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20 milhões de infecções: gráficos mostram onde casos de Covid-19 crescem mais

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coveiro
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Coveiro trabalha em Vila Formosa, em São Paulo, onde número de mortos é alto

Passaram-se pouco mais de seis meses desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o novo coronavírus uma emergência global .

Desde então, o vírus Sars-CoV-2, que causa a doença Covid-19 , continuou se espalhando pelo mundo, com 20 milhões de casos em 188 países e territórios , segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10/08) pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Mais de 730 mil pessoas morreram da doença .

Gráfico

BBC
Evolução do número de casos tem curva exponencial

Os casos de Covid-19 continuam aumentando em diversos países, incluindo aqueles que tiveram um aparente sucesso no começo do combate à doença e estão vivendo um avanço de infecções novamente.

Os gráficos a seguir põem em perspectiva a magnitude da crise em diferentes partes do mundo.

América Latina continua sendo o epicentro

Segundo a OMS , a América Latina é o atual epicentro da pandemia, lugar ocupado anteriormente por China, Europa e EUA.

O Brasil registrou o segundo maior número de casos no mundo, depois dos EUA, e já passa de 100 mil mortes por covid-19 .

gráfico de mortes e casos no Brasil

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O México é o país na região latino-americana em número de infecções, e a doença avança rapidamente em nações como Colômbia, Peru, Argentina e Venezuela.

O gráfico a seguir dá uma ideia de como se comparam os casos na América Latina e no Caribe com outras regiões do mundo.

comparacao de casos de covid-19 por regiao

BBC

Índia lidera novos casos e mortes por dia no mundo

O país asiático registra mais de 50 mil novas infecções por dia há mais de uma semana, e agora está com 2,2 milhões de casos .

O segundo país mais populoso do mundo, com 1,38 bilhão de habitantes, tem a quinta mais alta taxa de mortalidade do mundo. Apesar do aumento de casos, a Índia continua a flexibilizar medidas de restrição de circulação das pessoas, adotadas para tentar conter o vírus.

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gráfico de mortes e casos na índia

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Novo aumento na Europa, e a ‘pior alta’ da Espanha

Diversos países europeus registraram um aumento recente de casos.

Turistas britânicos no continente são alertados de que deverão entrar em quarentena de duas semanas caso retornem de países como Espanha, Bélgica ou Luxemburgo, que vivem alta de infecções.

Os casos de Covid-19 na França também começaram a subir.

Gráfico

BBC

Alguns países da Europa voltaram a adotar ordens de isolamento regional nas regiões mais afetadas, e o uso de máscaras e o distanciamento social entre a população foi cobrado mais uma vez.

A Espanha parece estar experimentando a pior escalada até agora, embora a maioria dos novos casos esteja concentrada na região Nordeste do país.

gráfico de segunda onda na europa

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Os países que tiveram sucesso no início e agora sofrem novamente

Nações fora da Europa que pareciam ter controlado os surtos iniciais da doença em seus territórios têm enfrentado também um aumento de casos. Entre eles, Israel, Peru , Austrália e Japão.

gráfico de países com segunda onda

BBC

A tabela a seguir pode ser reordenada segundo o número de mortes, taxa de mortalidade e total de casos.

A aparente queda no número de casos e mortes nos EUA

Os Estados Unidos têm registrado um número recorde de novos casos nas últimas semanas, ainda que as cifras estejam caindo outra vez.

O número de mortos passa de 160 mil, mais de um quinto de todas as mortes por Covid-19 registradas ao redor do mundo.

mapa de casos nos eua

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O presidente americano, Donald Trump , alertou a população que a pandemia nos Estados Unidos ainda pode “piorar antes de melhorar”.

Segundo projeção da Universidade de Washington, o número de mortos pode ultrapassar 295 mil no início de dezembro, embora esse número possa cair para quase 230 mil se 95% dos americanos usarem máscaras em público. Há bastante polarização política no país em torno do uso de máscara, impulsionada por Trump, que a rejeita.

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Desde Wuhan

O vírus que causa a infecção covid-19 foi detectado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan, no final de 2019.

Surtos se espalharam rapidamente pelo mundo nos primeiros meses de 2020, e em 11 de março a OMS classificou a doença como uma pandemia, que ocorre quando uma doença infecciosa é facilmente transmitida de pessoa para pessoa em várias partes do mundo ao mesmo tempo.

A Europa e a América do Norte tiveram seus primeiros grandes surtos em abril, mas à medida que os casos começaram a diminuir ali, outras regiões começaram a enfrentar o avanço da doença, como a América Latina.

Observação sobre dados utilizados

Os gráficos que acompanham o texto acima são oriundos de diversas fontes, a exemplo de registros compilados pela Universidade Johns Hopkins, dados do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC), agências governamentais e de saúde pública e estatísticas demográficas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao comparar números de diferentes países, é importante levar em conta que nem todos os governos registram os casos e as mortes por coronavírus da mesma maneira. Assim, é bastante difícil fazer comparações entre países de modo preciso.

Outros fatores a serem considerados são: diferentes tamanhos de população, o número de idosos em cada país e o tamanho da parcela de habitantes que vivem em áreas densamente povoadas. Os países também podem estar em diferentes estágios da pandemia, algo que pode ser percebido também dentro de nações de extensão continental, como Brasil e EUA.


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Fonte: IG SAÚDE

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Momento Saúde

Brasil terá maior fábrica de vacinas da América Latina

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A Fundação Oswaldo Cruz e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) assinaram hoje (17) acordo para instalação da maior fábrica de vacinas da América Latina. O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde vai ocupar uma área de 580 mil metros quadrados e terá capacidade de produção de 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano e será instalada em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro.

As vacinas contra meningite, hepatite e tríplice bacteriana, que atualmente são importadas, vão passar a sair do polo. O acordo prevê a construção de nove prédios e a inauguração está prevista para 2023 e deverá gerar cinco mil empregos diretos. O complexo será responsável por toda produção de vacinas da Fiocruz, inclusive a de covid-19, quando esta for aprovada.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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