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Covid-19: Mundo pode ter o dobro de mortes do que dizem os números oficiais

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Covid-19: mundo pode ter mais que o dobro de mortes do que dizem os números oficiais
André Biernath – Da BBC News Brasil em São Paulo

Covid-19: mundo pode ter mais que o dobro de mortes do que dizem os números oficiais

Segundo números oficiais, o mundo tem cerca de 3,2 milhões de mortos por conta da Covid-19. O número real, porém, pode ser maior do que o dobro devido à subnotificação , segundo indica estudo do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME), da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

De acordo com a análise, a Covid-19 teria matado 6,9 milhões de pessoas em todo o mundo. O IHME estima que 905 mil pessoas tenham sido vítimas do Sars-Cov-2 nos EUA, um percentual cerca de 58% maior do que as 574 mil mortes relatadas.

O levantamento aponta alguns motivos para a alta subnotificação “não intencional”: falta de capacidade de testagem, sistemas de saúde sobrecarregados e mortes não registradas no início da pandemia.

Segundo o IHME, apesar dos EUA serem o país com mais mortes, a subnotificação é mais preocupante na Índia e no México, países onde o número de mortos por Covid-19 é estimado em cerca de três vezes maior que as estatísticas oficiais. Ambos ultrapassariam o Brasil caso não houvesse elevada subnotificação, diz o estudo.

Outra conclusão é que a Índia deve ultrapassar os EUA em número de óbitos totais por Covid-19 até setembro, chegando a 1,4 milhão. 

Fonte: IG SAÚDE

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Redução do intervalo entre doses será avaliada após envio de vacinas a adultos

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Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde
Reprodução/Allan Phablo/PMM

Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde

Uma nota assinada pelo Ministério da Saúde e os conselhos estaduais e municipais de secretários de Saúde definiu que a redução do intervalo entre doses da vacina só será analisada após a distribuição da primeira dose para toda população acima de 18 anos. A medida é um recuo em relação a um anúncio feito na segunda-feira pelo secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz. Na ocasião, Cruz afirmou que haveria uma redução de três meses para 21 dias no intervalo de aplicação da vacina da Pfizer.

“Nossa expectativa é atingir a população acima de 18 anos vacinada até o começo de setembro. A partir daí, vamos discutir a redução no intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a 2ª dose em um número maior de pessoas e também os abaixo de 18 anos”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por meio das redes sociais da pasta após a divulgação do comunicado.

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Além de Queiroga,  Carlos Eduardo Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), e Willames Freire, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), subscrevem a nota. Os gestores anunciam ainda que adolescentes entre 12 e 17 anos serão incluídos na vacinação contra Covid-19 após o envio da primeira dose para toda população adulta do país. Adolescentes com comorbidades terão prioridade na vacinação. A imunização de adolescentes chegou a ser anunciada por alguns estados mais avançados no cronograma de vacinação, como São Paulo.

“Estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas, sob pena de responsabilidade futura”, diz o documento, acrescentando:

“O sucesso da vacinação depende da atuação sinérgica, harmônica e solidária entre os níveis federal, estadual e municipal, além da colaboração imprescindível da sociedade civil e dos meios de comunicação”.

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Na segunda-feira, o secretário executivo do Ministério da Saúde confirmou à imprensa que haveria redução no intervalo, mas sem especificar quando a mudança ocorreria. Já a nota desta terça-feira diz que a medida será “avaliada” no futuro.

“A gente só estudando para ver qual o melhor ‘timing’ disso, mas que vai diminuir, vai”, afirmou Cruz na segunda-feira. “A gente precisa verificar o cenário de abastecimento, porque a Câmara Técnica já sinalizou que é interessante avançar a imunização em primeira dose e, só então, quando a gente tiver um cenário mais tranquilo de imunizados com a primeira dose, a gente reduz o prazo para completar a imunização”.

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Após a fala de Cruz, Queiroga também abordou o assunto na segunda-feira:

“O grupo técnico do PNI opinou por fazer um espaço (entre as duas doses) mais alargado naquele primeiro momento porque queríamos avançar na primeira dose. Mas, como as vacinas da Pfizer estão chegando agora num volume maior, é possível mudar essa estratégia. Nós já fizemos várias análises e, com as entregas que temos, é possível voltar para o prazo que está na bula (21 dias)”, afirmou Queiroga.

A redução do intervalo entre as doses seria uma estratégia para aumentar a proteção da população contra a variante Delta da Covid-19, uma vez que possibilitaria a conclusão do esquema vacinal em mais gente. Porém, não há consenso entre especialistas. Há aqueles que defendem que a melhor estratégia seria imunizar com a primeira dose o maior número possível de pessoas.

O GLOBO questionou o Ministério da Saúde sobre o motivo do recuo e se as comunicações desencontradas podem afetar a vacinação no país, mas ainda não obteve resposta.

Fonte: IG SAÚDE

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