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Governo destina R$ 396,7 milhões para rastrear e monitorar covid-19

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O governo federal instituiu um incentivo de custeio, em caráter excepcional e temporário, para ações de rastreamento e monitoramento de contatos de casos de covid-19. A Portaria nº 2.358/2020, que traz as regras para distribuição dos recursos, foi publicada hoje (4) no Diário Oficial da União.

O impacto orçamentário estimado é de até R$ 369,7 milhões. Os recursos transferidos do Fundo Nacional de Saúde aos fundos municipais e Distrital de Saúde, de forma automática e em parcela única. Não há necessidade de solicitação de adesão dos gestores locais.

A medida tem o objetivo de integrar as ações da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária à Saúde, com a identificação precoce e a assistência adequada aos contatos de casos de covid-19. Com isso, a expectativa do governo é de interromper a cadeia de transmissão, a redução do contágio e a diminuição de casos novos da doença.

Além disso, com os dados será possível fazer a avaliação regular da situação epidemiológica local e dar efetividade e qualidade às ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

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O documento lista o quantitativo de profissionais de saúde para custeio e valor total do incentivo financeiro que cada município e o Distrito Federal receberão. Para cada profissional de saúde foi estabelecido o valor de R$ 6 mil para ações a serem desenvolvidas nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2020, sob pena de devolução dos recursos recebidos.

Os quantitativos de profissionais por município e Distrito Federal foram calculados considerando o porte populacional do local, de acordo com a seguinte fórmula: estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2019 dividida pelo quantitativo potencial de pessoas cadastradas por equipe de Saúde da Família.

Podem atuar na ação profissionais de 22 categorias da área da saúde, como médicos, agentes de saúde e de endemias, cirurgiões-dentista, assistentes sociais, sanitaristas e biólogos. Eles devem estar cadastrados nos códigos do Sistema Nacional de Cadastro de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) de estabelecimentos de saúde da administração pública com a Classificação Brasileira de Ocupação (CBO), cumprindo, no mínimo, 20 horas semanais de trabalho.

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As orientações do Ministério da Saúde para a execução das ações estão contidas no Guia de Vigilância Epidemiológica disponibilizado na página da pasta na internet, ou em outro documento do Ministério da Saúde que vier a lhe suceder. Os dados de rastreamento e monitoramento deverão ser inseridos ou integrados ao sistema de informação do Ministério da Saúde, e-SUS Notifica.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Covid-19 pode causar retrocesso na expectativa de vida em várias partes do mundo

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BBC News Brasil

Ilustração mostra dezenas de pessoas caminhando em terreno aberto, com ícones representando o coronavírus sobre elas

Getty Images
Impacto maior deve se dar em regiões com expectativa de vida mais elevada, como Europa e América do Norte

Em lugares com expectativa de vida alta, como o Brasil e os Estados Unidos, um percentual acima de 2% da população infectada com a covid-19 poderá já ser capaz de quebrar uma histórica tendência de crescimento neste indicador, em que conforme os anos passam, mais longamente as pessoas tendem a viver.

É o que diz um estudo publicado nesta quinta-feira (17/9) no periódico PLOS ONE, que combinou em um modelo matemático dados da probabilidade de se infectar e morrer por covid-19 dentro de um ano em diferentes faixas etárias, além de números sobre outras causas de mortalidade e expectativa de vida em quatro grandes regiões do mundo.

Com a nova doença, é esperado um declínio pelo menos em curto prazo na expectativa de vida em vários países, sobretudo aqueles com maior expectativa de vida, na Europa e na América do Norte; e particularmente em localidades específicas fortemente afetadas pela doença, como Nova York, nos EUA, e Bergamo, na Itália.

De acordo com a publicação, uma prevalência (parcela de infectados em relação à população total) de 10% poderá levar à perda de um ano na expectativa de vida na Europa, América do Norte, América Latina e Caribe.

Para que tal perda aconteça no Sudeste Asiático e na África Subsaariana, seria necessária uma prevalência de 15% e 25% respectivamente. O impacto é menor em lugares com expectativa de vida mais baixa pois, neles, a sobrevivência em idades mais avançadas já é menor.

Com uma prevalência de 50% de covid-19 na população dentro de um ano, a expectativa de vida poderia cair de 3 a 9 anos na América do Norte e Europa; de 3 a 8 anos na América Latina e Caribe; de 2 a 7 anos no Sudeste Asiático; e de 1 a 4 anos na África Subsaariana.

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“A Europa levou quase 20 anos para que a expectativa de vida média ao nascer crescesse seis anos – de 72,8 anos em 1990 para 78,6 anos em 2019. A covid-19 pode fazer retroceder este indicador para valores de algum tempo atrás”, diz um dos autores do estudo, Sergei Scherbov, do Centro Wittgenstein para Demografia e Capital Humano Global, na Universidade de Viena, Áustria.

Ele assina o trabalho junto com Guillaume Marois, do Instituto de Pesquisas Demográficas da Ásia, na Universidade de Xangai, China; e Raya Muttarak, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.

“No entanto, não temos certeza do que vai acontecer ainda. Em muitos países a letalidade da covid-19 está diminuindo fortemente, provavelmente porque o protocolo de tratamento ficou melhor definido”, pondera Sherbov sobre a possibilidade dos cenários serem confirmados ao longo do tempo ou não.

No último século, a expectativa de vida cresceu significativamente em várias partes do mundo.

Este é um dos indicadores que entra na conta do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e é influenciado por condições sociais, econômicas, e de acesso à educação e saúde.

Ilustração de coronavirus

Getty Images
Como surtos de influenza e ebola no passado, coronavírus pode afetar indicadores de expectativa de vida a curto prazo

O artigo na PLOS ONE considerou a seguinte classificação por regiões do mundo: expectativa de vida muito alta (América do Norte e Europa, 79,2 anos); alta (América Latina e Caribe, 76,1 anos); média (Sudeste Asiático, 73,3 anos); e baixa (África Subsaariana, 62,1 anos).

Epidemias do passado já mostraram que curvas podem ser alteradas de repente, como a pandemia de influenza em 1918 e o surto de ebola em 2014, que diminuíram a expectativa de vida em 11,8 anos nos EUA e de 1,6 a 5,6 anos na Libéria, respectivamente, segundo calcularam estudos anteriores.

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Os autores destacam, porém, que o impacto da covid-19 na expectativa de vida pode não ser tão óbvio.

Isto porque, por um lado, o vírus é mais letal em idades mais avançadas, então o número de anos perdidos não é tão grande na soma final da expectativa de vida; por outro, a doença pode ter impacto devastador e rápido em certas localidades, sendo capaz de afetar, sim, o indicador de um país ou região.

Outra ressalva feita pela equipe é sobre os dados de prevalência e mortalidade por covid-19, que não são tão confiáveis e completos; por isso, foi escolhido um modelo matemático que combinasse vários tipos de dados, apontando para tendências e diferentes cenários e focado em grandes regiões.

Só para se ter um parâmetro da situação do Brasil, o país contabilizava, até esta quinta, 4,4 milhões de diagnósticos positivos de covid-19, cerca de 2% da população de 212 milhões estimada pelo IBGE.

Sabe-se, no entanto, que os números são provavelmente subestimados. O balanço mais recente do estudo EpiCovid-19, feito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e financiado pelo Ministério da Saúde, apontam que o total de infectados no país pode ser até sete vezes maior.


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Fonte: IG SAÚDE

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