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Novo composto pode proteger contra Covid-19, gripe e outras infecções virais

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Novo composto pode proteger contra Covid-19, gripe e outras infecções virais
Rafael Rigues

Novo composto pode proteger contra Covid-19, gripe e outras infecções virais

Uma equipe de pesquisadores, trabalhando em conjunto com a empresa farmacêutica britânica GlaxoSmithKline, descobriu uma nova molécula que é capaz de estimular a resposta nativa do sistema imunológico contra vírus como o Sars-Cov-2, causador da Covid-19.

O composto, batizado de diamidobenzimidazole (diABZI-4), se mostrou eficaz tanto em modelos animais (como ratos), quanto em células humanas “in-vitro”.

“A identificação de terapias antivirais para SARS-CoV-2 ainda é desesperadamente necessária enquanto as vacinas continuam a ser distribuídas em todo o mundo”, disse a Dra. Katherine A. Fitzgerald, presidente da Worcester Foundation for Biomedical Research, professora de medicina, vice-presidente de pesquisa do Departamento de Medicina e diretora do Programa em Imunidade Inata.

“Uma abordagem como esta […] poderia ser implantada para proteger aqueles com maior risco nesta pandemia, mas também em futuras pandemias, antes de termos drogas que visem o próprio vírus.” disseram Fitzgerald e a Dra. Liraz Galia, uma associada de pós-doutorado no laboratório de Fitzgerald. Ambas são autoras do artigo.

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O diABZI-4 estimula uma proteína chamada STING (“STimulator of INterferon Genes, estimulador de genes de interferon), que induz a produção de Interferona Tipo I em células infectadas com patógenos intracelulares, como vírus, mycobactérias e parasitas intracelulares. O interferon se “liga” à célula que o secreta e células vizinhas, protegendo-as da infecção e impedindo que ela se espalhe.

Em pesquisa em ratos o diABZI-4 fi administrado de forma intranasal, diretamente no local de uma infecção. Segundo o Dr. Fiachra Humphries, primeiro autor do artigo descrevendo a pesquisa, os resultados “foram impressionantes. Uma única dose foi capaz de proteger 100% dos ratos contra uma forma severa da doença. Após tomar o diABZI-4, os ratos ficaram completamente protegidos contra a infecção”. 

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Estudos subsequentes em culturas de células humanas mostraram que o diABZI-4 estimula a resposta imune nativa das células ativando a STING e a produção de Interferona Tipo I. Vale lembrar que a eficácia de um medicamento em culturas de células não é garantia de que ele terá os mesmos resultados, ou sequer irá funcionar, em uma pessoa, e mais estudos são necessários.

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“Nem todo mundo pode receber uma vacina. Para os que têm o sistema imunológico comprometido ou tem alergias este tratamento, que poderia ser administrado através de um inalador, poderia ser uma alternativa viável para potencializar a resposta imune”, afirma Humphries.

O diABZI-4 é estável à temperatura ambiente e pode ser produzido com relativa facilidade, e seu uso pode ser um auxiliar importante às vacinas atuais contra a Covid-19.

“Você poderia potencialmente receber uma dose através de um inalador pouco depois de uma exposição potencial, ou ainda de forma profilática antes de entrar em um ambiente de risco, como um avião, e teria um reforço antiviral de curta duração em seu sistema imunológico que poderia eliminar qualquer vírus antes que uma infecção se estabeleça”, disse Fitzgerald.

Fonte: IG SAÚDE

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Rio: 24 cidades estão sem mortes por covid-19 há duas semanas    

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Dos 92 municípios do estado do Rio, 24 estão há duas semanas sem registrar mortes por covid-19. O levantamento é de técnicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado nesta sexta-feira (30). A análise levou em consideração dados das semanas epidemiológicas 27 e 28, período de 4 a 17 de julho.

As cidades sem óbitos provocados pela doença são: Aperibé, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cambuci, Cantagalo, Cardoso Moreira, Carmo, Comendador Levy Gasparian, Cordeiro, Duas Barras, Italva, Itaocara, Laje do Muriaé, Macuco, Miguel Pereira, Paracambi, Paty do Alferes, Rio das Flores, Santa Maria Madalena, São José de Ubá, São Sebastião do Alto, Sumidouro, Trajano de Moraes e Varre-Sai.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe disse que é importante destacar que essa análise não pode ser feita com semanas tão próximas. “É preciso respeitar 15 dias, ao menos, para que as informações estejam mais consolidadas. O resultado é consequência da vacinação no estado do Rio de Janeiro, que já atingiu mais de 50% de toda população fluminense adulta com ao menos uma dose da vacina”, avaliou.

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A secretaria informou ainda que muitos casos são notificados após a data do óbito. Por essa razão, desde o início da pandemia, recomenda-se que a análise das informações seja feita pela data de ocorrência da morte; e não pela data de notificação ou confirmação.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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