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Comissão TSE Mulheres apoia livro que retrata histórias de violência de gênero

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A Associação Visibilidade Feminina lança nesta sexta-feira (4) a obra Mulheres me Contaram Outro Dia, que apresenta histórias de violência de gênero. A Comissão Gestora de Política de Gênero do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também conhecida como TSE Mulheres, apoia o lançamento do livro.

A obra foi escrita pela enfermeira Adriana Moro em seus dias de isolamento por conta da pandemia de Covid-19. Segundo a autora, durante o período em que precisou se afastar das atividades profissionais, nasceu a vontade de fazer algo pelas pessoas que estavam sofrendo pelos efeitos do vírus, principalmente pelas mulheres, que, também em isolamento, passaram a sofrer ainda mais violência doméstica.

Segundo a autora, uma forma de ajudar as mulheres nessa situação é adquirir o livro para si ou para presentear alguém. “Com essa iniciativa, faremos uma grande corrente de sororidade nesses dias tão difíceis, falando sobre situações de violência contra a mulher, mas também repensando o feminino que há em nós, não importando o gênero”, diz Adriana Moro.

De acordo com Polianna Santos, fundadora da Visibilidade Feminina e assessora do TSE, todo o lucro da venda da obra será repassado às instituições que trabalham com questões ligadas à violência contra a mulher.

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Detalhes da obra

O livro Mulheres me Contaram Outro Dia tem o intuito de promover a união entre as mulheres por meio da dor que vivenciam ou vivenciaram. A obra foi escrita, editorada, ilustrada, promovida e realizada, em todas as suas etapas, por mulheres.

Segundo a associação Visibilidade Feminina, a publicação foi precedida de diversas conversas e pesquisas com profissionais de saúde mental, pois houve a preocupação com os efeitos que a leitura da obra poderia trazer, uma vez que apresenta cenas de violência explícita.

Acesse este link para adquirir o seu exemplar.

Saiba mais sobre o livro.

TSE Mulheres

A Comissão Gestora de Política de Gênero do TSE, além de incentivar a participação das mulheres na política, tem como objetivo estimular a atuação feminina dentro da própria Justiça Eleitoral. Tanto a Comissão quanto o TSE abraçam iniciativas de proteção, valorização e apoio às mulheres vítimas de violência de gênero.

Campanha Conte Comigo

A campanha “Conte Comigo. Juntas somos mais Fortes” foi lançada nesta segunda-feira (31) pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, com o objetivo de auxiliar mulheres da Justiça Eleitoral que possam estar sendo vítimas de violência de gênero neste momento de pandemia.

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Para o presidente, relações conjugais devem ser feitas de amor, de companheirismo, de respeito e não têm lugar para a agressão física nem moral. “Homem que bate em mulher não é macho, homem que bate em mulher é covarde. Você que é mulher, não aceite esta situação. Procure ajuda e ajude a mudar essa história”, disse Barroso, no lançamento da campanha.

A primeira ação da campanha foi a palestra virtual “Violência de Gênero em Tempos de Pandemia”, conduzida pela delegada Sandra Melo, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do Distrito Federal e autora de vários projetos voltados ao atendimento policial qualificado e humanizado, como o “Brasília Mulher Segura”.

O evento contou com a participação de Júlia Barcelos, assessora da Presidência do TSE, e da colaboradora do Tribunal e analista comportamental especializada na área familiar, Vera Sales. A mediação do encontro foi feita pela assessora do TSE Polianna Santos, fundadora do projeto Visibilidade Feminina.

IC/LC, DM

Leia mais:

31.08.2020 – TSE lança campanha “Conte Comigo. Juntas Somos Mais Fortes”

Fonte: TSE

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Celso de Mello tira de pauta recurso sobre depoimento de Bolsonaro

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou da pauta do plenário virtual o recurso sobre a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro prestar depoimento por escrito à Polícia Federal (PF). O caso está relacionado ao inquérito sobre sua suposta tentativa de interferir na própria PF.

O recurso havia sido incluído na pauta de julgamentos virtual enquanto Celso de Mello, que é o relator do caso no Supremo, estava de licença médica e era substituído na relatoria pelo ministro Marco Aurélio Mello, o segundo mais antigo da Corte. A substituição está prevista no regimento interno do tribunal.

No plenário virtual, os ministros têm um prazo para votar por escrito de modo remoto. O recurso sobre o depoimento de Bolsonaro estava marcado para ser julgado entre os dias 2 e 9 de outubro e Marco Aurélio havia concluído seu voto no sentido de permitir o depoimento por escrito.

Ao retornar da licença, na sexta-feira (25), o decano do Supremo reassumiu a relatoria e decidiu que não havia urgência que justificasse a inclusão em pauta antes de seu retorno. Ele enviou o recurso para julgamento convencional do plenário, cujas sessões têm sido realizadas por videoconferência. Fica agora a cargo do presidente da Corte, ministro Luiz Fux, incluir o processo em pauta.

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Celso de Mello decidiu que o depoimento de Bolsonaro deveria ser presencial, por ele figurar no inquérito como investigado, e não como testemunha ou vítima. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão.

No recurso, o advogado-geral da União, José Levi, argumentou que o Supremo deve conferir tratamento isonômico a Bolsonaro, uma vez que o ex-presidente Michel Temer foi autorizado a prestar depoimento por escrito em diferentes inquéritos do qual era alvo na Corte enquanto ocupava o cargo, em 2018.

Entenda

O inquérito foi aberto no final de abril, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a partir de declarações do ex-juiz Sergio Moro, que fez a acusação de interferência ao se demitir do cargo de ministro da Justiça. A investigação já teve duas prorrogações por 30 dias autorizadas por Celso de Mello.

Desde que o ex-juiz fez as acusações, Bolsonaro tem afirmado que não interferiu na PF e que são “levianas todas as afirmações em sentido contrário”.

Edição: Fábio Massalli

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