Ao defender a ampliação dos investimentos na saúde pública em Mato Grosso, a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) criticou o que classificou como uma inversão de prioridades na alocação de recursos públicos. Segundo ela, obras e projetos de grande porte têm avançado com mais rapidez do que estruturas essenciais ao atendimento da população. A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira (15), durante a inauguração da nova ala de oncologia clínica do Hospital de Câncer de Mato Grosso.
“Roda-gigante de R$ 70 milhões não esperou para ser comprada. Parque bilionário também não esperou. Mas o Hospital do Câncer precisa de R$ 20 milhões para construir 40 leitos para atender o povo de Mato Grosso. Não dá para admitir”, disparou.
A parlamentar destacou ainda o trabalho desenvolvido pela instituição filantrópica e lembrou que já destinou R$ 3 milhões em emendas parlamentares para a aquisição de equipamentos do hospital. Ela relatou que passou a compreender com mais profundidade a dimensão do atendimento após acompanhar de perto a situação vivida pela própria irmã, que morreu há cerca de 20 dias.
“Eu não conhecia o Hospital do Câncer quando fui eleita deputada federal. Não esperei descobrir o que era o hospital para mandar a emenda. Só pedi que resolvessem a burocracia porque quem está doente não espera”, disse.
A deputada também chamou atenção para as limitações na oferta de exames e de vagas especializadas para pacientes oncológicos, ressaltando que a demora no diagnóstico pode comprometer diretamente o tratamento.
“Às vezes as pessoas disputam vaga na fila da vida. O câncer não espera. O câncer tem pressa para acabar com a vida do ser humano. Mas aqui existem pessoas que têm pressa para lutar pela vida”, declarou.
Ao encerrar, a parlamentar reforçou que o impacto do atendimento oncológico vai além do paciente, atingindo todo o núcleo familiar. “Não é só uma vida que é salva aqui. É uma família inteira. O Estado precisa estar presente em todos os momentos”, concluiu.






























