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Regulação e controle de conteúdo é tema do primeiro debate no evento sobre Desinformação e Eleições

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Na manhã desta terça-feira (26), ao abrir o II Seminário Internacional Desinformação e Eleições – Disinformation and Elections, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que a internet deveria ser um espaço livre, mas essa percepção mudou com o passar dos anos e com a utilização irresponsável da tecnologia.

Para ele, é necessário pensar em uma regulação antitruste, que proteja os direitos autorais; com tributação justa; e que resguarde a privacidade das pessoas. “É preciso um controle de conteúdo”, disse ele, ao lembrar que, muitas vezes, nas mídias sociais, são utilizados robôs, perfis falsos, contas duplicadas e a automatização da participação de pessoas que distorcem a importância de uma notícia.

O evento tem programação de 9h às 18h com debates entre diversos especialistas brasileiros e estrangeiros para compartilhar experiências e soluções relacionadas ao combate à disseminação de notícias falsas em processos cívicos, especialmente durante as eleições.

O impacto da desinformação

A palestra de abertura “O impacto da desinformação em processos democráticos” foi apresentada por Lawrence Lessig, professor da Harvard Law School, nos Estados Unidos. Ele é fundador da Equal Citizens, organização sem fins lucrativos que se dedica a reformas que buscam alcançar a igualdade dos cidadãos.

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De acordo com ele, “infelizmente, a melhor estratégia e a mais lucrativa do capitalismo é adotar uma política de ódio. Eles lucram mais quanto mais polarizados e ignorantes o público for. Quanto mais raivosos, emotivos e quanto mais falsas forem as crenças, mais engajamento haverá”.

Segundo Lessig, “é preciso que aproveitemos a oportunidade de reconhecer as ameaças que essas plataformas estão apresentando para a sociedade e adotar regulação apropriada”. Se nada for feito nesse sentido, diz ele, as plataformas continuarão ditando regras para a saúde, para o comportamento e para a opinião das pessoas no mundo inteiro.

Também participaram da abertura o vice-presidente do TSE, ministro Edson Fachin, e a secretária-geral da Presidência do Tribunal, Aline Osorio.

Ao final do seminário, as contribuições e sugestões sobre o tema devem utilizadas para expandir e aperfeiçoar as ações de enfrentamento à desinformação adotadas pela Justiça Eleitoral, de modo a garantir a realização de eleições livres e justas.

Acompanhe os debates, ao vivo, pelo canal do TSE .

Clique aqui para acessar a programação e outras informações sobre o evento.

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AL/CM

Fonte: TSE

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TPS 2021: Investigadores concluem último plano de testes neste sábado (27)

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Neste sábado (27) chegou ao fim a sexta edição do Teste Público de Segurança (TPS) do Sistema Eletrônico de Votação. Durante seis dias, 26 investigadoras e investigadores inscritos ocuparam as bancadas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para colocar em prática ataques aos equipamentos e sistemas desenvolvidos para as Eleições Gerais de 2022.

O objetivo era descobrir possíveis vulnerabilidades na urna eletrônica a tempo de serem corrigidas para o próximo pleito. Dessa forma, dos 29 planos de ataques apresentados pelos grupos, apenas cinco deles foram concluídos com achados relevantes.

Previsto inicialmente para terminar nesta sexta-feira (26), o teste se estendeu a pedido do grupo de investigadores da Polícia Federal. Pela primeira vez, a prorrogação foi prevista no edital, totalizando 6 dias de testes.

“Tínhamos dois planos de ataque. Um deles, abandonamos no segundo ou no terceiro dia e seguimos com o outro, ligado ao JE Connect, até o fim. Ainda tínhamos algumas dúvidas e esse horário no sábado foi importantíssimo para ajustar essas questões finas e montar todas as peças do nosso plano de ataque caso a gente fosse simular isso num ambiente real”, esclareceu Peixinho.

Para o coordenador de Sistemas Eleitorais do TSE, José Melo Cruz, o teste como um todo foi um dos melhores que já participou. “Tivemos planos muito bons, a Polícia Federal como sempre, manteve o altíssimo nível de trabalho deles, um trabalho espetacular que a gente reconhece e sempre aprende muito com eles”, afirmou.

Segundo Melo, não houve nenhuma quebra efetiva do processo eleitoral, mas tiveram barreiras ultrapassadas. “Nós temos que trabalhar e aperfeiçoar os sistemas. E os testes servem para que possamos aprender com esses ataques de pessoas e grupos externos”, revelou.

Comissão avaliadora

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Agora, a comissão avaliadora fechará um relatório para indicar quais foram esses achados e qual a relevância de cada um deles. A Comissão Avaliadora é o colegiado responsável por validar a metodologia e os critérios de julgamento, assim como avalia e homologa os resultados obtidos no TPS.  Compõem o grupo representantes de instituições públicas, de segurança nacional, da área científica e da sociedade civil.

Na avaliação do Secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, o evento deste ano foi um dos mais produtivos desde que a Justiça Eleitoral iniciou em 2009 a submeter os sistemas eleitorais a testes públicos.

“Tivemos um número recorde de planos de teste e de investigadores que vieram contribuir para o amadurecimento da segurança dos sistemas, aprofundando o caráter colaborativo do evento: Justiça Eleitoral e sociedade de mãos dadas por eleições cada vez mais seguras e auditáveis”, disse. 

Entenda o TPS

O TPS permite que representantes da sociedade executem planos de ataque ao sistema com a finalidade identificar vulnerabilidades relacionadas à violação da integridade ou do anonimato dos votos de uma eleição. Evento permanente do calendário de preparação de cada eleição, o Teste ocorre, preferencialmente, no ano que antecede o pleito, em ambiente preparado na sede do TSE, em Brasília.

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O Teste, que este ano chegou à sexta edição, é um dos marcos do processo de desenvolvimento dos sistemas eleitorais e da urna eletrônica. Ao longo dos anos, a cada edição do teste, os sistemas são aprimorados, dando ainda mais segurança e robustez ao processo eleitoral brasileiro.

Na próxima segunda-feira (29), às 16h, será realizada entrevista coletiva do presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso, que apresentará e explicará os achados juntamente com o secretário de TI, Júlio Valente. 

Confira mais informações no site do evento.

IC/LG

Fonte: TSE

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