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Covid-19: mapa mostra transmissão “extremamente alta” em quase todo o Brasil

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Covid-19: mapa mostra transmissão 'extremamente alta' em quase todo o Brasil
Luis Barrucho – @luisbarrucho – BBC News Brasil em Londres

Covid-19: mapa mostra transmissão ‘extremamente alta’ em quase todo o Brasil

A transmissão comunitária da covid-19 permanece em níveis “extremamente altos” em quase todo o Brasil, um sinal de que a pandemia do novo coronavírus segue descontrolada no país, segundo um mapa inédito feito por pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Com base em dados do SIVEP-Gripe, Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe do Ministério da Saúde, e estimativas corrigidas, eles observaram a evolução do número de hospitalizações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por data dos primeiros sintomas e constataram que na semana iniciada em 7 de junho, a transmissão comunitária do vírus está “extremamente alta” em todas as Unidades da Federação, com exceção de Roraima e Espírito Santo. Nesses dois últimos, “muito alta”.

Isso quer dizer, segundo Leonardo Bastos, estatístico e pesquisador em Saúde Pública do PROCC (Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz), os 24 Estados e o Distrito Federal têm uma taxa superior à de 10 hospitalização por cada 100 mil habitantes, “valor referência de algo extremamente alto”, diz ele em sua conta oficial no Twitter.

“Muitos estão bem acima, e já estiveram pior”, acrescenta.

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Chama-se “transmissão comunitária” a ocorrência de casos sem vínculo a um caso confirmado, em área definida. Ou seja, quando não é mais possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre as pessoas, independente de terem viajado ou não para o exterior.

Este é o caso do novo coronavírus no Brasil e em muitos países do mundo.

Bastos ressalva que, embora hospitalizações não sejam necessariamente casos confirmados, “podemos assumir que o número de casos é proporcional ao número de hospitalizações”.

Além disso, acrescenta ele, apesar de nem todas as notificações de SRAG serem associadas à covid, desde março de 2020, “a grande maioria das hospitalizações por SRAG são covid, sim”.

Mapa de transmissão comunitária de covid no Brasil

Leo Bastos

‘Foguete parado na estratosfera’

Portanto, quando se ouve falar de “estabilidade da pandemia de covid-19” no Brasil, isso não significa que ela está, necessariamente, sob controle.

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Pelo contrário, os casos permanecem em “um patamar absurdamente elevado, que gera, por consequência, um número altíssimo de internações e de óbitos”, diz à BBC News Brasil Isaac Schrarstzhaupt, cientista de dados e coordenador na Rede Análise Covid-19, iniciativa que reúne pesquisadores para divulgados dados e combater a desinformação sobre a pandemia.

“Eu faço uma analogia com um foguete: deixamos ele decolar e chegar até a estratosfera, e aí ele parou lá em cima. Agora está até subindo novamente”, explica.

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“Para ilustrar, ontem (10/6), tivemos quase 90 mil novos casos notificados. Em um dia. Quantas internações e quantos óbitos sairão desses 90 mil casos só de um dia de notificações?”

Schrarstzhaupt alerta que desde abril tem havido uma “reversão da tendência de queda em patamares elevados”.

Apesar disso, em um último desdobramento da crise do coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse ter pedido ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um parecer para liberar vacinados e recuperados da covid de usar máscaras, ideia criticada por especialistas em saúde pública, uma vez que mesmo quem foi vacinado ou teve a doença ainda pode contrair o vírus e transmiti-lo para outras pessoas.

Bolsonaro voltou a defender a proposta nesta sexta-feira (11/6), mas afirmou que a decisão final será de governadores e prefeitos. “Eu não apito nada”, ironizou.

O Brasil é o terceiro país em número de casos de covid-19 (17,2 milhões) e o segundo em número de mortes (482 mil).

Nas últimas 24 horas, os óbitos em decorrência da doença somaram 2.344. São 140 dias com média móvel de mortes acima de 1 mil.

Fonte: IG SAÚDE

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Redução do intervalo entre doses será avaliada após envio de vacinas a adultos

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Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde
Reprodução/Allan Phablo/PMM

Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde

Uma nota assinada pelo Ministério da Saúde e os conselhos estaduais e municipais de secretários de Saúde definiu que a redução do intervalo entre doses da vacina só será analisada após a distribuição da primeira dose para toda população acima de 18 anos. A medida é um recuo em relação a um anúncio feito na segunda-feira pelo secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz. Na ocasião, Cruz afirmou que haveria uma redução de três meses para 21 dias no intervalo de aplicação da vacina da Pfizer.

“Nossa expectativa é atingir a população acima de 18 anos vacinada até o começo de setembro. A partir daí, vamos discutir a redução no intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a 2ª dose em um número maior de pessoas e também os abaixo de 18 anos”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por meio das redes sociais da pasta após a divulgação do comunicado.

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Além de Queiroga,  Carlos Eduardo Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), e Willames Freire, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), subscrevem a nota. Os gestores anunciam ainda que adolescentes entre 12 e 17 anos serão incluídos na vacinação contra Covid-19 após o envio da primeira dose para toda população adulta do país. Adolescentes com comorbidades terão prioridade na vacinação. A imunização de adolescentes chegou a ser anunciada por alguns estados mais avançados no cronograma de vacinação, como São Paulo.

“Estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas, sob pena de responsabilidade futura”, diz o documento, acrescentando:

“O sucesso da vacinação depende da atuação sinérgica, harmônica e solidária entre os níveis federal, estadual e municipal, além da colaboração imprescindível da sociedade civil e dos meios de comunicação”.

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Na segunda-feira, o secretário executivo do Ministério da Saúde confirmou à imprensa que haveria redução no intervalo, mas sem especificar quando a mudança ocorreria. Já a nota desta terça-feira diz que a medida será “avaliada” no futuro.

“A gente só estudando para ver qual o melhor ‘timing’ disso, mas que vai diminuir, vai”, afirmou Cruz na segunda-feira. “A gente precisa verificar o cenário de abastecimento, porque a Câmara Técnica já sinalizou que é interessante avançar a imunização em primeira dose e, só então, quando a gente tiver um cenário mais tranquilo de imunizados com a primeira dose, a gente reduz o prazo para completar a imunização”.

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Após a fala de Cruz, Queiroga também abordou o assunto na segunda-feira:

“O grupo técnico do PNI opinou por fazer um espaço (entre as duas doses) mais alargado naquele primeiro momento porque queríamos avançar na primeira dose. Mas, como as vacinas da Pfizer estão chegando agora num volume maior, é possível mudar essa estratégia. Nós já fizemos várias análises e, com as entregas que temos, é possível voltar para o prazo que está na bula (21 dias)”, afirmou Queiroga.

A redução do intervalo entre as doses seria uma estratégia para aumentar a proteção da população contra a variante Delta da Covid-19, uma vez que possibilitaria a conclusão do esquema vacinal em mais gente. Porém, não há consenso entre especialistas. Há aqueles que defendem que a melhor estratégia seria imunizar com a primeira dose o maior número possível de pessoas.

O GLOBO questionou o Ministério da Saúde sobre o motivo do recuo e se as comunicações desencontradas podem afetar a vacinação no país, mas ainda não obteve resposta.

Fonte: IG SAÚDE

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