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Eficácia comprovada e baixo custo: entenda como corticoides poderão salvar vidas

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Opções de tratamento: pesquisadores buscam alternativas para evitar “escassez global”

A busca por um tratamento que auxilie no  combate à pandemia da Covid-19 tem levado pesquisadores e cientistas a diversos campos da medicina. Entre os muitos estudos de medicamentos que possam ser capazes de amenizar os sintomas ou até prevenir a doença, os corticoides despontam com uma alternativa de baixo custo, acessível até mesmo para os países mais pobres e que já teve sua “eficácia comprovada” para casos graves.

“Tal eficácia representa uma virada espetacular por vários motivos. É o primeiro tratamento que demonstra ter efeito benéfico na sobrevida, com grau de certeza muito elevado, que se mostra benéfico não só para os pacientes graves, mas também para os que estão em prevenção de agravamento, que não trouxe elementos preocupantes sobre complicações e que, talvez a melhor notícia, não é caro. É um tratamento que pode salvar vidas em países pobres e ricos”, afirma  Djillali Annane, chefe do serviço de terapia intensiva e reanimação do hospital Raymond Poincaré de Garches, em entrevista à agência AFP.

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Coautor de um estudo que confirmou a eficiência dos corticoides, publicado neste mês na revista científica norte-americana Jama, Annane relembrou que este tipo de medicamento já é usado há mais de 70 anos e para os mais diversos tipos de tratamento de inflamações e poderiam ser utilizados para prevenir inflamação causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) ou diminuir sua intensidade e duração. Porém, fez questão de relembrar: o uso não deve ser feito de forma preventiva.

Por fim, questionado sobre os possíveis benefícios da dexametasona e se ela seria a única alternativa para o tratamento, o pesquisador afirmou que existem outras moléculas, como a hidrocortisona e betametasona, que também podem ser opções no combate ao vírus e irão garantir que não haja uma “escassez”.

“O importante é que o fato de existirem várias moléculas reduzem esse risco. Se os efeitos fossem alcançados apenas com a dexametasona, e não com outros corticosteroides, poderíamos ter uma avalanche mundial de pedidos que nos deixariam sem o remédio”, finalizou.

Fonte: IG SAÚDE

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Momento Saúde

Covid-19: Brasil registra 863 óbitos e 32.058 novos casos em 24h

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O boletim diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (29), revela que o Brasil registrou 4.777.522 casos confirmados do novo coronavírus desde o início da pandemia.

Desse total, 2,9% dos casos resultaram em morte (142.921); 10,5% dos pacientes estão em tratamento (499.513); e 86,6% dos brasileiros que contraíram covid-19 estão recuperados (4.134.088).

Nas últimas 24 horas, foram registrados 863 óbitos e 32.058 novos casos confirmados. Os casos são menores aos domingos e segundas-feiras pelas limitações de alimentação da base de dados pelas equipes das secretarias de saúde. Já às terças-feiras, o número tem sido maior pelo envio dos dados acumulados do fim de semana.

As autoridades de saúde ainda investigam se outras 2.501 mortes foram provocadas por coronavírus.  

SP tem melhor terça-feira desde maio

Nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo contabilizou 266 mortes e 6.377 casos do novo coronavírus. Com isso, o estado soma, até este momento, 35.391 mortes e 979.519 casos confirmados, desde o início da pandemia.

Às terças-feiras, por causa de um represamento de dados que ocorre nos finais de semana, o balanço de casos e de mortes costuma ser sempre maior, batendo até recordes. Mas hoje (29) o balanço de mortes foi o menor já registrado para uma terça-feira desde o dia 26 de maio, quando foram registradas 203 mortes. Isso só foi interrompido no dia 8 de setembro, que se seguiu ao feriado prolongado de 7 de setembro, quando o registro foi de 53 mortes. Mas o balanço do dia 8 de setembro pode ter sido prejudicado com o represamento de dados ocorrido por causa do feriado. O dia que o estado de São Paulo mais registrou mortes em um único dia aconteceu em 13 de agosto, quando foram notificados 455 óbitos.

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Do total de casos diagnosticados, 847.418 pessoas estão recuperadas, sendo 107.415 após internação.

Há 9.076 pacientes internados em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, sendo que 3.954 deles estão em estado grave. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) é de 44,4% em todo o estado e de 42,9% na Grande São Paulo.

Onde há mais casos de covid-19 no Brasil

*Casos acumulados desde o início da pandemia

São Paulo = 979.519

Bahia = 308.252

Minas Gerais = 292.291

Rio de Janeiro = 263.699

Ceará = 239.497

Onde há mais mortes por covid-19 no Brasil 

São Paulo = 35.391

Rio de Janeiro = 18.388

Ceará = 8.950

Pernambuco = 8.222

Minas Gerais = 7.259

Boletim epidemiológico covid-19Boletim epidemiológico covid-19

Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Saúde

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