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Casos de intoxicação por ivermectina nos EUA mais que dobram em menos de um ano

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Consumo de ivermectina preocupa especialistas
Isabela Silveira

Consumo de ivermectina preocupa especialistas

O uso indiscriminado da ivermectina , que não têm eficácia contra covid-19, tem chamado atenção das autoridades de saúde dos Estados Unidos. Enquanto o país observa uma alta no número de casos, o FDA (Food and Drug Admistration), já recebeu mais que o dobro de notificações de intoxicações graves causadas pela substância antiparasitária.

Segundo o Financial Times, até agora, a agência reguladora recebeu 49 notificações de intoxicação ou reações adversas graves relacionadas ao consumo em pessoas infectadas com o novo coronavírus. Durante todo o ano de 2020, foram 23 casos.

Se observados os números gerais, independentemente da covid-19, a estatística também aumentou. Em 2021, até este mês, foram 110 notificações, ante 99 em todo ano de 2020.

De acordo com o jornal norte-americano, o aumento na procura por esse medicamento pode ser relacionado com a promoção por analistas conservadores como um tratamento, embora o medicamento não seja aprovado para este fim.

Estudos preliminares chegaram a sugerir que ela poderia reduzir a mortalidade dos pacientes com covid-19, mas o FDA analisou que os dados atuais não sustentam a liberação da prescrição e não o aprovou. A Merck, que fabrica o medicamento, também afirmou que não há base científica para o uso a partir de estudos pré-clínicos.

A ivermectina pode ser usada por humanos em pequenas quantidades para o tratamento de vermes, parasitas e piolhos, mas é muito mais usada para tratar animais.

No Novo México, as autoridades investigam se a morte de duas pessoas com covid-19 estão relacionadas a uma eventual overdose. Desde dezembro, o estado registrou 26 overdoses em razão do medicamento. Nos meses anteriores, foram 11.

Doses muito altas da ivermectina podem causar alucinações, convulsões, tontura, distúrbios nervosos, formigamento e até mesmo levar o paciente ao coma, alertou a diretora do Centro de Informações e Medicamentos do Novo México, Susam Smolinske.

“Pare com isso”

Há alguns dias, o FDA foi às redes sociais apelar para que a população não utilize o medicamento. “Você não é um cavalo. Você não é uma vaca. Sério pessoal. Pare com isso”, dizia a postagem.

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Ao Financial Times, o pesquisador do Centro Johns Hopkins de Segurança e Saúde, Amesh Adalja, se mostrou preocupado com os dados. “Algumas pessoas estão recebendo prescrições oficiais de médicos e usando as doses humanas padrão, usadas para infecções parasitárias. Outras, obtendo a versão veterinária do medicamento e usando doses que não são calibradas, orientadas para humanos”, disse.

O jornal lembra ainda que a ivermectina foi politizada e promovida pelo ex-presidente Donald Trump, que também incentivou o uso da hidroxicloroquina – outra substância que não tem eficácia comprovada.

Fonte: IG SAÚDE

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Momento Saúde

Rio aplica 61,4 mil vacinas em dia D para crianças e adolescentes

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A prefeitura do Rio de Janeiro aplicou 61.432 doses de vacinas em crianças e adolescentes durante o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, realizado ontem (16). Foram aplicadas 18 vacinas que protegem contra diversas doenças como tuberculose, hepatite, febre amarela, sarampo, caxumba, meningite, entre outras.

campanha, que mobiliza todas as unidades de atenção primária, teve início no dia 1º e vai até 29 de outubro. O objetivo é regularizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes até 15 anos de idade em todo o país.

Segundo o Ministério da Saúde, desde 2015, tem havido uma queda da cobertura vacinal, agravada com a chegada da pandemia. A vacinação é importante para evitar que algumas doenças que já estão erradicadas voltem a causar preocupações.

Entre os imunizantes que fazem parte da campanha estão, por exemplo, a BCG, a pentavalente, a tríplice viral, a tetraviral e a tríplice bacteriana. Em razão da pandemia de covid-19, o Ministério da Saúde enviou aos estados e municípios orientações parar garantir protocolos de saúde, como uso de máscaras, espaços ventilados e higienização das mãos.

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A pasta informa que não há restrição para que os adolescentes de 12 a 15 anos vacinados contra a covid-19 há poucos dias recebam os demais imunizantes. Não é necessário aguardar nenhuma janela de tempo entre as aplicações.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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