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Debate sobre registro de candidatura marca início de ciclo de palestras da I Jornada de Direito Eleitoral

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“Registro de Candidatura e a Segurança Jurídica do Processo Eleitoral” foi o tema abordado no primeiro painel do ciclo de palestras virtuais da I Jornada de Direito Eleitoral, organizada pela Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (EJE/TSE). O debate foi realizado nesta quinta-feira (6) e contou com a participação do ministro do TSE Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, que presidiu os trabalhos.

Também participaram do encontro dois especialistas em Direito Eleitoral: a assessora especial da Presidência do TSE, Roberta Gresta, e o presidente do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade) e ex-ministro da Corte, Henrique Neves.

Ao abrir o evento, transmitido ao vivo pelo canal do TSE no YouTube, o ministro Tarcisio Vieira disse que o tema em discussão é extremamente pulsante e de grande relevo no Direito Eleitoral Contemporâneo. Para o ministro, a intenção do TSE de trazer a temática foi permear dois universos extremamente ricos de significados, que foram os “achados” das Eleições Municipais de 2020 em meio a uma pandemia e a questão que está por vir, que é a reforma eleitoral. “Ambos os cenários estrangulam essa matéria e fazem ainda mais salientes alguns de seus aspectos”, destacou.

De acordo com Roberta Gresta umas das preocupações sobre o tema diz respeito à data de registro de candidatura e à ideia de um pré-registro de candidatura, bem como ao tratamento dado atualmente às candidaturas sub judice. “Uma antecipação da data de registro de candidatura para junho, com as convenções partidárias ocorrendo no final de maio, me parece um marco mais estável e uma boa forma para resolver alguns dos problemas que vêm se apresentando”, disse, reforçando que, com a medida, será possível fazer uma acomodação tanto da perspectiva da legitimidade quanto do exercício do direito fundamental.

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Na avaliação do presidente do Ibrade, o sistema atual de registro de candidatura não está funcionando, pois o prazo de registro de candidatura até o seu efetivo julgamento por parte da Justiça Eleitoral extrapola, às vezes, até a data da eleição. “Trata-se de um problema que não é novo; ele já existia mesmo com o prazo antigo, de 90 dias antes das eleições para o registro”, observou.

Como sugestões para tentar minimizar a demora no julgamento de candidaturas sub judice, Henrique Neves citou a possibilidade de que qualquer pessoa, candidato ou não, possa se dirigir à Justiça Eleitoral para pedir uma ação declaratória para saber se tem condições de elegibilidade. “Com essa medida, se tem uma decisão judicial com trânsito em julgado provando que a pessoa é elegível até o dia X e, com isso, se faz a contagem da elegibilidade”, explicou. Para ele, o problema da legislação eleitoral brasileira são os “remendos” a cada ano eleitoral para resolver questões práticas, o que acaba desconstruindo o todo.

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Adequação de normas

A I Jornada de Direito Eleitoral é um evento acadêmico e científico que busca delinear posições interpretativas das normas aplicáveis ao Direito Eleitoral, adequando-as às inovações legislativas, doutrinárias e jurisprudenciais, a partir do debate entre professores, magistrados, membros do Ministério Público, advogados, servidores da Justiça Eleitoral e demais especialistas convidados.

O coordenador-geral do evento é o vice-presidente do TSE, ministro Luiz Edson Fachin. A Jornada é organizada pela EJE/TSE com o apoio da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep). Os enunciados aprovados serão disponibilizados para toda a comunidade jurídica eleitoral.

Após as palestras, ocorrerão as discussões nas comissões de trabalho, no dia 7 de maio. No dia 10, será realizada sessão plenária, quando as propostas de enunciados deliberadas pelas comissões serão submetidas à votação. As palestras e a sessão plenária serão transmitidas ao vivo pelo canal do TSE no YouTube

A íntegra dos enunciados aprovados será divulgada até o dia 20 de maio na página da EJE/TSE no Portal do Tribunal.

IC/LC, DM

Leia mais:

05.05.2021 – Começa nesta quinta (6) ciclo de palestras da I Jornada de Direito Eleitoral 

Fonte: TSE

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Barroso mantém decisão da CPI que pediu condução coercitiva de Wizard

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu nesta sexta-feira (18) manter a decisão da Comissão Parlamentar (CPI) da Pandemia que solicitou à Justiça a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard para prestar depoimento. 

O depoimento estava marcado para ontem (17), mas o empresário não compareceu. A defesa alegou que ele está nos Estados Unidos acompanhando o tratamento de saúde de um parente. Foi solicitado o depoimento por videoconferência, mas o pedido não foi atendido pela comissão. Os advogados argumentaram ainda que se Wizard deixar o país, não conseguirá voltar por causa das restrições migratórias provocadas pela pandemia de covid-19. 

Diante do impasse, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), solicitou à Justiça o comparecimento compulsório e a retenção do passaporte do empresário. 

Mais cedo, a juíza federal Marcia Souza de Oliveira, da 1ª Vara Federal em Campinas (SP), autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar a diligência, mas o empresário não foi encontrado. Dessa forma, a magistrada autorizou a retenção do documento após o retorno ao Brasil. 

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Na decisão, Barroso negou pedido da defesa para derrubar as medidas e disse que, na quarta-feira (16), autorizou Wizard a ficar em silencio no depoimento que deveria prestar à CPI, mas o empresário não foi desobrigado a comparecer. 

“Ressalvei, todavia, que o atendimento à convocação configurava uma obrigação imposta a todo cidadão, e não uma mera faculdade jurídica, igualmente na linha dos precedentes do Tribunal”, argumentou o ministro. 

Defesa 

Os advogados sustentaram que Carlos Wizard não pode ser alvo das medidas porque elas estariam em desacordo com a decisão do ministro que garantiu direito ao silêncio. 

“Nesse sentido, tem-se que a Comissão Parlamentar de Inquérito, ao contrário do contido na ordem concedida por Vossa Excelência, não está conferindo ao paciente o tratamento no sentido jurídico de investigado, mas, ao contrário, está a adotar medidas ilegais absolutamente contrárias e incompatíveis com a situação jurídica conferida pela liminar concedida”, argumentou a defesa. 

No STF, os advogados de Wizard também afirmaram que ele nunca ocupou cargo público no Ministério da Saúde e não tomou decisões administrativas. Segundo a defesa, o empresário auxiliou o ex-ministro Eduardo Pazuello, de forma voluntária, por cerca de 20 dias, durante o processo de transição após a saída de Nelson Teich.

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Edição: Aline Leal

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