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Covid-19: Por que a vacinação nos EUA está ficando mais lenta?

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Covid: por que a vacinação nos EUA está ficando mais lenta?
Jake Horton – BBC Reality Check

Covid: por que a vacinação nos EUA está ficando mais lenta?

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pedido para que os americanos recebam doses contra a covid em meio a uma desaceleração da vacinação no país.

As infecções estão aumentando em todo o país e, em alguns Estados, menos da metade da população recebeu a primeira dose.

A BBC verificou onde as vacinações estão diminuindo e por que isso ocorre. Os motivos passam por questões etárias, divisões políticas, falta de autorização definitiva das vacinas pelas autoridades sanitárias, entre outros.

EUA ficando para trás

O estoque de doses de imunizantes não tem sido um problema nos EUA, e qualquer pessoa com mais de 12 anos pode receber uma das vacinas autorizadas.

Mas depois de ser um dos líderes mundiais em vacinação até meados de abril, a taxa dos EUA desacelerou.

Os EUA estão agora atrás do Canadá, Reino Unido, Itália e Alemanha em doses administradas como parcela da população total.

Os americanos ainda estão à frente de algumas outras grandes economias, como o Japão, mas a taxa de vacinação nos EUA está caindo à medida que aumenta em outros lugares.

Os EUA ainda não atingiram a meta estabelecida pelo presidente Biden em 4 de julho de vacinar 70% dos maiores de 18 anos com pelo menos uma dose — atualmente, cerca de 68% dos adultos receberam a primeira dose.

As novas infecções mais do que dobraram nos EUA no mês passado — e de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), a grande maioria dos novos casos e mortes ocorre entre os não-vacinados.

Quais Estados estão ficando para trás?

Os Estados do sul tendem a ter a menor aceitação de vacinas. Mississippi e Louisiana têm os índices mais baixos — ambos com menos de 40% da população tendo recebido pelo menos uma dose.

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Os Estados do Nordeste têm maiores taxas de uso da vacina — com cerca de 75% das pessoas em Vermont e Massachusetts recebendo pelo menos uma dose.

O professor Peter Hotez, especialista em vacinas do Baylor College of Medicine, diz: “A vacinação praticamente parou nos Estados do Sul, apesar da ampla disponibilidade da vacina. Temos uma divisão acentuada.”

“Nos Estados do Sul e nas montanhas do Oeste, a maioria dos adultos mais velhos é vacinada, mas muitos dos mais jovens não — e é aí que está o grande desequilíbrio.”

Medicos nos EUA

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Profissionais de saúde no Mississippi estão trabalhando para aumentar o número de pessoas vacinadas

Os dados mostram que em estados como Mississippi, Alabama e Louisiana, cerca de 80% das pessoas com mais de 65 anos são vacinadas, mas apenas cerca de 40% das pessoas com menos de 65 anos o são.

Em contraste, em Vermont e Massachusetts quase todas as pessoas com mais de 65 anos receberam pelo menos uma dose, assim como quase 80% das pessoas com menos de 65 anos.

Por que as pessoas estão se vacinando menos?

Em meados de abril, os EUA administravam mais de 3 milhões de doses por dia, mas agora baixaram para cerca de 500 mil por dia.

Você viu?

Em parte, isso ocorre porque não há mais tantas pessoas para vacinar. O Reino Unido também viu sua taxa de vacinação cair, embora não tão rapidamente quanto nos EUA.

E o Reino Unido e outros países desenvolvidos atingiram uma parcela maior de sua população antes que sua taxa de vacinação caísse.

Especialistas dizem que alguns jovens saudáveis ​​nos EUA sentem que falta urgência para serem imunizados e que não haveria pressa deles para se vacinar.

Alguns também manifestam preocupação com a segurança das vacinas.

Um protesto contra a vacinação em Nova York

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Um protesto contra a vacinação em Nova York

Jennifer Kates, vice-presidente da Kaiser Family Foundation, que faz pesquisas que monitoram o sentimento do público em relação à vacina, diz: “Algumas pessoas manifestam preocupações com a segurança das vacinas e dizem que há maior probabilidade de se vacinarem quando uma vacina é totalmente aprovada em vez de apenas autorizada.”

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As vacinas usadas nos EUA ainda não foram aprovadas formalmente, mas receberam autorização de emergência devido à urgência da pandemia.

Kates acrescenta: “Uma parte persistente de cerca de 20% são contra se vacinar e dizem que não serão vacinados de forma alguma, ou apenas o farão se exigido pelo seu empregador”.

