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Covid-19: Butantan atinge 50 milhões de doses da CoronaVac enviadas ao PNI

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Covid-19: Butantan atinge 50 milhões de doses da CoronaVac enviadas ao PNI
Foto: Eduarda Esteves/iG

Covid-19: Butantan atinge 50 milhões de doses da CoronaVac enviadas ao PNI

Com a entrega de mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde nesta quarta-feira (16), o Instituto Butantan atingiu a marca de 50 milhões de vacinas entregues ao Plano Nacional de Imunizações (PNI). O imunizante é produzido em parceria com o laboratório SinoVac.

A previsão do governo de São Paulo, a que o instituto é vinculado, é de entregar outras 50 milhões de doses, totalizando 100 milhões, até 30 de setembro.

“É a metade do compromisso estabelecido pelo Butantan com o Ministério da Saúde, de 100 milhões de doses. E vamos prosseguir com as entregas”, destacou Doria.

Na próxima sexta-feira (18), quando está prevista a liberação de outras 2,2 milhões de doses da CoronaVac, o governador João Doria (PSDB) deve confirmar a data da chegada de um lote de 6 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) vindos da China. A quantia é suficiente para a produção de 10 milhões de doses e está prevista para desembarcar no Brasil em 28 de junho.

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Escalonamento da vacinação em São Paulo

Doria, que participou de liberação do lote do Butantan nesta quarta-feira (16), afirmou que o escalonamento da vacinação para pessoas entre 50 e 59 anos na cidade de São Paulo foi pedida pelo prefeito, Ricardo Nunes. O objetivo da prefeitura é evitar a formação de filas nos postos de saúde já que esse grupo, segundo Doria, tem o maior volume de pessoas na capital paulista.

A prefeitura de São Paulo divulgou na última terça o novo calendário de vacinação contra a Covid-19 com datas estendidas para essa faixa etária.

“O escalonamento melhora o conforto, a funcionalidade e a previsibilidade da população. Não vejo nenhuma razão para problemas em outras cidades que desejarem escalonar a sua vacinação dentro do critério onde a data que se inicia a vacinação naquela faixa etária seja a mesma para todos”, declarou o governador.

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Veja as entregas de doses ao Ministério da Saúde em 2021:

  •  Janeiro: 8,7 milhões
  •   Fevereiro: 4,583 milhões
  •   Março: 22,7 milhões
  •   5 de abril : 1 milhão
  •   7 de abril : 1 milhão
  •   12 de abril : 1,5 milhão
  •   14 de abril: 1 milhão
  •   19 de abril: 700 mil
  •   22 de abril: 180 mil
  •   30 de abril: 420 mil
  •   6 de maio: 1 milhão
  •   10 de maio: 2 milhões
  •   12 de maio: 1 milhão – totalizando as 46 milhões do primeiro contrato
  •   14 de maio: 1,1 milhão
  •   11 de junho: 800 mil
  •  14 de junho: 1 milhão
  •  16 de junho:1 milhão
Fonte: IG SAÚDE

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Redução do intervalo entre doses será avaliada após envio de vacinas a adultos

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Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde
Reprodução/Allan Phablo/PMM

Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde

Uma nota assinada pelo Ministério da Saúde e os conselhos estaduais e municipais de secretários de Saúde definiu que a redução do intervalo entre doses da vacina só será analisada após a distribuição da primeira dose para toda população acima de 18 anos. A medida é um recuo em relação a um anúncio feito na segunda-feira pelo secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz. Na ocasião, Cruz afirmou que haveria uma redução de três meses para 21 dias no intervalo de aplicação da vacina da Pfizer.

“Nossa expectativa é atingir a população acima de 18 anos vacinada até o começo de setembro. A partir daí, vamos discutir a redução no intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a 2ª dose em um número maior de pessoas e também os abaixo de 18 anos”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por meio das redes sociais da pasta após a divulgação do comunicado.

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Além de Queiroga,  Carlos Eduardo Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), e Willames Freire, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), subscrevem a nota. Os gestores anunciam ainda que adolescentes entre 12 e 17 anos serão incluídos na vacinação contra Covid-19 após o envio da primeira dose para toda população adulta do país. Adolescentes com comorbidades terão prioridade na vacinação. A imunização de adolescentes chegou a ser anunciada por alguns estados mais avançados no cronograma de vacinação, como São Paulo.

“Estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas, sob pena de responsabilidade futura”, diz o documento, acrescentando:

“O sucesso da vacinação depende da atuação sinérgica, harmônica e solidária entre os níveis federal, estadual e municipal, além da colaboração imprescindível da sociedade civil e dos meios de comunicação”.

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Na segunda-feira, o secretário executivo do Ministério da Saúde confirmou à imprensa que haveria redução no intervalo, mas sem especificar quando a mudança ocorreria. Já a nota desta terça-feira diz que a medida será “avaliada” no futuro.

“A gente só estudando para ver qual o melhor ‘timing’ disso, mas que vai diminuir, vai”, afirmou Cruz na segunda-feira. “A gente precisa verificar o cenário de abastecimento, porque a Câmara Técnica já sinalizou que é interessante avançar a imunização em primeira dose e, só então, quando a gente tiver um cenário mais tranquilo de imunizados com a primeira dose, a gente reduz o prazo para completar a imunização”.

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Após a fala de Cruz, Queiroga também abordou o assunto na segunda-feira:

“O grupo técnico do PNI opinou por fazer um espaço (entre as duas doses) mais alargado naquele primeiro momento porque queríamos avançar na primeira dose. Mas, como as vacinas da Pfizer estão chegando agora num volume maior, é possível mudar essa estratégia. Nós já fizemos várias análises e, com as entregas que temos, é possível voltar para o prazo que está na bula (21 dias)”, afirmou Queiroga.

A redução do intervalo entre as doses seria uma estratégia para aumentar a proteção da população contra a variante Delta da Covid-19, uma vez que possibilitaria a conclusão do esquema vacinal em mais gente. Porém, não há consenso entre especialistas. Há aqueles que defendem que a melhor estratégia seria imunizar com a primeira dose o maior número possível de pessoas.

O GLOBO questionou o Ministério da Saúde sobre o motivo do recuo e se as comunicações desencontradas podem afetar a vacinação no país, mas ainda não obteve resposta.

Fonte: IG SAÚDE

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