Momento Saúde

Estado do Rio de Janeiro registra 152 mortes por covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou no boletim de hoje (1º) mais 152 mortes por covid-19 nas cidades fluminenses desde ontem. Ao todo, desde março, a pandemia levou 16.217 pessoas à morte no estado. Estão estão em investigação 455 óbitos.

O número de casos confirmados da doença teve no balanço de hoje um acréscimo de 3.169 ocorrências, o que elevou o total acumulado para 226,8 mil casos. O número de recuperados chegou a 204.845, e cerca de 5,3 mil casos são considerados ativos e estão em acompanhamento pelas autoridades de saúde.  

A capital fluminense chegou hoje a 91.688 casos e 9.737 óbitos. Em relação aos números de ontem, o Rio de Janeiro teve 74 novos óbitos e 1.222 novos diagnósticos.

Fora da capital, o número de mortes pela doença é maior em São Gonçalo (660), Duque de Caxias (655), Nova Iguaçu (521), São João de Meriti (393), Niterói (371), Campos dos Goytacazes (306), Belford Roxo (266), Itaboraí (197) e Magé (189)

Já o número de casos acumulados fora do Rio é maior em Niterói (11.256), São Gonçalo (10.942), Duque de Caxias (8.157), Belford Roxo (7.689), Macaé (7.101), Volta Redonda (5.597), Nova Iguaçu (5.428), Angra dos Reis (4.857) e Campos dos Goytacazes (4.587).

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Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Novos casos de covid-19 em Manaus não são 2ª onda, diz pesquisador

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Ainda é cedo para dizer que uma “segunda onda” do novo coronavírus atingiu Manaus, mas o momento é de atenção. A afirmação é do pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do sistema Infogripe, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde e ativo desde 2014. Segundo ele, o aumento de casos na cidade é um fato que deve ser encarado com atenção, mas sem pânico.

“Falar de segunda onda pode ficar mais claro mais à frente, caso volte a ter um crescimento descontrolado, uma aceleração no contágio. A gente não está nessa fase, é um crescimento lento. Não é uma situação de pânico, porque não estamos na situação anterior, mas inspira cuidados”, disse ele em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o pesquisador, os dados mais recentes coletados pela Fiocruz mostram que a capital amazonense tem mostrado um crescimento no número de casos que, apesar de não ser rápido e intenso para caracterizar uma segunda onda do vírus na cidade, deve ser visto com preocupação.

“O que temos de dados apontam para esse cenário de ter, de fato, um sinal muito sugestivo de retomada de crescimento [nas contaminações], mas esse crescimento ainda é, felizmente, lento. É melhor aproveitar que ainda é lento e agir, reavaliar as medidas de flexibilização já tomadas e ver no que, eventualmente, deve se recuar”, opinou.

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Dados do governo do Amazonas mostram que o crescimento acentuado, ou a “primeira onda”, começou a se desenhar no fim de março, com pico no início de maio. Após uma forte queda em números de hospitalizações e óbitos pelo vírus, os números voltaram a subir a partir do início de agosto, mas ainda em uma proporção muito inferior ao registrado em maio. “Ainda não é uma situação catastrófica, mas os cuidados precisam redobrados neste momento para que a gente não chegue [ao estágio anterior]”, disse.

A prefeitura de Manaus já percebeu esse movimento ascendente de contaminações. Em 18 de setembro, o prefeito da cidade, Arthur Virgílio, decidiu fechar a praia do Complexo Turístico Ponta Negra, principal ponto turístico da capital. A prefeitura também ampliou, de 11 para 18, o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) para atendimento preferencial de casos de covid-19.

“Desde que os números de casos confirmados de covid-19 e de internações em hospitais da cidade por causa da doença cresceram, a prefeitura de Manaus vem tomando medidas para a proteção da população”, disse a assessoria de imprensa da prefeitura. 

O prefeito também é favorável a um lockdown (confinamento) na cidade por, pelo menos, duas semanas. Mas só adotará a medida se houver apoio do governo do estado, uma vez que o município não tem efetivo policial suficiente para fazer valer as ações, caso sejam tomadas.

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Imunidade de rebanho

O aumento de casos de covid-19 em Manaus põe à prova a tese de que a população da cidade já estaria, em sua grande parte, imune ao vírus, uma vez que muitos já tiveram contato com ele, a chamada “imunidade de rebanho”. Mais uma vez, o pesquisador da Fiocruz entende que é cedo para tirar essa conclusão.

“A gente não pode afirmar com certeza que Manaus já está com imunidade de grupo. Existem alguns trabalhos sugerindo isso, mas são resultados com limitações e incertezas e, portanto, devem ser interpretados com muita cautela. O risco de apostar todas as fichas na imunidade de grupo é relaxar e descobrir que não estava. E aí pode ser tarde demais”, afirmou.

Outras cidades que já passaram por um pico de contágio e reduziram esses números em seguida podem ter uma situação parecida com a de Manaus.

O Rio de Janeiro, por exemplo, tem experimentado um crescimento nos números de covid-19, mas sem o mesmo viés de alta de Manaus. “O vírus não foi embora e caiu porque a gente agiu. Atenção e cuidado ainda são extremamente necessários”, finalizou o pesquisador.  

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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