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Mundo dividido está falhando no combate à covid-19, diz chefe da ONU

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Um mundo dividido tem fracassado ao enfrentar o desafio de lutar contra a pandemia de covid-19, disse hoje (17) o secretário-geral da Nações Unidas, António Guterres, ao alertar que uma ação conjunta é necessária para evitar que milhões de pessoas sejam empurradas para a pobreza e fome.

O ex-primeiro-ministro português afirmou que muito mais poderia ter sido feito se os países tivessem trabalhado juntos para combater a doença, que já matou mais de um milhão de pessoas.

“A pandemia de covid-19 é um grande desafio global para toda a comunidade internacional, para o multilateralismo e para mim, como secretário-geral das Nações Unidas”, disse Guterres à agência de notícias portuguesa Lusa.

“Infelizmente é um teste que, até agora, a comunidade internacional está falhando.”

Segundo ele, se medidas coordenadas não forem tomadas, “um vírus microscópico pode levar milhões de pessoas à pobreza e à fome, com efeitos econômicos devastadores nos próximos anos”.

Guterres também criticou os países por falta de unidade na tentativa de resolver outros desafios globais, incluindo os conflitos no Afeganistão, Iêmen e Síria. “É uma fonte de enorme frustração”, declarou.

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Mais de 39 milhões de pessoas foram infectadas pela covid-19 em todo o mundo, segundo divulgações oficiais.

Foram registradas infecções em mais de 210 países e territórios desde que os primeiros casos foram identificados na China, em dezembro de 2019.

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Ministério da Saúde divulga números atualizados da pandemia

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Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado hoje (24), o Brasil acumula 5.380.635 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas foram 26.979 novos casos. De acordo com balanço pelo Ministério da Saúde, a doença já matou 156.903 pessoas – 432 novos óbitos desde ontem (23).

Ainda segundo o balanço, 4.817.898 pessoas (89,5% dos casos registrados) já se curaram da doença e 405.834 estão sob acompanhamento. A frequência de óbitos por covid-19 está em 2.560 mortes a cada 100 mil pessoas contaminadas.

O balanço do Ministério da Saúde é feito a partir de registros reunidos pelas secretarias estaduais de saúde e enviados à pasta para consolidação.

São Paulo

O estado de São Paulo registrou 38.726 mortes e 1.089.255 casos confirmados de covid-19 neste sábado (24). Entre o total de casos diagnosticados da doença, 972.113 pessoas estão recuperadas, sendo que 119.027 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 40,2% na Grande São Paulo e 39,7% no estado. O número de pacientes internados é de 7.165, sendo 3.988 em enfermaria e 3.177 em unidades de terapia intensiva (UTIs), conforme dados da Secretaria de Saúde do estado divulgados pela manhã.

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Hoje, os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 586 com um ou mais óbitos. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada no site do governo estadual.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais, 22.293 são homens e 16.433 mulheres. As mortes continuam concentradas em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 76,4% das mortes.

Considerando as faixas etárias, a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (9.943), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (9.119) e 80 e 89 anos (7.939). 

Entre as faixas de menor mortalidade, estão os menores de 10 anos (44), 10 a 19 anos (69), 20 a 29 anos (324), 30 a 39 anos (1.102).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59,8% das mortes), diabetes mellitus (43,3%), doenças neurológicas (10,9%) e renal (9,6%), pneumopatia (8,3%).

Outros fatores identificados são obesidade (8,1%), imunodepressão (5,5%), asma (3%), doenças hepáticas (2,1%) e hematológica (1,8%), Síndrome de Down (0,5%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). Esses fatores de risco foram identificados em 31.115 pessoas que morreram por covid-19 (80,3%).

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Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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