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Interditada nesta quinta(27) Rodoviária do Plano Piloto em Brasília ameaça desabar

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      O antigo terminal rodoviário de Brasília, utilizado no inicio da Capital para ônibus Interestaduais,  localizado há 03 quilômetros do Palácio do Planalto e, hoje, servindo para embarque e desembarque de usuários do transporte coletivo do DF, há anos vem apresentando problemas em sua estrutura.
 
     A cobertura do terminal é um viaduto, por onde passam  milhares de pessoas  e veículos por dia, incluindo carros, ônibus e caminhões.

     E o espaço em cima do viaduto, ainda serve de estacionamento, para centenas de carros. No espaço, na parte de baixo, estão instalados todo tipo de comércio e os chamados restaurantes populares, coisas normais em rodoviárias.
 
     O Terminal  foi inaugurado no dia 12 de setembro de 1 960, portanto, há quase 59 anos e recebia manutenção preventiva regular dos Governos militares. Desde 1 985, que a manutenção da rodoviária de Brasília, virou um faz de conta, ou seja, não existe um períodos pré  determinados  para o GDF cuidar do local.
 
      As fissuras são visíveis a olho nu. O asfalto do viaduto que cobre a rodoviária, sempre em péssimas condições de uso e, evidente, que as aguas das chuvas  penetram e se alojam por tempo indeterminado em baixo, na estrutura de concreto, o que vai corroendo os ferros. 
 
     Em razão dos problemas de infraestrutura do terminal, o atual Governador do DF, Ibaneis Rocha, anunciou nesta quarta(26) à noite, a interdição total do viaduto, devido aos graves problemas que foram detectados pelos Engenheiros.  Nesta quinta-feira(27) a população não tinha conhecimento da interdição e foi um “Deus nos acuda”. Salve-se quem puder!
 
     Ocorre que, numa desvalorização total da vida, o Governo não interditou o a Rodoviária como um todo, ou seja,  o pessoal que trabalha no local, embaixo do viaduto, vai continuar trabalhando, como se nada tivesse acontecendo.
 
     O terminal Rodoviário do Plano Piloto, está sim, ameaçado de desabar a qualquer momento, devido ao descaso dos governos civis do GDF. E se desabar? Quem vai assumir a responsabilidade, principalmente, pelas vidas que estão ali de baixo, trabalhando, lutando pela sobrevivência?
No Brasil, quando acontecem  as tragédias nenhuma autoridade se responsabiliza. Entra em cena  o jogo de empurra-empurra e quem sofre as consequências é o cidadão. Famílias que ficam órfãos por irresponsabilidade de quem deveria  protegê-las.

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