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Dor no ciático na quarentena? Veja 8 exercícios de alívio para fazer em casa

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Dores no nervo ciático

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Dores no nervo ciático podem estar mais comuns com mais gente trabalhando de casa


A pandemia de covid-19 obrigou muita gente a trabalhar em casa, sem os cuidados ergonômicos ideais e com menos acesso a atividade física. Entre os problemas que podem vir à tona está a dor no nervo ciático, que pode ser sentida desde a parte baixa das costas e até estender-se pelas nádegas, a parte atrás dos músculos, os joelhos e os pés — já que o nervo se ramifica desde a região lombar até essas extremidades.

Algumas das causas possíveis dessa dor são a presença de uma hérnia discal, de tumores na coluna, de estenose (estreitamento da coluna) ou a síndrome do piriforme (problema muscular que comprime o nervo).

”O tipo de dor pode nos dar informações sobre a sua origem”, afirma à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) o médico Delmas Bolin, professor de Medicina Esportiva e Familiar da Faculdade Edward Via de Medicina Osteopática, nos EUA.

Mas “passar muito tempo sentado, especialmente em posição estática, exerce mais pressão sobre a região lombar e, especificamente, sobre os discos lombares. Uma pressão maior sobre os discos pode, com o tempo, fazer com que estes fiquem salientes ou provoquem uma hérnia, que pode pressionar o nervo ciático”, explica à reportagem Kenneth Mautner, professor de Medicina Física da Universidade de Emory (EUA).

nervo ciático

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“Manter um tronco forte é a melhor forma de prevenir problemas no ciático”, mas, caso a dor já exista, há exercícios que podem aliviá-la


Mautner destaca que “manter um tronco forte é a melhor forma de prevenir problemas no ciático”, mas, caso a dor já exista, há exercícios que podem aliviá-la. A seguir, apresentamos alguns deles.

Mas, antes, uma advertência: a primeira coisa a fazer no caso da dor é consultar um especialista, que vai identificar a causa e sugerir o tratamento adequado.

1 – Alongamento em uma cadeira

Atividade 1

Hospital OrthoIndy


É um dos exercícios recomendados por Bolin e pelo Hospital Ortholndy (mais informações aqui , em inglês) para aliviar a síndrome do piriforme.

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Sente-se em uma cadeira e coloque um tornozelo sobre o joelho da outra perna.

Mantendo a coluna ereta, use os braços para gentilmente puxar o joelho ao peito, em direção ao ombro oposto.

Tente não curvar as costas ou para um dos lados do corpo durante o exercício.

Mantenha a posição por 15 segundos e repita cinco vezes de cada lado.

2 – Alongamento deitado de costas

Atividade 2

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Deite-se de costas, com as pernas dobradas e os pés no chão. Coloque seu tornozelo sobre o joelho da perna oposta.

Gentilmente use o joelho para trazer o tornozelo próximo ao tronco, com a ajuda das mãos.

Mantenha a postura por 15 segundos e repita-a cinco vezes por dia, de cada lado.

3 – Joelho perto do peito

Atividade 3

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Este exercício é “bom para a saúde em geral da coluna e pode ajudar com a dor ciática”, afirma David Schwartz, cirurgião de coluna do Hospital OrthoIndy. Mas ele adverte que o exercício pode acabar piorando a dor se a causa desta for uma hérnia de disco.

A orientação do NHS (serviço de saúde pública britânico) para o exercício é de deitar de costas, com a cabeça apoiada em uma almofada fina, dobrar os joelhos e apoiar os pés no chão, na altura do quadril.

Usando as duas mãos, traga os joelhos para perto do peito, mantendo a posição por 20 ou 30 segundos.

Você pode repeti-lo três vezes com cada joelho, ou com ambos juntos.

E, em vez de manter o joelho parado perto do peito, pode também ficar indo e voltando com o joelho. Essa variação do exercício pode ajudar a aliviar a dor causada pela estenose, diz a fisioterapeuta Sammy Margo em um guia de exercícios para o ciático feito pelo NHS.

4 – Mexer os joelhos juntos, de um lado pro outro

Deite-se de costas, com os joelhos dobrados e os pés no chão. Mova os joelhos para um lado rumo ao chão, e depois para o outro.

Esse exercício serve para “mover a parte baixa das costas, de onde sai o ciático”, diz Margo no guia do NSH, e ajuda a aliviar a dor causada por síndrome do piriforme, estenose e problemas degenerativos dos discos.

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5 – Ponte

Ponte

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Deite-se de costas, com as pernas dobradas e os pés apoiados no chão. Eleve os quadris, até formar uma “ponte” com o tronco.

Faça três séries de 10 repetições cada. O Hospital OrthoIndy diz que isso pode aliviar inflamações no piriforme.

Além disso, diz Schwartz, isso ajuda a fortalecer o tronco, prevenindo dores futuras.

6 – Alongamento dos isquiotibiais

Alongamento dos isquiotibiais

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Os isquiotibiais são um grupo de músculos da região posterior da coxa. Para alongá-los, fique de pé e apoie um dos pés um em uma superfície estável, mantendo a perna esticada.

Incline o tronco em direção à perna, mas sem arquear as costas.

