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1 bilhão de vacinas e 40 milhões de meninas na escola: as promessas do G7

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1 bilhão de vacinas e 40 milhões de meninas na escola: as promessas dos países ricos na cúpula do G7
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1 bilhão de vacinas e 40 milhões de meninas na escola: as promessas dos países ricos na cúpula do G7

O primeiro-ministro do Reino Unido confirmou no domingo (13-06) a promessa de repasse de mais de um bilhão de doses das vacinas para países mais pobres até 2022 – tanto diretamente quanto por meio do esquema de compartilhamento Covax.

Destas, 100 milhões de doses virão do Reino Unido .

É “mais um grande passo para vacinar o mundo”, disse Johnson, em entrevista coletiva durante a cúpula do G7, realizada neste fim de semana na Cornualha, no sudeste da Inglaterra.

A Covax foi criada em 2020 com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de viabilizar uma distribuição mais justa e igualitária das vacinas contra a covid-19. Atualmente, 96% das vacinas entregues pela iniciativa Covax são Oxford/AstraZeneca, segundo o primeiro-ministro.

Até agora, no entanto, a própria OMS tem feito duras críticas aos países mais ricos do mundo pela alta concentração de doses em comparação aos países mais pobres do mundo.

Concentração

Atualmente, 75% das vacinas contra a Covid-19 estão nas mãos de apenas 10 países. Segundo a OMS, a cifra representa uma “desigualdade escandalosa”.

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Em maio, o diretor da Organização Mundial da Saúde , Tedros Adhanom Ghebreyesus, cobrou os países ricos a transferirem mais vacinas e recursos ao programa Covax, que tem como meta vacinar até setembro 10% da população de países de renda baixa ou média (250 milhões de pessoas).

Até agora, houve doses suficientes para vacinar 1%.

Johnson disse que o mundo espera que os líderes do G7 vão além de suas respostas iniciais à pandemia, às vezes “nacionalistas” e “egoístas”.

É “mais um grande passo para vacinar o mundo”, afirmou.

A quantidade necessária de doses para dar conta do abismo entre a distribuição entre países ricos e pobres é estimada, no entanto, em 11 bilhões – 11 vezes mais, portanto, que o anúncio do G7.

Questionado, Johnson rejeitou as críticas e destacou doações individuais do Reino Unido, bem como o sucesso de seu papel no desenvolvimento e distribuição da vacina Oxford-AstraZeneca .

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“Estamos fazendo tudo o que podemos para distribuir as vacinas o mais rápido possível”, disse.

40 milhões de novas estudantes

Além de Boris Johnson, a cúpula do G7 reúne Angela Merkel (Alemanha), Emmanuel Macron (França), Joe Biden (EUA), Justin Trudeau (Canadá), Mario Draghi (Itália) e Yoshihide Suga (Japão). Autoridades da União Europeia e de outros países convidados também estão presentes.

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Os líderes também concordaram em trabalhar juntos para tentar colocar mais de 40 milhões de meninas em escolas em todo o mundo.

Para isso, os países devem se unir para financiar uma iniciativa chamada Parceria Global para a Educação.

Segundo o primeiro-ministro do Reino Unido, é uma “desgraça internacional” que crianças não consigam atingir seu pleno potencial devido ao acesso à educação.

“Educar todas as crianças, especialmente as meninas, é uma das maneiras mais fáceis de tirar os países da pobreza e ajudá-los a se recuperar da crise do coronavírus”, acrescentou.

Papel dos ricos nas mudanças climáticas

Juntos, os países do G7 são responsáveis por 20% das emissões globais de carbono.

“Ficou claro neste fim de semana que a ação pelo clima precisa começar conosco”, disse Johnson.

Ele afirmou que, embora seja “fantástico” que todos os países do G7 tenham se comprometido a eliminar suas contribuições para a mudança climática nas próximas décadas, eles precisam garantir que estão fazendo isso o mais rápido possível, além de ajudar os países em desenvolvimento a se moverem na mesma direção.

Questionado sobre a falta de um cronograma mais claro sobre os compromissos climáticos, o primeiro-ministro defendeu políticas sobre clima.

Segundo ele, embora não “finja que o trabalho está feito”, ele estará entre os líderes na cúpula do climática COP-26, que acontecerá na Escócia ainda neste ano.


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Fonte: IG SAÚDE

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Redução do intervalo entre doses será avaliada após envio de vacinas a adultos

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Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde
Reprodução/Allan Phablo/PMM

Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde

Uma nota assinada pelo Ministério da Saúde e os conselhos estaduais e municipais de secretários de Saúde definiu que a redução do intervalo entre doses da vacina só será analisada após a distribuição da primeira dose para toda população acima de 18 anos. A medida é um recuo em relação a um anúncio feito na segunda-feira pelo secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz. Na ocasião, Cruz afirmou que haveria uma redução de três meses para 21 dias no intervalo de aplicação da vacina da Pfizer.

“Nossa expectativa é atingir a população acima de 18 anos vacinada até o começo de setembro. A partir daí, vamos discutir a redução no intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a 2ª dose em um número maior de pessoas e também os abaixo de 18 anos”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por meio das redes sociais da pasta após a divulgação do comunicado.

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Além de Queiroga,  Carlos Eduardo Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), e Willames Freire, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), subscrevem a nota. Os gestores anunciam ainda que adolescentes entre 12 e 17 anos serão incluídos na vacinação contra Covid-19 após o envio da primeira dose para toda população adulta do país. Adolescentes com comorbidades terão prioridade na vacinação. A imunização de adolescentes chegou a ser anunciada por alguns estados mais avançados no cronograma de vacinação, como São Paulo.

“Estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas, sob pena de responsabilidade futura”, diz o documento, acrescentando:

“O sucesso da vacinação depende da atuação sinérgica, harmônica e solidária entre os níveis federal, estadual e municipal, além da colaboração imprescindível da sociedade civil e dos meios de comunicação”.

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Na segunda-feira, o secretário executivo do Ministério da Saúde confirmou à imprensa que haveria redução no intervalo, mas sem especificar quando a mudança ocorreria. Já a nota desta terça-feira diz que a medida será “avaliada” no futuro.

“A gente só estudando para ver qual o melhor ‘timing’ disso, mas que vai diminuir, vai”, afirmou Cruz na segunda-feira. “A gente precisa verificar o cenário de abastecimento, porque a Câmara Técnica já sinalizou que é interessante avançar a imunização em primeira dose e, só então, quando a gente tiver um cenário mais tranquilo de imunizados com a primeira dose, a gente reduz o prazo para completar a imunização”.

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Após a fala de Cruz, Queiroga também abordou o assunto na segunda-feira:

“O grupo técnico do PNI opinou por fazer um espaço (entre as duas doses) mais alargado naquele primeiro momento porque queríamos avançar na primeira dose. Mas, como as vacinas da Pfizer estão chegando agora num volume maior, é possível mudar essa estratégia. Nós já fizemos várias análises e, com as entregas que temos, é possível voltar para o prazo que está na bula (21 dias)”, afirmou Queiroga.

A redução do intervalo entre as doses seria uma estratégia para aumentar a proteção da população contra a variante Delta da Covid-19, uma vez que possibilitaria a conclusão do esquema vacinal em mais gente. Porém, não há consenso entre especialistas. Há aqueles que defendem que a melhor estratégia seria imunizar com a primeira dose o maior número possível de pessoas.

O GLOBO questionou o Ministério da Saúde sobre o motivo do recuo e se as comunicações desencontradas podem afetar a vacinação no país, mas ainda não obteve resposta.

Fonte: IG SAÚDE

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