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Apenas 19% da população carcerária de MT fez teste para Covid-19

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Penitenciária Central do Estado tem o maior número de infectados
Secom/MT

Penitenciária Central do Estado tem o maior número de infectados

Desde junho professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) monitoram os números de casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas unidades prisionais do estado. O último levantamento identificou que 1.081 detentos testaram positivo para a Covid-19, número que representa apenas  9,4% dos 11.502 encarcerados das 48 prisões de MT.

O trabalho dos docentes da UFMT é comparar os dados oficiais com os números que são divulgados. A preocupação dos professores é que menos de 20% dos presos foram testados. “Não há testagem em massa da população privada de liberdade no estado de Mato Grosso. Na verdade, há cerca de 19% da população carcerária total que foi até o momento testada, o que não demonstra um número significativo de testes”, afirma a coordenadora do programa Prisões Pandemia, Paula Gonçalves.

Paula apela para a necessidade de que mais testes sejam feitos. “Nós estamos falando não somente de uma testagem em massa, mas ao menos uma testagem que represente um quantidade significativa pra que políticas de prevenção da Covid-19 possam ser feitas a partir dos dados”, diz.

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A maior população carcerária de Mato Grosso se concentra na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde vivem 2.301 detentos. Entre eles 366 foram diagnosticados com Covid-19, mas para o professor da UFMT Giovane Santin, o número real pode ser muito maior do que o divulgado.

“Não conhecemos quais são os critérios utilizados para definir quem são as pessoas testadas. Se esses critérios foram a recomendação médica e as pessoas sintomáticas em relação a Covid-19, a nossa hipótese se confirma na medida em que nós sabemos que pessoas assintomáticas também transmitem o vírus”, afirma ele.

Quem é testado?

De acordo com a superintendente de Política Penitenciária, Michelli Monteiro,  os testes são feitos a partir da existência de sintomas.   “Nós seguimos os termos técnicos para a aplicação dos testes. Nós temos a disposição os testes rápidos, os testes PCR e a descrição deles, que diz que é necessário um período de tempo e a existência de sintomas”, justifica.

Ela diz que em caso de recomendação do médico da unidade todos os presos podem ser testados, caso que aconteceu na Cadeia de Nova Mutum, onde 103 dos 107 detentos tinham Covid-19.

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Superlotação de cadeias aumenta o risco de contágio da doença

Se a superlotação dos presídios já era um problema antes da pandemia, agora tudo ficou mais evidente. Afinal, como manter o distanciamento social em uma prisão com capacidade de abrigar 851 presos que na verdade contam com 2 mil encarcerados? Esse é o caso da Penitenciária Central do Estado de Mato Grosso.

Segundo Micheli Monteiro, o plano de contigenciamento  da PCE prevê uma quarentena de 14 dias para novos presos. “A gente reputa que o sucesso nos nossos números, nesse controle da Covid-19 nas unidades penais, é justamente por conta desse isolamento prévio. A pessoa vem da rua, espera durante esse período, passa por esse acompanhamento e só então é incluída junto aos demais”, afirma.

A superintendente ressalta que o contágio na Penitenciária Central do Estado não põe em risco apenas os encarcerados, mas também os servidores da unidade. Em Alta Floresta, na Cadeia Pública, três agentes penitenciários morreram com Covid-19 .

Fonte: IG SAÚDE

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Vítimas recentes da dengue podem ter imunidade contra a Covid-19

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Mosquito transmissor da dengue
Venilton Kuchler / ANPr

Mosquito transmissor da dengue

Um estudo preliminar do cientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor catedrático da Universidade Duke, na Carolina do Norte, mostra que lugares onde parte da população teve cass recentes de dengue demoraram mais para que fosse registrada a transmissão comunitária do novo coronavírus (Sars-CoV-2), responsável por causar a Covid-19.

A pesquisa ainda não passou pela revisão dos pares nem foi publicada em uma revista científica, mas indica que existe uma possível interação imunológica entre o vírus causador da Covid-19 e do da dengue.

Desde o início da pandemia, Nicolelis se dedica a estudar o comportamento do novo coronavírus no Brasil. Ainda de acordo com a pesquisa, há a possibilidade de que vacinas aprovadas ou em desenvolvimento para a dengue possam provocar alguma forma de proteção contra o novo coronavírus.

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“Essa descoberta surpreendente levanta a intrigante possibilidade de uma reação cruzada entre o vírus da dengue e o SARS-CoV-2. Se comprovada correta em futuros estudos, esta hipótese pode significar que a infecção pela dengue ou uma eventual imunização com uma vacina eficaz e segura para dengue poderia produzir algum tipo de proteção imunológica para SARS-CoV-2, antes de uma vacina para SARS-CoV-2 se tornar disponível”, diz um trecho do estudo.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, o pesquisador disse que já existem trabalhos mostrando que algumas pessoas que testam positivo para o novo coronavírus não tem o vírus no organismo, o que sugere que essas pessoas produzem um anticorpo que age nas duas doenças.

“Isso indica que existe uma interação imunológica entre os dois vírus que ninguém poderia esperar, porque os dois vírus são de famílias completamente diferentes”, afirmou.

Fonte: IG SAÚDE

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