O governo Biden responsabilizou a desinformação espalhada na internet pela resistência às vacinas.

A BBC noticiou muitos exemplos de disseminação de desinformação online durante a pandemia, como a teoria infundada de que a vacina está sendo usada para colocar chips e rastrear pessoas. Uma pesquisa recente sugere que algumas dessas alegações infundadas se consolidaram, com um em cada cinco americanos acreditando na teoria do microchip.

A pesquisa também sugere que a resistência à vacinação segue divisões políticas, com quase 30% dos republicanos dizendo que não serão vacinados, em comparação com apenas 4% dos democratas.

Isso explicaria em parte por que a absorção da vacina é menor nos Estados do Sul, que normalmente abrigam mais eleitores republicanos.

Woman being jabbed at Miami-Dade vaccine centre

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“A mensagem que vem dos meios de comunicação conservadores e de membros conservadores do Congresso é que se você é jovem não precisa de vacina, porque as taxas de mortalidade são baixas e as vacinas estão sendo usadas como instrumento de controle pelos liberais [os democratas]”, diz Hotez.

Mas também existem problemas de acesso para algumas pessoas.

Kates diz: “Apesar de o abastecimento não ser um problema, ainda existem pessoas que enfrentam barreiras para serem vacinadas — não têm certeza se conseguirão uma licença do trabalho, falta de transporte e a preocupação de que possam ter que pagar pelo imunizante.”

As regras federais dizem que os americanos não precisam pagar nada pelas vacinas, independentemente de sua situação de imigração ou seguro saúde.


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Fonte: IG SAÚDE

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Momento Saúde

Saúde deixa vencer R$ 80,4 mi em insumos; testes de covid-19 estão no lote

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Teste rápido para detecção da covid-19
Governo do Estado de SP

Teste rápido para detecção da covid-19

O Governo Federal terá que incinerar insumos que juntos, custaram R$ 80,4 milhões aos cofres públicos. Dezenas de testes para covid-19 , medicamentos para os mais diversos fins e vacinas venceram nos estoques do Ministério da Saúde, e por não terem sido distribuídos pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), serão descartados. As informações foram extraídas de documentos obtidos pelo Estadão.

O órgão chegou a ser notificado em duas ocasiões sobre a proximidade da data de validade de 32 tipos de insumos, mas não agiu a tempo. No lote, estão 18 mil kits de testes de covid-19, 44 vacinas contra meningite e 16 mil vacinas contra a gripe, que neste ano, poderiam ter sido aplicadas em toda a população em razão da ampliação da campanha promovida pelo Ministério da Saúde.

Os materiais estavam armazenados no Centro de Distribuição do Ministério em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Em uma planilha da pasta, consta que houve mais de uma notificação sobre o vencimento para sete dos insumos. Em abril e em junho, a SVS recebeu o alerta sobre produtos com vencimento entre 8 de julho e 31 de agosto que custaram R$ 2,6 milhões.

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Entre 2017 e 2021, 271 itens deixaram de ser utilizados e perderam a validade. A soma do prejuízo é de aproximadamente R$ 190,8 milhões. Quase todos os insumos – 96%, segundo os documentos, foram perdidos a partir de 2019, já sob o governo de Jair Bolsonaro. Para efeito de comparação, entre 2017 e 2018, o país perdeu R$ 680 mil em insumos não utilizados; a partir de 2019, o valor chegou aos R$ 190,1 milhões.

Na semana passada, a coordenadora-geral substituta de Logística de Insumos Estratégicos para Saúde, Katiane Rodrigues Torres, redigiu um ofício informando que comunicou a pasta sobre a proximidade, no entanto, mas não obteve resposta “em tempo hábil para distribuição destes Insumos Estratégicos para Saúde – IES”.

A coordenadora pediu para que fosse apresentada uma justificativa, afirmando que os contratos estavam custando ainda mais à União em razão do armazenamento. O documento foi enviado ao diretor de Logística do Ministério, general Ridauto Lúcio Fernandes, e posteriormente a SVS. Fernando citou ainda uma reunião com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre o tema, afirmando que o informou sobre o caso.

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Além do material já citado, o lote contava também com kits para diagnóstico de dengue, zika e chikungunya, vacinas pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), BCG, soros e diluentes.

O iG solicitou posicionamento do Ministério da Saúde sobre o caso, e atualizará a reportagem assim que obtiver resposta. 

Fonte: IG SAÚDE

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