Mantenha a postura por 20 a 30 segundos, sugere o NHS, e repita-a duas ou três vezes em cada perna.

“Os exercícios que alongam os isquiotibiais (…) reduzem o risco de exacerbações do ciático”, afirma Jeffrey N. Katz, professor de Medicina e Cirurgia da Escola de Medicina de Harvard, à BBC News Mundo.

Mas Schwartz adverte também que, em algumas pessoas, a atividade pode irritar o ciático.

7 – Alongamento das costas

Pose da cobra, que alonga as costas

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De barriga para baixo, apoie os antebraços com as palmas das mãos sobre o chão e arqueie suas costas para trás.

Os cotovelos devem ficar na altura das costelas, “colados” a elas, e o pescoço deve ficar reto.

O NHS recomenda manter a posição por 5 ou 10 segundos, repetindo-a de oito a dez vezes.

8 – A pose gato-vaca

Gato-vaca

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A pose de ioga gato-vaca é um dos exercícios que ajudam a aliviar a dor ou o estresse nas costas baixas ou no ciático, além de fortalecer a coluna, diz o Hospital OrthoIndy.

Fique de quatro no chão, apoiando mãos e pés. Primeiro, arqueie a coluna para cima, com a cabeça inclinada para baixo. Em seguida, arqueie a coluna para baixo, com a cabeça para cima. Fique alternando os dois movimentos.

Fonte: IG SAÚDE

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1 milhão de mortos por covid-19: coronavírus se espalha sem sinais de parar

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Hospital de clinicas de SP
Reuters
Casos e mortes seguem em alta no mundo, e ainda não perspectiva certa sobre vacina contra covid-19

O mundo atingiu nesta segunda-feira (28/9) a impressionante marca de 1 milhão de mortos por covid-19 — uma doença que foi detectada pela primeira vez oficialmente no final do ano passado na China e que atingiu o status de pandemia global em março deste ano.

O dado é baseado em estatísticas reunidas pela universidade americana Johns Hopkins , que registrava precisamente 1.000.555 óbitos até as 21h47 de segunda-feira em Brasília. Mas a maioria das autoridades acredita que os números reais de casos e de mortes por coronavírus são muito maiores — e que a marca de 1 milhão de mortos já foi superada há várias semanas.

Desde o começo da doença, 33 milhões de casos de coronavírus foram registrados oficialmente no mundo — o que inclui pessoas atualmente doentes, pessoas que morreram e aqueles que se recuperaram.

Apesar de existir em alguns lugares uma sensação de que a pandemia está de alguma forma sob controle — com o fim da quarentena em diversos países e a retomada de grande parte das atividades econômicas — as estatísticas mostram que o coronavírus continua tão contagioso e tão letal como estava no começo da pandemia.

Primeira onda ainda

Em alguns países e cidades, fala-se em “segunda onda”, com os números voltando a subir em agosto e setembro, depois de uma queda nos meses anteriores.

Mas do ponto de vista global, o mundo ainda vive a primeira onda da doença.

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No último dia 24 de setembro, o mundo registrou 360 mil casos novos de coronavírus em um só dia, de acordo com dados da Johns Hopkins. Foi o recorde diário nas estatísticas da universidade desde o começo da pandemia.

O número de casos diários de covid-19 no mundo todo é hoje mais que três vezes maior do que a média diária de abril, período em que o Brasil, Europa e Estados Unidos, entre outros lugares no mundo, começaram a enfrentar medidas duras de quarentena.

Ou seja: o planeta nunca conseguiu diminuir a média diária de casos novos de coronavírus — ou “baixar a curva”, como falam os especialistas —, e a pandemia segue em aceleração.

Já com as mortes, houve uma desaceleração nos meses de maio e junho. Mas a quantidade de pessoas morrendo por covid-19 está crescendo de novo no planeta.

Nos últimos 30 dias, em média, 5,3 mil pessoas morreram diariamente de covid-19 no mundo. Esse número é inferior à média diária de abril (6,3 mil) mas superior ao que era registrado em junho (4,4 mil casos por dia).

Brasil no ‘top 4’ duas vezes

A covid-19 está presente na maioria dos países do mundo, mas apenas quatro deles concentram mais de 50% do 1 milhão de mortes: Estados Unidos, Brasil, Índia e México.

O mesmo padrão acontece em relação ao número de casos: mais de 50% dos 33 milhões de casos de coronavírus registrados no mundo foram em apenas quatro países: Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia.

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No Brasil, houve desaceleração no número de casos e mortes por covid-19, que haviam atingido seu pico na última semana de julho. Ainda assim, o país segue em um platô alto, próximo aos mesmos níveis registrados em junho.

A covid-19 já matou mais gente no Brasil este ano (141 mil pessoas) do que homicídios e acidentes de trânsito somados (110 mil pessoas) mataram em 2017, último ano com registros atualizados.

O mundo segue sem vacina contra o vírus. Atualmente 11 experimentos estão na terceira fase de testes, em que a substância é testada com uma grande quantidade de pessoas.

China e a Rússia já aprovaram vacinas para o uso limitado nos seus países, sem esperar ainda o resultado dos exames da fase três — o que muitos especialistas dizem ser arriscado.


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