Momento Saúde

Curso capacita mulheres para voltar ao trabalho em Salvador

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Terminam nesta sexta-feira (18), às 17h, as inscrições para o curso oferecido pela ONG AVSI Brasil para mulheres que residem na comunidade de Novos Alagados, no Subúrbio Ferroviário, na cidade de Salvador, e busquem reinserção no mercado de trabalho. As inscrições devem ser feitas por WhatsApp no número (71) 96945580.

O objetivo da organização, de origem italiana e em atividade em Salvador desde 2007, é capacitar 480 mulheres, sendo 160 por mês, nos meses de outubro, novembro e dezembro. As aulas serão realizadas a cada 30 dias para oito turmas formadas por 20 alunas.

Para participar do curso, as candidatas devem ser alfabetizadas, ter mais de 18 anos e um aparelho celular. O curso é de 40 horas, dividido em duas partes, pela internet. Os organizadores vão oferecer chip de celular às participantes, para acesso ao conteúdo durante o treinamento. A outra metade do curso será dividida entre exercícios propostos em apostila para fazer em casa e encontros presenciais, conforme protocolo de autorização das autoridades sanitárias.

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O curso não oferece nenhuma formação profissional específica. Visa preparar as mulheres que querem voltar a trabalhar após a pandemia da covid-19. “A capacitação é para ajudar na adaptação ao novo normal”, afirma a psicóloga Débora Oliveira, coordenadora de formação técnica responsável pelo curso.

Segundo a especialista, a volta ao trabalho exige conhecimento sobre a disseminação do novo coronavírus, sobre o correto uso dos equipamentos de proteção individual, e cuidados com higiene e deslocamentos em transporte urbano. Em síntese, “quais são as mudanças comportamentais que a trabalhadora tem que assumir”.

A coordenadora explica que o curso foi elaborado a partir de levantamento de demandas na comunidade, e também observando a abertura de vagas para emprego formal em Salvador. No entanto, apesar da prospecção “a inscrição e a participação no curso não querem dizer que a aluna vai ser reintegrada ao mercado de trabalho.”

A capacitação é iniciativa do projeto “Acolhidos por Meio do Trabalho”, que a AVSI Brasil implementa com recursos do Departamento de População, Refugiados e Migração (PRM) do governo dos Estados Unidos.

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Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Projeto da Coppe/UFRJ e Cefet-MG é selecionado para programa do Pnud

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Projeto desenvolvido por professores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para integrar o programa Explorando o impacto da covid-19 e a resposta política na América Latina e no Caribe, por meio de dados de mobilidade.

Desde que a covid-19 chegou ao Brasil, o Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ se colocou à disposição do governo fluminense para ajudar no que fosse necessário e vem realizando estudos sobre a relação da doença com a mobilidade, disse o professor Romulo Orrico, coordenador do programa. Foi feita pesquisa também sobre a influência do urbanismo e dos transportes públicos para a covid-19, tomando por base dados disponíveis e as características diversas das cidades norte-americanas de Los Angeles e Nova York, embora essas localidades tenham tomado decisões semelhantes para conter a disseminação do novo coronavírus.

Orrico informou que, em parceria com a empresa Grandata, sediada em São Francisco, nos Estados Unidos, o Pnud obteve dados sobre mobilidade de oito a dez países da América Latina e abriu um edital para pesquisadores que se habilitassem a utilizar aqueles dados para conseguir informações positivas no auxílio ao combate à doença.

Movimentação

O projeto da Coppe e Cefet-MG, intitulado Mensuração da eficácia da política de isolamento social da covid-19 a partir de modelos de demanda de transporte”, coordenado pelo professor Romulo Orrico, vai usar não só os dados sobre mobilidade que serão disponibilizados em uma plataforma criada pelo Pnud e Grandata, mas também dados georreferenciados disponíveis no Brasil. A plataforma visa a facilitar a análise dos movimentos da população durante a pandemia do novo coronavírus, fora de suas residências. “Nós temos que entender exatamente aqueles dados”, disse Orrico.

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Cerca de dez instituições participam do programa do Pnud, sendo uma por país, informou o professor da Coppe/UFRJ. Ele disse  que a missão apresenta dificuldades, uma vez que o Brasil tem mais de 5 mil municípios, com grande variedade de comportamento frente à pandemia. O programa do Pnud estabeleceu prazo de meados de novembro, para as instituições fazerem uma versão preliminar da pesquisa, até metade de dezembro para apresentarem um relatório definitivo do que for conseguido.

A meta do Pnud é compreender melhor os impactos socioeconômicos da pandemia nos países e, assim, poder planejar uma resposta política na região que engloba America Latina e o Caribe. “Eles esperam que se extraia alguma informação positiva para ajudá-los em uma política para a América Latina e o Caribe, em relação à mobilidade no combate à covid”, afirmou Romulo Orrico.

Importância

O coordenador do projeto da Coppe e do Cefet-MG destacou que a iniciativa do Pnud demonstra que é importante estudar esse tema da mobilidade e sua eventual ligação com a pandemia. Disse que se a pesquisa chegar à conclusão de que o transporte público não infecta ninguém, “será muito bom e vai ficar feliz”. Advertiu, entretanto, que a mobilidade trouxe à tona essa relação com a doença. O estudo pode, então, comprovar que o transporte público contribui para infectar as pessoas, mas também concluir que não tem nada a ver. “Ou, ainda, que não foi possível encontrar uma relação”. Em ciência, tudo é possível, observou Orrico.

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A plataforma criada pela Grandata e pelo Pnud tem uma ferramenta que permite destacar as diferenças percentuais de deslocamentos realizados por usuários em um dia-base e em cada dia anterior e posterior. Isso torna possível determinar o grau de cumprimento do isolamento social de uma população em localidades específicas, como um município, cidade ou país, informou a Coppe/UFRJ, por meio de sua assessoria de imprensa.

O grupo de pesquisadores da Coppe e do Cefet-MG é integrado por cinco professores, além de alunos de graduação, mestrado e doutorado das duas instituições. O Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ realiza pesquisas sobre mobilidade desde 1979. Em andamento, o programa tem sondagens sobre cidades sustentáveis e veículos elétricos, entre outras.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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