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Servidores da JE contam como contribuíram com a produção do livro “Eleições na Primeira República”

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai lançar, de forma virtual, no dia 11 de maio, o livro Eleições na Primeira República – 1889 a 1930, fruto de cooperação técnica com a Universidade de São Paulo (USP). A obra foi organizada por Paolo Ricci, professor doutor do Departamento de Ciência Política da USP, e conta com o prefácio do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

Nessa cooperação, a USP ficou responsável pelo conteúdo do livro, que é composto por 17 artigos de diferentes autores, sendo a maioria deles doutores e pós-doutores em Ciência Política e História de diversas universidades do país. O TSE, por meio da Secretaria de Gestão da Informação (SGI), incumbiu-se da revisão e da editoração da obra, incluindo a busca de imagens junto à Biblioteca Nacional e a publicação do livro.

Para Cleber Schumann, titular da SGI, a aproximação da Justiça Eleitoral com a academia permite que se faça um resgaste da memória eleitoral institucional, sobretudo em períodos em que há muitas lacunas na história das eleições, como na primeira fase da Justiça Eleitoral (1932 a1937) e no início da segunda fase (1945).

De acordo com o secretário, o livro foi pensado para ser o primeiro de uma série. “A ideia é fomentar esta iniciativa tanto com a USP quanto com outras universidades. Essa aproximação tem se mostrado interessante para os dois lados e o Tribunal tem muito a oferecer para a academia: temos uma equipe de editoração de alta qualidade, um parque gráfico robusto e um acervo arquivístico riquíssimo que já vem auxiliando muitos pesquisadores. Estamos de portas abertas para as universidades”, concluiu o secretário.

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Veja entrevista com servidores da JE sobre a produção do livro Eleições na Primeira República

Imagens

O chefe substituto da Seção do Museu do TSE, André Antonio, conta que foram quatro anos desde as primeiras conversas com o professor Paolo Ricci, até o lançamento do livro. Paolo, já então conhecedor do trabalho do Museu do Tribunal para preservação da história eleitoral brasileira e da memória da Justiça Eleitoral, tais como pesquisas, atividades educativas e expositivas, foi quem sugeriu o termo de cooperação, firmado em 2018.

À medida que os pesquisadores iam levantando dados históricos, eles também já iam informando à equipe do Museu quais imagens seriam interessantes para ilustrar cada artigo. A maior fonte de pesquisa foi a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional que, gentilmente, cedeu ao TSE o direito de uso de cerca de 160 fotos, charges e recortes de jornais e revistas da época que ilustram o livro. O Museu da República (RJ) e a Biblioteca da Presidência da República também cederam imagens para a obra.

André explica que, após o lançamento, o livro estrará disponível a todos estudantes, pesquisadores e interessados em geral em dois espaços do  Portal do TSE : Catálogo de Publicações e  Biblioteca Digital

Mapas

Daniel Galuch, chefe do cartório eleitoral da cidade de Terra Rica (PR), assina o artigo “A pena contra a espada: erudição e militarismo em combate na campanha civilista de 1910” em conjunto com a professora Jaqueline Zulini. Ele contribuiu com a produção de dois mapas de desempenho eleitoral, com o intuito de mostrar a competição e a dinâmica entre os dois candidatos à eleição presidencial de 1910: o militar Hermes da Fonseca e o civilista Ruy Barbosa.

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Desde 2007, quando tomou posse como servidor do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Daniel percebeu que a Justiça Eleitoral era uma fonte de dados abundantes para ajudar vários ramos do conhecimento e que havia uma carência em mapeamento de resultados eleitorais de pleitos antigos como os distritos eleitorais do Império e da República.  

Já formado em Direito, fez Geografia e apresentou a evolução dos 80 anos de zonas eleitorais no Brasil em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Em 2015, colaborou com a exposição de vários mapas de zonas eleitorais de 1933 e 1952 na mostra A Saga da Reinstalação da Justiça Eleitoral em 1945. Desde 2019, Daniel tem se dedicado a desenvolver o Atlas Eleitoral do Paraná, que terá o primeiro volume publicado neste mês de maio.

Serviço

Lançamento virtual do livro Eleições na Primeira República
Dia : 11 de maio de 2021
Horário: 18h
Transmissão pelo Canal do TSE no YouTube.

GA/CM, DM

Saiba mais:

26.04.2021- TSE e USP lançam em maio livro “Eleições na Primeira República”

16.04.2021 – Veja entrevista com organizador de livro do TSE e USP sobre eleições na Primeira República

Fonte: TSE

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Realização do teste de integridade marca eleição suplementar em Petrolândia (SC)

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Eleitoras e eleitores de Petrolândia (SC) foram às urnas neste domingo (13), para escolher os novos prefeito e vice-prefeito da cidade que fica a 180 km da capital, Florianópolis. Ao todo, 5189 pessoas estão aptas a votar.

A eleição no município recebeu observadores internacionais e mirins, que acompanharam o teste de integridade da urna. Esta é uma importante etapa de auditagem para aferir a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Foi a primeira vez que a auditoria foi realizada durante um pleito suplementar.

O teste de integridade da urna começou no sábado (12), com o sorteio da máquina usada no processo. Também foi sorteada a quantidade de cédulas de papel que deveriam ser preenchidas por 43 estudantes da Escola de Educação Básica Hermes Fontes, da rede pública de ensino local.

Os jovens convidados a participar da ação não estão aptos a votar nesta eleição, mas já compreendem a importância de participar de iniciativas como essa. “Acho importante para que futuramente a gente entenda um pouco mais sobre a política, eleições e também como votar”, disse a aluna Rebeca Carvalho Schutz.

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Após preencherem as 389 cédulas de papel, cada aluno depositou os votos na urna de lona, que foi lacrada e guardada pela Polícia Militar até a manhã deste domingo. Assim que a eleição teve início, às 7 horas, a urna de lona foi aberta para que os representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) local, que coordenaram o processo de auditagem, leram os votos em voz alta e registaram tanto em um computador com o sistema da Justiça Eleitoral quanto na urna sorteada no dia anterior.

Ao fim da eleição é feita uma comparação dos três resultados: o da apuração, por meio do Boletim de Urna, o da soma dos votos da célula de papel e o registrado no computador. Todos foram iguais e comprovaram a segurança do sistema de votação eletrônico. Para dar ainda mais transparência, a etapa foi transmitida em tempo real pelo canal do YouTube do TRE-SC.

O advogado Felipe Maciel França, que integra a Comissão de Auditoria de Funcionamento das Urnas pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC), acompanhou o processo. “É necessário nós averiguarmos como funciona a votação eletrônica, embora ainda temos pessoas que desconfiem do sistema. Então, se faz necessário estar acompanhando e demonstrando, uma vez mais, a integridade da nossa urna eletrônica”, considerou.

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Além dessa auditoria, também foi realizada outra para verificar a autenticidade e integridade dos sistemas da urna eletrônica, na seção eleitoral nº 77. Antes de iniciar a votação, a checagem pública comprovou que estão instalados na urna os sistemas oficiais da Justiça Eleitoral.

Quem atua como mesário há 37 anos reconhece a importância de contribuir para o processo eleitoral. “Aos 18 fiz o meu título e fui convocado para trabalhar como presidente de seção e continuo até hoje trabalhando nas eleições. Eu sempre prestei o meu trabalho em prol da democracia”, afirmou o mesário Ari Felipe.

LG/TC com informações do TRE-SC

Fonte: TSE

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