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“Votos de Esperança”: iniciativa do TRE-PA transforma urnas de lona em sacolas e mochilas ecológicas

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Uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) que une sustentabilidade à responsabilidade social é destaque na região Norte do país. Desde o início do mês, o TRE, em parceria com a Organização Social Associação Polo Produtivo Pará, por meio da Fábrica Esperança, realiza o projeto “Votos de Esperança”, que consiste na transformação de urnas de lona que estão em desuso em sacolas e mochilas ecológicas. A confecção dos produtos é feita pelos egressos do Sistema Penitenciário do estado atendidos pela Fábrica.

Segundo a presidente do TRE-PA, desembargadora Luiza Nadja Guimarães, foram doadas mais de 2 mil urnas de lonas mediante o projeto de descarte sustentável do Tribunal. Todas estavam com avarias, sendo consideradas sem utilidade para o Regional, mas podendo ser aproveitadas para a confecção de produtos que precisam ser mais resistentes.

“Nesse projeto, a transformação tem um sentido mais amplo do que a gente imagina, pois garante a sustentabilidade para a humanidade, por meio do reaproveitamento que resulta em bolsas e sacolas. As mãos que produzem isso são mãos de egressos do sistema prisional, que estão se ressocializando, aprendendo uma profissão para poderem retornar à sociedade com a dignidade que merecem”, afirma a presidente do TRE.

Conheça mais ações do TRE-PA.

Meio ambiente e ressocialização

Para o coordenador de produção da Fábrica Esperança, Ronaldo Leão, além de ajudar o meio ambiente, a ação deve entregar mil bolsas com o material cedido pelo TRE. As mochilas e sacolas ecológicas serão distribuídas como parte do material de apoio que os alunos da Fábrica recebem ao iniciar seus cursos, juntamente com uniformes e conteúdos didáticos.

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“Já foram feitas 200 bolsas. Aproveitamos tudo o que foi entregue, inclusive desenvolvendo três modelos diferentes, além de criar uma etiqueta e até colocar o nome do projeto. Gostei muito do resultado, pois pudemos aproveitar um material que poderia ser descartado no lixo comum. Além disso, a iniciativa ajuda pessoas que trabalham no projeto e que precisam de carinho, de ocupação, de apoio e aprendizado”, destaca Ronaldo.

A secretária de Administração do Tribunal paraense, Hérica Sodré, explica que o descarte correto do material das urnas só foi possível mediante a parceria público-privada, que além da sustentabilidade, tem alcance social. “O reaproveitamento das urnas de lona tem um caráter de contribuição social, porque é uma iniciativa que oportuniza empregos e gera renda para um público muitas vezes excluído do mercado de trabalho, além estarmos ajudando a diminuir os resíduos e ainda transformar vidas”, lembra.

Cristina Ferreira, que é egressa do sistema penal do Pará e atua no projeto, ressalta o caráter sustentável da iniciativa. “É um trabalho que é muito importante por conta da conscientização ambiental. Desde casa eu tenho esse incentivo, pois minha filha fez o curso de gestão ambiental e sempre me passou muitas coisas. Tenho um sentimento de gratidão por estar fazendo um trabalho que não é só pra gente, mas que vai servir para as futuras gerações. Se essas peças não fossem reutilizadas, poderiam prejudicar o meio ambiente. Acho que todos na fábrica ficaram felizes”, diz.

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Parceria

A parceria para o projeto “Votos de Esperança” foi realizada sem ônus financeiro para o TRE-PA. De acordo com o diretor geral da Associação Polo Produtivo Pará, Artur Jansen Novaes, a importância do “Votos de Esperança” está no impacto que ele causa na vida dos egressos do sistema penal. “Esse projeto é muito bonito, porque visa fazer a transformação de um material sem utilidade em um produto final, acabado, dando a possibilidade de o nosso público-alvo ter uma renda”, conclui.

A Organização Social Polo Produtivo Pará, sem fins lucrativos, atua há 15 anos e, juntamente com a Fábrica Esperança, auxilia na reinserção de egressos do Sistema Penitenciário paraense, viabilizando capacitação profissional, geração de emprego, renda e educação para esse público.

TP/LC, DM com informações do TRE-PA

Fonte: TSE

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Na abertura do 2º semestre forense de 2021, Barroso reforça segurança do sistema eleitoral e a importância de fortalecimento da democracia

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, abriu nesta segunda-feira (2) o segundo semestre forense de 2021 na Justiça Eleitoral fazendo uma defesa enfática do sistema eletrônico de votação e da democracia.

Veja o vídeo com o discurso do presidente do TSE.

Ele chamou a atenção para o fato de que, em todas as partes do mundo, as democracias se encontram sob pressão. “As democracias contemporâneas são feitas de votos, do respeito aos direitos fundamentais e de debate público de qualidade”, declarou Luís Roberto Barroso, ao apontar que a ameaça à realização de eleições é uma atitude antidemocrática, da mesma forma que o são a supressão de direitos fundamentais, inclusive os de natureza ambiental, e a contaminação do debate público com desinformação, mentiras, ódio e teorias conspiratórias.

“Há coisas erradas acontecendo no país e nós todos precisamos estar atentos. Precisamos das instituições e da sociedade civil, ambas bem alertas”, disse o ministro, complementando que, embora os ciclos de atraso institucional que marcaram a história do país já tenham sido superados.

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O ataque às instituições, em especial às eleitorais, segundo o ministro Barroso, faz parte da estratégia dos que desejam minar a democracia para promover regimes autocráticos. “Essas narrativas, fundadas na mentira e em teorias conspiratórias, destinam-se precisamente a pavimentar o caminho da quebra da legalidade constitucional”, denunciou o presidente do TSE.

Citando a nota pública conjunta em defesa do TSE, do sistema eletrônico de votação e contra a implementação do voto impresso, que foi assinada por todos os ex-presidentes do Tribunal de 1988 até hoje e divulgada nesta segunda (2), Barroso destacou que não é o único a adotar esse posicionamento. “A obsessão por mim não faz o menor sentido e, sobretudo, não é correspondida”, concluiu.

O ministro ainda voltou a apontar todas as desvantagens do voto impresso, que, segundo ele, violará o sigilo do voto e possibilitará o retorno ao histórico de eleições fraudadas que marcaram o Brasil antes de 1996. “Vamos incentivar o coronelismo, vamos incentivar a milícia, vamos incentivar a compra de votos”, advertiu Barroso.

Barroso também prestou condolências às famílias das mais de 550 mil vítimas brasileiras da Covid-19, afirmando que a pandemia é uma tragédia humanitária mundial, completando que ela foi agravada entre os brasileiros por, em suas palavras, “circunstâncias locais”.

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RG/LC

Fonte: TSE

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