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150 mil mortes no Brasil: “não acabou”, lembra infectologista

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Família enterra vítima da Covid-19, no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo
Foto: Eduarda Esteves/iG

Família enterra vítima da Covid-19, no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo


O Brasil ultrapassou hoje a marca de 150 mil mortos por Covid-19, pouco mais de sete meses depois da primeira morte registrada pelo Sars-Cov-2 . É como se toda a população do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, tivesse morrido pelo vírus. 

Segundo dados liberados neste sábado (10) pela Universidade Johns Hopkins, o Brasil registra 150.023 mortes por Covid-19, sendo o segundo país no ranking de mortes – atrás apenas dos Estados Unidos, que tiveram 213.860 mortes pela doença.

Embora muitos brasileiros tenham a sensação de segurança por achar que a pandemia da Covid-19 chegou ao fim, com as medidas de flexibilização em todos os estados, os especialistas indicam que o momento ainda é delicado e é preciso cuidado.

Isso porque o País continua em segundo lugar no mundo em número de óbitos pela doença, atrás apenas dos Estados Unidos. Além disso, já são mais de 5 milhões de casos de Covid-19, em apenas sete meses de pandemia.

Na última quinta-feira (8), a média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil foi de 610, a menor desde o dia 10 de maio. Mas, apesar do Ministério da Saúde falar em platô e estabilização da doença no Brasil, a curva de mortes continua em um patamar alto.


Pandemia não acabou! 

Sylvia Lemos Hinrichsen, médica infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), explica que o momento da pandemia no Brasil ainda é de alerta, principalmente pela  falta de um imunizante ou de uma imunidade de rebanho na população.

“Do ponto de vista das mortes e do números de casos, a recomendação é manter os protocolos de saúde até a chegada de uma vacina ou uma população ter uma proteção que possa justificar um menor número de casos. Isso dependerá de uma série de fatores que a curto prazo não temos respostas”, esclarece a professora. 

Ela explica que a imunidade de rebanho é a proteção indireta de uma doença infecciosa, que ocorre quando uma porcentagem da população já contraiu um vírus, para que mesmo quem não teve a doença deixe de correr risco de se infectar. Porém, Sylvia Lemos Hinrichsen destaca que ainda não há dados para garantir essa imunidade coletiva.

Sobre os vários  boatos que circulam nas redes sociais de que o Sars-Cov-2 não sobrevive a temperaturas maiores do que 36°C e de que a doenç está completamente controlada, a professora lamenta o papel negativo das notícias falsas. 

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“As informações não fidedignas ou as conhecidas ‘fake news’ não são boas. Elas geram expectativas que não se concretizam, não são baseadas em evidência científica e isso atrapalha, principalmente na rotina e no ambiente que ainda estamos vivendo de muitas incertezas, porque a própria doença é nova”, diz a infectologista. 

A médica pontua que a recomendação para este momento, com 150 mil mortes no País, é que a população respeite a vulnerabilidade do outro, sendo responsável com as medidas preventivas. “Até termos uma vacina ou evidências científicas sobre a imunidade de rebanho, as pessoas precisam seguir os quatro pilares, que são o uso de máscara, o distanciamento social com aglomerações, o espaçamento físico e a higienização das mãos com água, sabão e álcool em gel”, explica. 

Covid-19 no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo novo coronavírus constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o mais alto nível de alerta da organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Em 11 de março de 2020, a Covid-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia.

Até o dia 8 de outubro, foram confirmados no mundo 36.002.827 casos e 1.049.810 mortes. Na região das Américas, 11.441.282 pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus se recuperaram.

Fonte: IG SAÚDE

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Mortes por covid-19 chegam ao menor nível desde maio, diz Fiocruz

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O Brasil registrou 461,14 mortes diárias por covid-19, de acordo com a média móvel de sete dias. Segundo os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse é o menor patamar de óbitos diários desde 6 de maio, quando ocorreu uma média de 437,57 mortes pela doença.

Os dados divulgados ontem (24) também mostram que houve quedas de 6,5% no número de mortes em relação à média móvel de sete dias registrada uma semana antes (493,43) e de 33,4% na comparação com os óbitos de um mês antes (692,43).

O pico de mortes por covid-19 no país (1.094,14) foi atingido no dia 25 de julho.

Casos

A média móvel de sete dias de novos casos ficou em 22.483,14 ontem (24). Nesse tipo de análise, no entanto, houve alta de 11% em relação aos casos da semana anterior. Na comparação com o mês anterior, foi observada uma queda de 22,1%.

O pico de casos diários (47.514,57) foi registrado em 28 de julho.

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Estados

Doze unidades da federação tiveram queda na média de mortes em relação à semana anterior. Entre os maiores recuos estão Rondônia (-47,9%), Ceará (-44,6%) e Distrito Federal (-33,8%). Dez estados tiveram aumento na média de óbitos, com destaque para locais como Pará (95,4%), Amapá (66,3%) e Acre (40,8%).

Os estados com maior média de mortes ontem foram São Paulo (104,86), Rio de Janeiro (65,14) e Minas Gerais (46,71). Santa Catarina manteve o número de mortes entre uma semana e outra. Roraima, Tocantis e Mato Grosso do Sul não tiveram seus dados divulgados.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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