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Homenagens enaltecem espírito pacificador de procurador de Justiça

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Os 75 anos, comemorados nesta quinta-feira (16), anunciam a chegada de um novo ciclo. Entre os amigos e colegas que ficam, um misto de alegria e tristeza. Alegria, porque Mauro Delfino César, procurador de Justiça em Mato Grosso, cumpriu a sua missão no âmbito profissional. E tristeza, porque sua ausência deixará saudades. O ato da sua aposentadoria foi divulgado no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público do Estado de Mato Grosso com efeitos a partir de 16/09.

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, ressalta que Mauro Delfino dedicou mais de 50 anos da sua vida ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, primeiro como servidor e depois como membro da instituição. “Ao mesmo tempo em que ficamos felizes, sentimos falta e tristeza por sua aposentadoria. Todos esses anos dedicados à instituição simbolizam o amor que ele tem pelo Ministério Público e pela sua carreira”.

Dedicação que não se restringiu a Mauro Delfino. Sua esposa Genoveva, segundo José Antônio Borges Pereira, sempre foi presente. “Também não posso deixar de registrar e falar da Genoveva, que é esposa do Mauro Delfino, que sempre participou e ajudou muito a Associação do Ministério Público na coordenação social e cultural das nossas comemorações, a exemplo da festa de São João. O procurador de Justiça Mauro Delfino e Genoveva sempre foram uma referência para nós dentro do Ministério Público e sua família muito participativa”, reconheceu o procurador-geral de Justiça.

“Mauro vive o Ministério Público, está sempre conosco, não falta ao trabalho. Ele vem alegre, feliz para cá, trata todos com educação com sua voz amiga e leve. Uma pessoa pronta a ouvir, a atender, a dar atenção a todos. Um amigo que deixará saudades. Por outro lado, ele cumpriu a sua trajetória no MP. Foi conselheiro, ouvidor, subprocurador e procurador-geral de Justiça durante o último processo eleitoral. Em todos os cargos por onde passou não deixou inimigos, não deixou desavenças, plantou amigos, admiradores”, destacou o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado.

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E acrescentou: “Fechou o seu ciclo, isso é bom, porque fechou com saúde, disposição, energia, ética, com a cabeça erguida, com o dever cumprido, vai espalhar generosidade e amor em novos desafios. Vai se dedicar ainda mais à sua esposa Genoveva, sua alma gêmea, suas filhas adoráveis, seus genros e netos. Você é um ser de luz, Mauro, seja muito feliz”.

“Difícil expressar em palavras a importância do procurador de Justiça Mauro Delfino César, seja enquanto colega ou amigo. Uma pessoa especial, com um grande coração, incapaz de desejar o mal ao semelhante. Ocupou diversos cargos na instituição e conquistou praticamente uma cadeira cativa em nosso Conselho Superior. A equidade, a lhaneza e a bondade são traços que marcarão para sempre sua carreira”, ressaltou o procurador de Justiça Marcelo Ferra de Carvalho.

A procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres também enfatizou a distinção que o procurador de Justiça Mauro Delfino César sempre teve no trato com as pessoas. “Com sua lhaneza, dedicação e distinção no trato com as pessoas, com certeza deixará em nossos corações, como colega, um grande vazio. É difícil conceber um Ministério Público sem você. Todos acostumamos a tê-lo por perto, todos acostumamos a conversar com você quase que diariamente. O lado bom é que você poderá curtir ainda mais a sua linda família, que tive e tenho a felicidade de desfrutar, tendo inclusive me tornado madrinha de casamento da minha linda afilhada Ariane. Curta a sua merecida aposentadoria, Maurinho, nos encontraremos aqui fora. Beijo em seu coração”, declarou.

A procuradora de Justiça destacou ainda a contribuição de Mauro Delfino César para o engrandecimento do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. “Você foi, talvez, a pessoa que mais colaborou pelo engrandecimento do Ministério Público. Em um trabalho formiguinha, você foi se destacando dentro desta instituição, onde exerceu diversos cargos antes de se tornar promotor e finalmente procurador de Justiça”, reconheceu.

CARREIRA – Quando ingressou no Ministério Público do Estado de Mato Grosso, na época com 20 anos de idade, o procurador de Justiça Mauro Delfino César revela que nunca imaginou, nem nos seus sonhos mais remotos, que um dia a instituição se tornaria o que é hoje.

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Ele conta que em março de 1967,quando começou a trabalhar no MPMT como datilógrafo, dividia uma sala no Fórum de Cuiabá, localizado na Avenida Getúlio Vargas, com outros três servidores públicos. A equipe, segundo ele, ficava na mesma sala do procurador-geral de Justiça e era responsável por conduzir toda a instituição.

Em fevereiro de 1981 assumiu o cargo de diretor-geral do MP e depois, em dezembro de 1983 foi nomeado para exercer o cargo de promotor de Justiça, após aprovação em concurso público. Ele relembra que após tomar posse, em uma reunião promovida pelo ex-governador Júlio Campos, seguiu direto para Dom Aquino, onde também respondeu pela comarca de Jaciara.

