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Grupo de Trabalho para a Sistematização das Normas Eleitorais abre série de seminários

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O Grupo de Trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a Sistematização das Normas Eleitorais (SNE) realizou nesta semana a primeira rodada de seminários temáticos de uma série que será realizada durante todo o mês de maio, com o objetivo de ampliar o debate sobre o aprimoramento da legislação eleitoral brasileira.

Nesta primeira semana, cerca de 20 especialistas, entre acadêmicos e acadêmicas de diversas áreas do conhecimento, além do Direito, discutiram questões relacionadas aos direitos políticos e à Justiça Eleitoral (JE). Na próxima semana, os participantes debaterão temas relacionados à propaganda eleitoral e ao financiamento de campanha.

O primeiro debate abordou, entre outros aspectos, as hipóteses de suspenção de direitos políticos de candidatos; a viabilização desses direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade, por exemplo via adequação dos procedimentos para que questões relacionadas ao domicílio eleitoral não sejam excludentes em relação aos povos e comunidades tradicionais; a adequação da linguagem e a acessibilidade das leis eleitorais; e a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Para a professora Anahí Mello, o alistamento eleitoral e a modernização de acesso ao voto poderiam ampliar o movimento de inclusão de diversos setores da sociedade no processo político. Segundo ela, a legislação deve reconhecer questões que vão desde o domicílio eleitoral, passando pela identificação de gênero e ao acesso para pessoas com deficiência.

“Atualmente, o alistamento eleitoral não gera pretexto para facilitar o acesso a pessoas com deficiência, por exemplo, e isso se estende para quem mora em localidades longínquas. Devemos ampliar isso e facilitar o acesso à cidadania, diminuindo a burocracia, principalmente”, afirmou.

Saiba mais sobre a atuação do SNE.

Justiça Eleitoral

No segundo seminário, os participantes destacaram pontos ligados à Justiça Eleitoral. Foram debatidos, entre outros, temas como o julgamento, pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), de crimes eleitorais e comuns correlatos; as campanhas de educação e de informação eleitoral; o combate à desinformação; e a justiça de gênero.

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Os professores George Avelino e Marcelo Weick concordaram sobre a importância do fortalecimento de campanhas e mecanismos que informem o eleitor de maneira clara sobre o sistema eleitoral brasileiro.

“Temos que formatar campanhas que levem a informação sobre a integridade do sistema eleitoral, que funciona, e muito bem. Devemos, além disso, informar as regras do processo eleitoral de forma acessível a todos os eleitores. Devemos também propor ao Legislativo normas que aprimorem o sistema de votação, para evitar retrocessos, além de sugerir a atuação da JE para adaptações na legislação eleitoral em situações de crise”, afirmou Weick.

O tema da representatividade de gênero também mereceu destaque, especialmente nas intervenções dos professores Bruno Camilloto e Ilka Teodoro e do secretário de Modernização e Gestão Estratégica do TSE, Bruno Andrade.

“Já temos uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que visa ampliar a divulgação, o encorajamento e a identificação de gênero nos diversos processos do sistema eleitoral. São princípios internacionais que reconhecem a identidade de gênero como dever do Estado”, destacou o secretário da Corte.

Participação das mulheres

Além de discutir a ampliação do processo eleitoral, o GT SNE também tem como objetivo, oferecer contribuições acerca da temática ao Congresso Nacional. Uma parte dos trabalhos, inclusive, já foi entregue ao Legislativo.

No início de março, o Grupo enviou formalmente uma carta ao GT da Câmara tratando de pelo menos dois pontos relativos à participação feminina nas eleições. Um deles refere-se ao percentual de 30% de cotas de gênero para registro de candidaturas e à reserva de cerca de 15% de cadeiras nos Poderes Legislativos municipal, estadual e Federal.

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Para a professora Regina Laisner, o tema faz parte da inserção de grupos que ainda não são contemplados no universo cultural da política nacional. De acordo com ela, a ampliação da participação de mulheres na política já é tema internacional.

“Na agenda ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] da ONU, a inclusão da mulher nos espaços políticos já é realidade. Então, temos que lutar por essa cota, que não é a ideal ainda, mas essencial para o fortalecimento do aumento de mulheres na política”, salientou.

Diálogo com o Legislativo

Os participantes ainda ressaltaram que as reflexões sobre políticas públicas e a garantia do direito de exercício da cidadania podem ajudar na perspectiva de desenvolvimento das normas eleitorais junto ao Poder Legislativo.

Para a assessora jurídica do TSE e coordenadora executiva do GT, Polianna Santos, o pensamento coletivo de especialistas vai fortalecer o argumento de melhoria das leis eleitorais focadas no cidadão.

“Estamos viabilizando um debate muito importante, e daqui será possível extrair informações e análises aprofundadas sobre a legislação e sobre a realidade de grupos historicamente silenciados ou invisibilizados, que poderão auxiliar o Congresso Nacional ao pensar a legislação eleitoral. Estamos em diálogo com o Grupo de Trabalho da Reforma da Legislação Eleitoral da Câmara dos Deputados, com o fim de apresentar sugestões de adequações para a melhoria da legislação eleitoral”, afirmou.

TP/LC

Leia mais:

29.04.2021 – TSE realiza em maio seminários para debater aprimoramento da legislação eleitoral

Fonte: TSE

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Ação requer estruturação de agência do Banco do Brasil

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O Ministério Público de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Paranatinga, ingressou com Ação Civil Pública, com pedido liminar, contra o Banco do Brasil, requerendo a adoção de providências imediatas para melhorar a prestação de serviços à população. Além de reparos estruturais, o MPMT requer substituições e ampliação dos equipamentos existentes para garantir que todos os caixas eletrônicos funcionem corretamente. 

A 1ª Promotoria de Justiça Cível pleiteia ainda que, ao final da ação, a instituição financeira seja condenada ao pagamento de indenização pelos danos materiais sofridos pelos consumidores, a serem apurados em eventual liquidação de sentença. Requer também o pagamento de indenização pelos danos morais coletivos, no montante de um milhão de reais. 

Consta na ação que no decorrer do inquérito foi constatado que apenas três dos sete caixas eletrônicos da agência funcionavam. Além disso, nenhum deles efetuava operação de saque de valores. Verificou-se também que o caixa destinado ao atendimento prioritário estava inoperante. 

“A coletividade dos usuários do serviço deste município de Paranatinga/MT tem sido vítima de má prestação de serviços contratados, com sérios prejuízos (muitos deles irreparáveis) para diversos setores da economia local e para a vida social dos seus cidadãos, já que o serviço é fornecido inadequadamente”, afirmou a promotora de Justiça Rhyzea Lúcia Cavalcanti de Morais, em um trecho da ação. 

Segundo ela, há vários anos a agência bancária vem protelando investimentos no setor e trazendo prejuízos ao comércio e aos consumidores.

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil.

Texto sob supervisão da jornalista Clênia Goreth. 

Fonte: MP MT

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