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Número de operações de catarata dobrou no Brasil em dez anos

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O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) divulgou hoje (8), dia em que se comemora o Dia Mundial da Visão, um levantamento que mostra que o número de cirurgias de catarata dobrou na última década no Brasil. No ano passado, foram feitas quase 601 mil cirurgias de catarata no país por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), contra 302 mil em 2009.

Santa Catarina foi o estado em que o número de cirurgias de catarata mais aumentou nesses período: 430%. Em seguida, aparecem os estados do Rio de Janeiro, com elevação de 324%, e da Bahia, com 249%. Nos de Alagoas, do Amapá, do Ceará, do Maranhão, de Mato Grosso e Roraima, os números caíram.

Segundo o presidente do CBO, José Beniz Neto, o aumento do número de cirurgias de catarata pode ser explicado pelo envelhecimento da população e também pelo aumento da expectativa de vida no Brasil.

Na operação de catarata, o médico retira o cristalino opaco e introduz uma lente intraocular que devolve a visão normal ao paciente.

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“A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais realizados na oftalmologia e foi uma das técnicas cirúrgicas que mais evoluíram nas últimas décadas. Trata-se de um método microscópico de alta complexidade e muito seguro, mas que, como qualquer procedimento invasivo, não é isento de riscos”, disse o vice-presidente do CBO, Cristiano Caixeta Umbelino.

Umbelino afirmou que a tecnologia atual e a experiência do cirurgião reduzem significativamente os riscos, mas ressaltou que é fundamental que o paciente siga as orientações pré e pós-operatórias do médico para evitar o surgimento de complicações.

A doença

A catarata é uma doença que afeta o cristalino (a lente) do olho, deixando a visão deficiente, meio opaca, e podendo até mesmo levar à cegueira.  A doença costuma aparecer a partir dos 60 anos, em média e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é responsável por 48% dos casos de cegueira no mundo, acometendo principalmente a população idosa.

Alguns dos sintomas da catarata são a visão nublada, a sensibilidade à luz e visão noturna mais fraca. O diagnóstico da doença é feito por um médico oftalmologista.

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A causa mais comum da catarata é o envelhecimento do cristalino, que ocorre pela idade, denominada de catarata senil. Porém também pode estar associada a alterações metabólicas que ocorrem em certas doenças sistêmicas ou oculares.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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São Paulo prorroga campanha de multivacinação e poliomielite

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A campanha de multivacinação e poliomielite foi prorrogada em todo o estado de São Paulo até o dia 13 de novembro. O objetivo é aumentar a cobertura vacinal, que chegou a apenas 39,6% contra a pólio. No estado, ainda é preciso vacinar mais de 1,3 milhão de crianças de 1 a 5 anos de idade contra a doença. 

A campanha nacional se encerra hoje.

Até o fim da campanha, a Secretaria de Estado da Saúde a meta é vacinar 95% das 2,2 milhões de crianças contra a poliomielite. Até o momento, os municípios imunizaram apenas 876,7 mil crianças do público-alvo da campanha.

De acordo com a secretaria, a adesão à campanha de multivacinação também precisa aumentar, e a finalidade é que pessoas nessa faixa etária recebam doses de vacinas importantes e que podem estar pendentes, garantindo assim a devida proteção contra vírus que circulam no território.

“Com relação ao atendimento nos postos em relação à covid-19, as unidades de saúde seguem todos os protocolos do Ministério da Saúde impostos em decorrência da pandemia. Vale destacar que todos são orientados a manter o distanciamento e a utilizar corretamente máscaras de proteção, que no estado de São Paulo é obrigatório, além da higienização correta das mãos”, disse a coordenadora do Programa Estadual de Vacinação, Helena Sato.

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Atualização da carteira

Até o dia 22, aproximadamente 427,3 mil crianças e adolescentes de 5 a 14 anos de idade compareceram nos pontos para atualização da carteira vacinal, sendo que 188,2 mil tiveram vacinas aplicadas, representando 44,1%. 

O índice de comparecimento nessa faixa etária está em 6,8%. Na faixa de crianças menores de 1 ano, 129,3 mil foram vacinadas, 65,3% no total.

“Pedimos que os pais e responsáveis aproveitem essa prorrogação para levar as crianças aos postos. É de extrema importância aumentar a cobertura vacinal contra poliomielite, além de atualizar a carteira de vacina de nossas crianças, contribuindo para eliminarmos os riscos da circulação dessas doenças no estado de São Paulo”, disse o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn.

“Campanhas como essa são altamente eficazes na erradicação de doenças e na eliminação do risco de reintrodução dessas enfermidades em nosso território. No geral, são indicadas coberturas vacinais de 90% e 95% para proteção efetiva da população, e a ampliação da adesão é fundamental para que esses índices sejam alcançados”, disse Helena Sato.

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Estão sendo oferecidas 14 tipos de vacinas que protegem contra cerca de 20 doenças: BCG (tuberculose); rotavírus (diarreia); poliomielite oral e intramuscular (paralisia infantil); pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenza tipo b – Hib); pneumocócica; meningocócica; DTP; tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); HPV (previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais); além das vacinas contra febre amarela, varicela e hepatite A.

Este ano, também passou a integrar o SUS uma nova vacina, já inserida na campanha, a Meningo ACWY, que protege contra meningite e infecções generalizadas, causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

Somando todos os tipos de vacinas, são mais de 5,2 milhões distribuídas nos postos do estado para aplicação no público-alvo. 

A tabela com a relação das vacinas, faixas etárias previstas para receber as doses e dados de cobertura está disponível no site do governo de São Paulo.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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