Sargento do 4º Batalhão de Polícia Militar de Várzea Grande de 50 anos foi atingido por um disparo acidental de sua pistola Taurus modelo 740 na noite da última quarta-feira (18), enquanto pilotava sua motocicleta. Este é, pelo menos, o segundo caso envolvendo disparos acidentais em Cuiabá.
Com o acidente, ele perdeu o testículo direito. Conforme seu relato, ele estava de férias e saiu de casa para comprar um lanche por volta das 20h. No retorno, a aproximadamente 200 metros de distância de casa, ele ouviu uma grande explosão e sentiu o sangue jorrando por sua perna.
"Ouvi um estalo e percebi que minha pistola disparou. Eu sempre ando com ela, tem uns cinco anos e nunca aconteceu nada. Sempre estava travada certinho. Eu liguei para minha família, meu filho veio e me levou para o Pronto-Socorro", explicou.
Na unidade hospitalar, ele precisou fazer uma cirurgia de emergência. Ele recebeu alta no último domingo (21), depois de 4 dias internado. Ele segue de repouso em sua residência.
"Quando eu saí de férias eu passei no batalhão para fazer a manutenção. Estava tudo certinho, a trava de segurança estava acionada, mas eu não entendi o que aconteceu", relatou.
Existem outros registros pessoas vítimas de disparos acidentais. Um grupo denominado 'Vítimas de Taurus' reúne cerca de 70 vítimas em todo o país. Em Cuiabá, em 2016, soldado morreu aos 29 anos durante troca de tiros quando sua arma travou. Em outro caso, soldado identificado como Weverton da Silva, o disparo acidental entrou em sua virilha e saiu pela nádega.
Questionada pela reportagem, a Polícia Militar afirmou que o ato requer adoção de medidas pelo próprio policial, já que ele não estava em serviço e portava sua arma particular. Ainda, relatou que uma comissão para padronização bélica foi criada em fevereiro de 2017, contudo, por dificuldades financeiras geradas pelo contingenciamento de recursos as armas não foram trocadas.





























