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Covid-19: Fiocruz indica permanência de alta letalidade no Rio

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O boletim Observatório Fiocruz Covid-19 relativo às semanas epidemiológicas 35 (23 a 29 de agosto) e 36 (30 de agosto a 5 de setembro) mostra que a letalidade por covid-19 permanece alta no Rio de Janeiro e aumentou consideravelmente em Goiás. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a análise divulgada hoje (12) aponta que esse cenário pode indicar falhas na atenção primária e na vigilância epidemiológica nesses estados.

Segundo o levantamento, o país apresenta uma ligeira tendência de queda no número de mortes por covid-19, mas se mantém em patamares ainda altos de número de casos notificados. O boletim mostra tendência de aumento do número de casos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e aumento da mortalidade no Amazonas e no Pará, que vinham apresentando redução no número de óbitos.

Em relação aos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19, o boletim chama atenção para a redução da disponibilidade de leitos no Amazonas e a sobrecarga do sistema hospitalar em Goiás e no Rio de Janeiro. Segundo a Fiocruz, a capital fluminense encontra-se novamente na zona crítica, com 82% dos seus leitos de UTI Covid-19 ocupados. De acordo o documento, este resultado pode ser parcialmente atribuído à desativação dos hospitais de campanha no estado do Rio.

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De acordo com o boletim divulgado hoje pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio, o estado contabiliza 16.895 mortes por covid-19 e 240.776 casos confirmados. O número de pacientes recuperados da doença é de 218.603 no estado. A capital fluminense registra 10.113 óbitos pela covid-19 e 95.190 casos confirmados.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Novos casos de covid-19 em Manaus não são 2ª onda, diz pesquisador

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Ainda é cedo para dizer que uma “segunda onda” do novo coronavírus atingiu Manaus, mas o momento é de atenção. A afirmação é do pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do sistema Infogripe, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde e ativo desde 2014. Segundo ele, o aumento de casos na cidade é um fato que deve ser encarado com atenção, mas sem pânico.

“Falar de segunda onda pode ficar mais claro mais à frente, caso volte a ter um crescimento descontrolado, uma aceleração no contágio. A gente não está nessa fase, é um crescimento lento. Não é uma situação de pânico, porque não estamos na situação anterior, mas inspira cuidados”, disse ele em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o pesquisador, os dados mais recentes coletados pela Fiocruz mostram que a capital amazonense tem mostrado um crescimento no número de casos que, apesar de não ser rápido e intenso para caracterizar uma segunda onda do vírus na cidade, deve ser visto com preocupação.

“O que temos de dados apontam para esse cenário de ter, de fato, um sinal muito sugestivo de retomada de crescimento [nas contaminações], mas esse crescimento ainda é, felizmente, lento. É melhor aproveitar que ainda é lento e agir, reavaliar as medidas de flexibilização já tomadas e ver no que, eventualmente, deve se recuar”, opinou.

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Dados do governo do Amazonas mostram que o crescimento acentuado, ou a “primeira onda”, começou a se desenhar no fim de março, com pico no início de maio. Após uma forte queda em números de hospitalizações e óbitos pelo vírus, os números voltaram a subir a partir do início de agosto, mas ainda em uma proporção muito inferior ao registrado em maio. “Ainda não é uma situação catastrófica, mas os cuidados precisam redobrados neste momento para que a gente não chegue [ao estágio anterior]”, disse.

A prefeitura de Manaus já percebeu esse movimento ascendente de contaminações. Em 18 de setembro, o prefeito da cidade, Arthur Virgílio, decidiu fechar a praia do Complexo Turístico Ponta Negra, principal ponto turístico da capital. A prefeitura também ampliou, de 11 para 18, o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) para atendimento preferencial de casos de covid-19.

“Desde que os números de casos confirmados de covid-19 e de internações em hospitais da cidade por causa da doença cresceram, a prefeitura de Manaus vem tomando medidas para a proteção da população”, disse a assessoria de imprensa da prefeitura. 

O prefeito também é favorável a um lockdown (confinamento) na cidade por, pelo menos, duas semanas. Mas só adotará a medida se houver apoio do governo do estado, uma vez que o município não tem efetivo policial suficiente para fazer valer as ações, caso sejam tomadas.

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Imunidade de rebanho

O aumento de casos de covid-19 em Manaus põe à prova a tese de que a população da cidade já estaria, em sua grande parte, imune ao vírus, uma vez que muitos já tiveram contato com ele, a chamada “imunidade de rebanho”. Mais uma vez, o pesquisador da Fiocruz entende que é cedo para tirar essa conclusão.

“A gente não pode afirmar com certeza que Manaus já está com imunidade de grupo. Existem alguns trabalhos sugerindo isso, mas são resultados com limitações e incertezas e, portanto, devem ser interpretados com muita cautela. O risco de apostar todas as fichas na imunidade de grupo é relaxar e descobrir que não estava. E aí pode ser tarde demais”, afirmou.

Outras cidades que já passaram por um pico de contágio e reduziram esses números em seguida podem ter uma situação parecida com a de Manaus.

O Rio de Janeiro, por exemplo, tem experimentado um crescimento nos números de covid-19, mas sem o mesmo viés de alta de Manaus. “O vírus não foi embora e caiu porque a gente agiu. Atenção e cuidado ainda são extremamente necessários”, finalizou o pesquisador.  

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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