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Uma Doutrina do Amor

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Indo pela vida me parece ainda que moinhos de vento mudam o mundo. Não, amigo! Eu não esqueço do que Clarice Lispector pediu: “(…) E que eu não esqueça, nessa minha fina luta travada, que o mais difícil de se entender é a alegria. Que eu não esqueça que a subida mais escarpada, e mais à mercê dos ventos, é sorrir de alegria.(…)”

Quantas vezes vimos reconstruir com o coração o que a cabeça havia aterrado. E a própria razão construir-se sobre irracionalidades. Ora! O claro não é somente aquilo que se vê.

Miguel de Unamuno disse que há pessoas que parecem pensar apenas com o cérebro, ou com qualquer outro órgão que seja específico para pensar; enquanto outros pensam com todo o corpo e toda a alma, com o sangue, com o tutano dos ossos, com o coração, com os pulmões, com o ventre, com a vida. Diz-se que o homem é um animal racional, não sei por que não foi dito que é um animal sentimental, pensava ele.

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A coisa mais sóbria do mundo é o sentimento, é o amor.

É preciso coragem para falar em amor sem temer ser chamado de piegas, de meloso, de a-científico. Mas eu sou das pessoas que mandam flores.

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto, que, para ouvi-las, muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto…E conversamos toda a noite… Direis agora: “Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem, quando estão contigo?” E eu vos direi: “Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas”. (Olavo Bilac)

O entendimento na base do amor, uma doutrina de amor, um amor intellectualis de que falava Espinosa. Um esqueleto emocional, não só de ossos. Alguns filósofos, cientistas, profissionais me dirão que o amor é uma coisa profunda. Não é coisa casual.

Deixando essa profundidade de lado, as coisas casuais, as desimportantes, preservam também o amor; fazem-se veladamente, aos poucos, mediante detalhes de tão grande reserva que por várias vezes passam de todo despercebidos.

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Mas não a um poeta (eu sei que os poetas e os filósofos são irmãos gêmeos). Daí deixo o ensinamento de Adélia Prado, que meu pai e minha mãe me ensinaram também:

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Barroso defende trabalho da imprensa no combate à desinformação

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse que o país e o mundo nunca precisaram tanto da imprensa profissional e de qualidade, capaz de separar, com profissionalismo, fato de opinião, como agora. Em um evento restrito a jornalistas nesta sexta-feira (18), o magistrado pediu amplo apoio à imprensa no combate à desinformação, na checagem de fatos e no compromisso com a verdade no período eleitoral. 

“Talvez, a pior consequência das campanhas de desinformação seja precisamente essa deterioração do debate público e a formação de enclaves de pessoas que só falam para si mesmas e, quando têm interlocução com as outras, é para agredir e desqualificar. Nós, que defendemos a democracia, contamos mais do que nunca com o trabalho da imprensa de qualidade”, afirmou.

Para o ministro, é preciso haver um filtro adequado para a grande quantidade de desinformação e de inverdades que circulam pelas redes sociais. “As redes sociais têm um lado positivo, mas vêm sendo palco para pessoas totalmente pervertidas difundirem mentiras deliberadas, campanhas de ódio e de difamação. Precisamos enfrentar isso. As instituições democráticas vêm sofrendo um ataque massivo de milícias digitais e de terroristas verbais que fazem muito mal a todos nós. Não só pelo possível impacto no resultado das eleições, mas pela deterioração do debate público de uma maneira geral”, disse.

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Nas eleições municipais deste ano, as campanhas publicitárias da Justiça Eleitoral têm abordado a atuação dos mesários em tempos de pandemia, o combate à desinformação, a atração de mais jovens e mulheres para a política, os cuidados sanitários para os eleitores e para quem vai trabalhar na votação de novembro, o voto consciente e o e-Título.

Edição: Fernando Fraga

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