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Covid-19: testes devem ter papel maior nas viagens internacionais

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Os testes para detecção da covid-19 devem ser mais amplamente usados em viagens internacionais do que em quarentenas, disse o presidente do Comitê de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Didier Houssin, presidente do painel independente de especialistas que assessoram a OMS sobre a pandemia, afirmou que é importante fornecer novas orientações sobre viagens aéreas internacionais seguras.

“O uso dos testes certamente deve ter um lugar muito maior em comparação com a quarentena, por exemplo, o que certamente facilitaria as coisas considerando todos os esforços que têm sido feitos pelas companhias aéreas e pelos aeroportos”, disse Houssin.

Segurança relativa

O especialista em emergência da OMS, Mike Ryan, disse que viajar agora é “relativamente seguro” e representa um risco “relativamente baixo” para a saúde, mas que “não há risco zero”.

“Portanto, é um trade-off (balanço de riscos) que os países têm que fazer, o risco de um viajante chegar e potencialmente iniciar outra cadeia de transmissão, contra o benefício óbvio de permitir a viagem de um ponto de vista social e econômico”, afirmou Ryan.

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“Você pode adicionar testes e diferentes medidas a isso. Estamos analisando isso agora. Estaremos em breve com mais conselhos para os países em termos de processo de gestão de risco”, acrescentou.

Ryan disse que uma equipe internacional de cientistas liderada pela OMS realizou sua primeira reunião virtual com colegas chineses a respeito de investigações conjuntas sobre a origem do novo coronavírus, que surgiu na China em dezembro do ano passado.

Ele alertou que é difícil fazer um trabalho científico sobre a origem do vírus em um ambiente “politicamente intoxicado”.

“Somos cientistas. Queremos o melhor resultado científico possível, gerando as melhores evidências possíveis para a origem desta doença”, finalizou.

 

Fonte: EBC Saúde

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Rede municipal do Rio tem 99% de lotação nos leitos de UTI e há fila por vagas

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A média móvel de casos continua em alta pelo sexto dia seguido, com índice de 2.737 contaminados por dia
Foto: Reprodução: iG Minas Gerais

A média móvel de casos continua em alta pelo sexto dia seguido, com índice de 2.737 contaminados por dia

O Rio registrou, nesta quinta-feira, 127 mortes e 3.788 novos casos do novo coronavírus. Ao todo, são 365.185 infectados e 22.891 vidas perdidas pela doença desde o início da pandemia, em março.

A média móvel de casos continua em alta pelo sexto dia seguido, com índice de 2.737 contaminados por dia, e, assim como nos últimos dois dias, é o maior desde 22 de agosto.

Na rede de saúde, que, segundo especialistas, já está novamente em colapso, a situação é de muita pressão por leitos, sobretudo na capital, onde há 99% de ocupação nos leitos exclusivos para coronavírus ofertados pela prefeitura, e de 92% na rede SUS regulada pelo município. Em todo estado, há fila de 216 pacientes por vagas de UTI, 86% preenchidas.

Com os dados desta quarta-feira, a média móvel passa a ser de 71 mortes e 2.737 casos. Há aumento de 38% no número de novos infectados, em relação com 14 dias atrás. São 10,8 mil fluminenses com diagnóstico positivo apenas em três dias de dezembro, mais que o triplo do mesmo período em novembro.

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Em relação à média móvel de óbitos, há uma queda de 36% na comparação com duas semanas, mas o cálculo é prejudicado pelas quatro datas em novembro em que os números de vítimas não foram atualizados devido a um problema no sistema do Ministério da Saúde. Neste momento, os dados que mostram com mais precisão a situação da pandemia no Rio são os que vêm dos hospitais. Há fila por leitos em todo o estado. Na capital, vagas estão cheias.

Pressão por leitos é grande em todo o estado

Levando em consideração apenas a rede municipal de Saúde, há ocupação de 99% nos leitos de UTI oferecidos para pacientes com Covid-19. São 286 vagas ocupadas, das 288 existentes hoje. Outros 398 estão em enfermarias.

Na rede SUS da capital, que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais, a taxa de ocupação nas vagas de UTI exclusivas para Covid-19 é de 92% (566 internados) e de 85% nas enfermarias.

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Ao todo, são 1.352 pacientes. Tanto no Rio, quanto na Baixada Fluminense, 330 pessoas estão na fila aguardando transferência para estas vagas, sendo 166 para UTI. Ou seja, a demanda por internações é maior que a oferta de vagas neste momento. A prefeitura, no entanto, destsaca que as pessoas que aguardam leito de UTI estão sendo assistidas em leitos de unidades com monitores e respiradores.

Em toda a rede estadual de Saúde, a situação é de lotação de 86% dos leitos de UTI para Covid e de 65% nas vagas de enfermaria. Levando em consideração toda a regulação estadual, há fila de 406 pessoas por leitos de coronavírus, sendo 216 para UTIs — casos mais graves. Estas pessoas podem ser reguladas para diferentes redes, seja ela municipal, estadual ou federal.

As cidades do RJ com mais mortes pelo coronavírus são:

  • Rio — 13.465 mortes
  • São Gonçalo — 863 mortes
  • Duque de Caxias — 851 mortes
  • Nova Iguaçu — 757 mortes
  • Niterói — 599 mortes
  • São João de Meriti — 532 mortes
  • Campos — 476 mortes
  • Belford Roxo — 354 mortes

Os municípios com mais casos de Covid-19 são:

  • Rio — 142.231
  • Niterói — 18.775
  • São Gonçalo — 16.567
  • Duque de Caxias — 11.976
  • Belford Roxo — 11.567
  • Macaé — 11.242
  • Campos — 9.977
  • Teresópolis — 9.932
Fonte: IG SAÚDE

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