de trabalho, informação para a sociedade e apoio emocional, visando auxiliar na prevenção do suicídio e oferecer apoio emocional para que as pessoas não se sintam sozinhas em momentos de dificuldade, em que precisam falar e desabafar”, disse. 

O voluntário contou que o CVV atende voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar e que os canais de atendimento são por telefone (ligação para 188), e-mail, chat e postos físicos (que estão temporariamente inoperantes em razão da pandemia). “O atendimento por telefone é em rede, a ligação é gratuita, sigilosa e anônima, 24 horas por dia. As pessoas podem falar o que estão sentindo e encontram ali  um espaço seguro para desabafar”, afirmou, lembrando que qualquer pessoa pode ligar. 

Carlos Latterza abordou ainda os três passos para quem não sabe o que fazer diante de uma pessoa com sinais de comportamento suicida, segundo a teoria do psiquiatra Neury Botega, professor do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Unicamp. A técnica elaborada pelo médico é chamada de ROC, sigla para “repare no risco”, “ouça com atenção” e “conduza ao tratamento”. Por último, explicou os procedimentos para se tornar um voluntário, que inclui ser maior de 18 anos, fazer inscrição pelo site, participar e ser aprovado no treinamento e dispor de quatro horas e meia por semana para ajudar pessoas.

A assistente social Renata Teixeira destacou que a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é imprescindível para evitar o suicídio. Ela esclareceu que a rede é formada por sete componentes – Atenção Básica em Saúde, Atenção Psicossocial Especializada, Atenção de Urgência e Emergência, Atenção Residencial de Caráter Transitório, Atenção Hospitalar, Estratégias de Desinstitucionalização e Reabilitação Psicossocial – e destacou dois deles como estratégicos no combate ao suicídio. 

Para a servidora do MPMT, a Atenção Básica em Saúde, que são os postos e unidades básicas de saúde, são fundamentais por serem a porta de entrada para atendimento das pessoas em sofrimento emocional. E os Centros de Atenção Psicossocial Especializada (Caps) são importantes porque oferecem um atendimento especializado a pessoas com transtornos mentais mais severos. Segundo a expositora, a presença do Caps reduz em 14% o risco de suicídio na localidade. Renata Teixeira informou ainda que, em Mato Grosso, existem unidades básicas de saúde nos 141 municípios e Caps em somente 34 deles. 

A assistente social ainda elencou os desafios para o fortalecimento e estruturação da rede de atenção, que são a articulação e interação dos serviços, garantia de profissionais capacitados e condições materiais e estruturais necessárias ao trabalho, ampliação da rede para outros municípios e manutenção do financiamento público. “O mais importante é termos a compreensão de que as pessoas que se veem numa condição de sofrimento mental podem recorrer aos serviços públicos. É fundamental elas conhecerem quais são esses serviços para poderem buscar um atendimento qualificado, acolhimento e escuta”, assinalou. 

OBJETIVOS ESTRATÉGICOS: Para encerrar, Renata Teixeira ressaltou o papel do MPMT na indução e no controle das políticas públicas. Ela citou dois objetivos estratégicos da instituição como exemplos da preocupação com o tema saúde mental. São eles “garantir a eficiência no atendimento da atenção básica à saúde”, na área da cidadania, e “exigir o cumprimento do direito à saúde mental da criança e do adolescente com cobertura de rede de cuidado e tratamento ambulatorial para uso abusivo de substância psicoativa por meio do fomento à implantação de Caps em municípios ainda não abrangidos”, referente à infância e juventude. “Esses objetivos estratégicos vão dar todo um direcionamento às ações do MPMT junto à indução e fiscalização das políticas públicas, visando a garantia dos interesses da sociedade e dos serviços de qualidade”, afirmou, colocando o Ministério Público à disposição dos cidadãos. 

Essa foi a segunda transmissão ao vivo pelo Instagram do MPMT da campanha de valorização da saúde mental do trabalhador “Que o amarelo faça florir”, idealizada pelo Programa Vida Plena e realizada no mês dedicado à prevenção do suicídio, conhecido como Setembro Amarelo. O outro debate ocorreu no dia 15 de setembro, com o tema “Saúde Mental e a prevenção do suicídio”. 

DADOS: No Brasil, a cada 45 minutos uma pessoa morre por suicídio, revela a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta que 17% das pessoas já pensaram seriamente em pôr fim à própria vida, 4,8% chegaram a elaborar algum tipo de plano para cometer suicídio e 2,8% tentaram executá-lo. 

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