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Agência de remédios da UE prevê vacina contra Covid apenas para 2021

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Vacinação em massa contra a Covid-19

O diretor-executivo da agência de medicamentos da União Europeia (EMA), Guido Rasi, jogou hoje um balde de água fria naqueles que esperam uma vacina efetiva contra a covid-19 já para este ano. Em entrevista à emissora italiana Sky TG24, Rasi afirmou que as primeiras doses de uma futura imunização devem chegar apenas “na primavera [europeia] de 2021”, estação que vai do fim de março ao fim de junho.

“É muito difícil, quase impossível, ter a vacina até o fim de 2020. Eu diria que o ano da vacina será 2021, e esperamos que seja o ano das vacinas, no plural”, declarou o diretor da EMA. Segundo Rasi, “se tudo correr bem”, a agência pode aprovar “três vacinas” contra o novo coronavírus nos primeiros meses de 2021.
Além disso, de acordo com o italiano, a pandemia sofrerá uma “redução importante” somente depois de um ano da disponibilização de uma imunização. “A chegada da vacina é o início do fim da pandemia, mas não o fim.

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No começo, não poderemos abrir mão de máscaras e distanciamento”, acrescentou. A EMA já iniciou a chamada “revisão contínua” dos dados referentes às vacinas de Oxford/AstraZeneca e Biontech/Pfizer e determinou que a candidata da Moderna é elegível para essa etapa.

Normalmente, toda a documentação referente ao processo de aprovação de um medicamento é entregue à agência de uma só vez. No entanto, no caso de uma “revisão contínua” (“rolling review”, em inglês), a EMA analisa os dados conforme eles são disponibilizados pelos estudos em curso. Após a agência considerar que as informações disponíveis já são suficientes, as empresas produtoras devem submeter um pedido formal de registro.

Fonte: IG SAÚDE

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Comícios influenciaram aumento dos casos de Covid-19 no Amazonas, diz Vigilância

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Foto: Mário Oliveira/SECOM

Pessoas caminham de máscara no centro de Manaus

O aumento de casos de Covid-19 em Manaus, no Amazonas, tem relação com o início da campanha eleitoral no Brasil. A informação foi divulgada pela diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Pinto, em coletiva de imprensa na sede do Governo do Amazonas, Zona Oeste, nesta terça-feira (27).

Ontem (26), o Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) denunciou uma série de irregularidades no tratamento e internação de pacientes do Hospital 28 de Agosto, em Manaus. Vídeos gravados dentro da unidade mostram macas amontoadas, aglomeração entre pacientes e acompanhantes.

“Alguns estão indo a óbito, principalmente quem se expôs em comícios, passeatas e andanças, ou que tiveram contato com pessoas que frequentaram esses lugares”, explicou Rosemary Pinto. “Estamos vendo pessoas aglomeradas. A maioria não usa máscaras nesses eventos”, acrescentou.

Rosemary ressaltou que, em setembro, a FVS enviou recomendação ao junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e fez uma consulta junto ao órgão sobre medidas para coibir aglomerações.

O secretário estadual de Saúde Marcellus Campêlo anunciou medidas para desafogar a demanda no Hospital 28 de Agosto, como a transferência de pacientes para abertura de leitos e a realização de 180 cirurgias ortopédicas no período noturno.

“Existe um protocolo estabelecido em toda a rede de saúde. O quinto andar do hospital é destinado aos pacientes com a doença. Na sala rosa são levados os suspeitos para diagnóstico; em caso de confirmação, ele é transferido para o Delphina ou, se houver vaga, permanece no 28 de agosto”, explicou.

No Hospital Delphina Aziz, 60% dos leitos estão ocupados por pessoas em fase de recuperação de sequelas da Covid-19, como diabéticos e pacientes renais, alguns hospitalizados há mais de quatro meses. De acordo com o governador Wilson Lima, a terceira fase do plano de contingência já foi acionada em caso de necessidade de ampliação da estrutura.

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Decreto prorrogado

O aumento de casos e de internações pelo novo coronavírus (Covid-19) em Manaus e nos municípios do interior do Amazonas resultaram na prorrogação por mais 30 dias do decreto que suspende o funcionamento de bares, praias, casas de shows, balneários e flutuantes no estado.

Durante o anúncio do prolongamento da medida, o governador Wilson Lima destacou que o aumento dos casos tem a ver principalmente com as campanhas políticas que tiveram início no Amazonas e causam aglomerações.

“Os eventos políticos, convenções, reuniões, caminhadas, fizeram com que os casos aumentassem no interior. Também estamos tendo a antecipação do período chuvoso, o que aumenta a incidência de doenças respiratórias”, disse. “Todo esse cenário tem causado uma pressão sobre a nossa rede e tem feito com que algumas unidades cheguem a sua capacidade máxima”, revelou. 

Fonte: IG SAÚDE

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