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A epidemia que está agravando a crise da covid-19: comida de baixa qualidade

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BBC News Brasil

Garoto tomando sorvete

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Uma boa nutrição é fundamental para prevenir doenças. E a covid-19 não seria uma exceção

“A alimentação é o maior risco do coronavírus e ninguém está falando disso.”

A afirmação é da endocrinologista argentino-americana Mariela Glandt, que acaba de publicar o livro How To Eat In The Time Of Covid-19: Begin Improving Your Metabolic Health ( Como comer nos tempos de covid-19: Comece a Melhorar Sua Saúde Metabólica, em tradução livre)

Glandt, que se formou nas universidades de Harvard e Columbia, nos Estados Unidos, é especialista em diabetes, uma das condições médicas que, junto com doenças cardiovasculares, obesidade e problemas respiratórios, fazem com que as pessoas infectadas com covid-19 corram mais risco de morrer.

A exemplo do que vários outros pesquisadores que estudam o vírus desde o início da pandemia dizem, ela acredita que nosso sistema imunológico deve ser fortalecido para que, se contrairmos a covid-19, as consequências sejam muito mais leves.

E, para fortalecer nosso sistema imunológico, a chave está na alimentação. Para saber como comer durante a pandemia, conversamos com Mariela Grandt.


Por que você diz que existe um risco do coronavírus que ninguém fala? Qual é esse risco?

O risco é a síndrome metabólica.

Vemos que quem tem mais chances de ir para UTIs são as pessoas, além dos idosos, com hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes.

Eles sofrem de síndrome metabólica. E isso aparece repetidamente como fator de risco para morte por coronavírus.

Mariela Glandt

Avigail Uzi
Mariela Glandt é edocrinologista especializada em diabetes e acaba de publicar o livro ‘Como comer nos tempos de covid-19’

Podemos controlar esses riscos com muito mais facilidade do que você pensa e podemos reverter isso em quatro semanas.

Existem bons estudos que demonstram isso e tenho centenas de pacientes que comprovam.

No momento, estamos todos petrificados pensando em como evitar ser mais uma vítima da covid-19. Aproximadamente 80% das pessoas infectadas não ficam bem, mas também não morrem. Entretanto, 20% apresentam complicações graves.

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O objetivo é ajudar as pessoas a melhorar o sistema imunológico para serem capazes de combater o coronavírus caso sejam infectadas.

A síndrome metabólica é definida quando uma pessoa apresenta 3 destes 5 elementos: pressão alta, açúcar alto, obesidade, triglicerídeos altos e colesterol bom baixo.

Apenas 12% dos adultos americanos não apresentam nenhum desses sintomas, de acordo com pesquisas. Pelo menos entre 60% e 70% da população têm essa síndrome.

Há uma epidemia que está agravando o coronavírus, que é a comida de má qualidade que ingerimos.

Nos últimos anos, comemos alimentos com tanto açúcar e tantos óleos vegetais que não são realmente alimentos. Isso nos deixou doentes.

Então, estamos com pressão alta, obesidade, diabetes galopante, ou pré-diabetes muito alta, por causa do que comemos. E a isso é somado um vírus.

Quando a síndrome metabólica está presente, ela causa uma inflamação crônica. Se você já está em um estado de inflamação crônica, então você não pode obter a defesa que precisa contra o vírus.

Se o vírus se instala em um corpo que não está nas melhores condições, ficamos gravemente doentes.

Como comer em tempos de covid-19?

O mais importante é começar a comer comida real, de verdade.

Quando você vai ao supermercado, tudo o que está perto das paredes geralmente é comida de verdade. E tudo no meio é geralmente mais industrial.

Homem obeso fazendo compras em supermercado

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Nos corredores nas laterais do supermercado geralmente estão os alimentos dos quais precisamos, diz Glandt

O que quero dizer com isto? Coma vegetais, frango, peixe, carne, ovos, laticínios e gordura.

Tudo o que tem baixo teor de gordura tem alto teor de açúcar e isso não é bom para nós. Você pode adicionar café… mas quase não precisará ir até o meio do supermercado.

Como comer hoje quando muitas vezes você não sabe o que a comida tem, como é feita e às vezes não conseguimos decifrar os rótulos

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Estamos em uma crise.

Eu apoio comer orgânicos sempre que possível. É caro, mas é um bom investimento. Vale a pena porque a qualidade da comida é importante.

Se você não consegue ler o que está escrito na embalagem, não compre. Não vai te fazer bem. Essa é minha regra.

Por que você diz que deve mos evitar sucos de frutas?

Nada aumenta seu açúcar mais rápido do que um smoothie ou suco de fruta.

Por exemplo, você toma um suco de laranja e há 5 laranjas espremidas que são puro açúcar e água.

Pergunte a um diabético o que acontece quando ele bebe um copo de suco de laranja. O nível de açúcar no sangue dispara.

O pior é a concepção de acreditar que você está tomando algo que te faz bem.

Primeiro, é melhor comer a fruta do que tomá-la. E em segundo lugar, não coma tanta fruta. Quando trato meus pacientes, eu as elimino completamente. É o doce da natureza.

Jarra com suco de laranja

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Consumir sucos de frutas aumenta significativamente o nível de açúcar no sangue

Alguma outra dica para melhorar nossa dieta em meio à pandemia?

Tomar consciência do que você coloca em seu corpo.

Não existem carboidratos essenciais. O corpo sabe exatamente como produzir todo o açúcar que ele necessita. O cérebro sabe exatamente como viver sem comer carboidratos.

Claro que não precisa ser assim a vida toda.

Desde o surgimento da agricultura, começamos a comer mais carboidratos, mas não açúcar. O açúcar estava apenas nas frutas e no mel.

Isso de comer açúcar todo o tempo está nos adoecendo.


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Fonte: IG SAÚDE

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Marcos Pontes participa de publicação científica sobre nitazoxanida

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, apresentou hoje (24), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o primeiro resultado positivo do estudo clínico com a nitazoxanida para o tratamento da covid-19. 

Coordenado pela pneumologista e professora da UFRJ Patrícia Rocco, o estudo teve publicação científica prévia apresentada no auditório da universidade, com a presença de Marcos Pontes e do secretário de Pesquisa e Formação Científica, Marcelo Morales.

O ministro afirmou que o medicamento é uma ferramenta no enfrentamento da covid-19. De acordo com Marcos Pontes, o estudo tem uma importância gigantesca, já que conseguiu demonstrar que a nitazoxanida reduz a carga viral. “Depois do final do tratamento de 5 dias, nos próximos sete dias após a medicação, tem pacientes que têm a carga viral negativada.”

O ministro disse ainda que a nitazoxanida “é ferramenta que a ciência oferece para os médicos e isso é importante para o Brasil e para o mundo”. “É uma ferramenta que vai nos ajudar não só para a saída da pandemia, como para no futuro, transformar o coronavírus em algo completamente tratável. Esse é só começo”, avaliou. 

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A nitazoxanida é um vermífugo utilizado no Brasil para o tratamento do rotavírus e foi testada para a covid-19 em 475 pacientes sintomáticos do 1º ao 3º dia de sintomas. Durante os testes, 78% deles deixaram de apresentar sintomas após 5 dias seguidos de uso do medicamento.

Segundo o ministro, outros países já demonstraram interesse no estudo, o que, para ele, é um grande passo da ciência brasileira no combate à covid-19.

A professora Patrícia Rocco admitiu que o medicamento não é a “bala de prata” para a cura da doença, mas defendeu que o estudo foi bem desenhado para o redirecionamento do uso da droga para a covid-19.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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