Dois anos depois foi promovido por merecimento para a comarca de Várzea Grande, na época de segunda entrância. Também passou por Rondonópolis e depois, em 1987, chegou a Cuiabá. Tornou-se procurador de Justiça em novembro de 1995, tendo atuado por 13 anos no Tribunal de Contas do Estado, antes da criação do Ministério Público de Contas.

“Nesse período em que eu atuei como procurador de Justiça no Tribunal de Contas do Estado sempre participei das reuniões do colegiado na Procuradoria-Geral de Justiça. Em 2010, retornei de vez para a PGJ, atuando na área cível”, destacou o procurador de Justiça.

Durante a sua carreira na instituição, Mauro Delfino integrou o Conselho Superior do Ministério Público por vários mandatos, onde permaneceu até o ano passado. Ele fez questão de destacar o apoio do procurador de Justiça Siger Tutiya, que aposentou-se em julho deste ano, nas eleições do colegiado. “Ele sempre me incentivou a participar das eleições e solicitava o apoio dos colegas para a minha eleição. Um amigo que levo para a vida inteira”, reconheceu.

Fonte: MP MT

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Especialistas revelam mecanismos que estruturam campanhas de desinformação

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“Como se estruturam as campanhas de desinformação” foi o foco dos debates da primeira mesa do II Seminário Internacional Desinformação e Eleições – Disinformation and Elections, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (26). Especialistas revelaram os principais mecanismos envolvidos na montagem de uma campanha destinada a desinformar determinado público.

Participaram desse debate a codiretora da Partnership for Countering Influence Operations, Carnegie Endowment for International Peace, Alicia Wainless; a repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello; a criadora do Dangerous Speech Project, a jornalista Susan Benesch; e o fundador e presidente da ONG SaferNet Brasil, Thiago Tavares, além de outros convidados.

A moderadora foi a secretária-geral da Presidência do TSE, Aline Osorio, que destacou a importância do debate para elucidar a arquitetura e os mecanismos que determinados grupos fazem uso para propagar a desinformação.

Mecanismos direcionados

Alicia Wainless mostrou como as pessoas sofrem influências e influenciam um ambiente informacional em permanente mudança, por meio de mecanismos que podem ser replicados no público a ser atingido. Ela destacou que o fenômeno da desinformação tem sido abordado em inúmeros estudos que vêm permitindo uma conscientização maior do problema e de seus impactos ao redor do mundo. E ainda afirmou ser necessário reforçar o compartilhamento de informações, inclusive das plataformas digitais, com os estudiosos interessados na questão.

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Já a jornalista Patrícia Campos Mello afirmou existir uma estratégia digital e análise de redes na propagação dos discursos de ódio. Ela disse que a propagação da desinformação se vale de canais digitais criados, e monetizados, para disseminar o ideário defendido e de uma rede de apoiadores. Patrícia discorreu sobre o chamado “gabinete do ódio”, que teria suposta ligação com apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Há grupos com centenas de milhares de pessoas com assuntos como voto impresso, ‘eleição roubada’, e ‘tratamento precoce da Covid’. Esse é um componente importante e a gente deve tentar localizar esses intermediários, que muitas vezes oferecem serviços que estão fora de uso das plataformas [digitais]”, disse Patrícia.

Em seguida, a jornalista Susan Benesch destacou as campanhas de desinformação estimuladas por lideranças que buscam jogar um grupo contra o outro, usando técnicas retóricas voltadas a aumentar a desconfiança em parcela do público. Susan apontou, nesse caso, para a barreira existente na população em geral para filtrar e não se deixar convencer por uma notícia duvidosa. “As pessoas não nascem em grupos que odeiam outras pessoas. Elas são ensinadas. E existem formas, extraordinariamente similares, entre esses grupamentos”, disse Susan.

Intolência

Já o representante da SaferNet Brasil,Thiago Tavares, ressaltou que os motivos que resultam na expansão da desinformação podem ser de ordem financeira, ideológica, política e por busca de espaços de poder. Ele salientou que as campanhas de desinformação aumentam muito em períodos eleitorais.

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Thiago informou que a SaferNet, em 12 anos de atuação, já recebeu mais de quatro milhões de denúncias de discursos violentos ou de ódio, abrangendo mais de 100 países. Ele alertou que as células de grupos extremistas, incluindo neonazistas e supremacistas, vêm aumentando no Brasil, e já chegam a centenas.

“Esses grupos não aceitam e nem conseguem conviver com a diversidade. Eles defendem a violência e propagam o ódio contra pessoas em razão da sua raça, da sua cor, da sua religião, da sua orientação sexual, da sua condição especial de desenvolvimento ou de deficiência, e também da sua origem nacional e regional”, informou Thiago Tavares.

O II Seminário Internacional Desinformação e Eleições – Disinformation and Elections tem programação ao longo do dia e busca reunir dados, compartilhar experiências, colher sugestões e enriquecer o conhecimento geral sobre medidas viáveis de enfrentamento das notícias falsas.

Acompanhe os debates, ao vivo, pelo canal do TSE .

Clique aqui para acessar a programação e outras informações sobre o evento.

EM/CM

Fonte: TSE

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