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O que são interferons: soldados na linha de frente do corpo contra coronavírus

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BBC News Brasil

Injeção de tratamento de interferon

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Os tratamentos com interferon são usados ​​há anos para doenças como a esclerose múltipla

Eles foram chamados de “nossos melhores soldados”.

Assim, o mais conhecido epidemiologista e líder nos Estados Unidos na luta contra o coronavírus, Anthony Fauci, descreveu os interferons.

E, de acordo com especialistas consultados pela BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, Fauci não estava exagerando.

Os interferons são glicoproteínas com alta atividade antiviral produzidas em nosso corpo. Eles são considerados parte essencial da defesa do organismo contra múltiplos vírus, incluindo o novo coronavírus.

Na verdade, diferentes estudos sugerem que o fortalecimento da presença dessas moléculas no corpo humano com o tempo pode inibir fortemente os efeitos da covid-19.

A esperança é que, junto com outros tratamentos, a recuperação possa ser acelerada e os danos à saúde a longo prazo possam ser evitados.

Mas estudiosos ressaltam também há riscos quando a doença já está avançada devido aos possíveis intensos efeitos colaterais.

Apesar disso, os tratamentos com interferon já são usados ​​em doenças como a hepatite C e a esclerose múltipla.

Dose de interferon injetável

BBC
Os interferons são produzidos naturalmente pelo corpo humano, mas os tratamentos foram desenvolvidos para fortalecer o sistema imunológico

Descrição

“Eles são os nossos soldados da linha de frente. Quando você se infecta com um vírus, as células realizam um trabalho fundamental. Podemos dizer que a primeira coisa que fazem é um chamado para aumentar as defesas do organismo. Essa ação é mediada por essas proteínas chamadas interferons”, explica Benjamin tenOever, diretor do Centro de Engenharia de Vírus para Terapia e Pesquisa, com sede em Nova York.

O médico descreve, por exemplo, que os interferons agem quando as pessoas têm sintomas de um resfriado ou gripe, como febre e dores no corpo.

“Eles lutam contra os efeitos que os vírus produzem, tentando reduzir seus efeitos”, diz ele.

Por sua vez, um ensaio produzido por cientistas alemães, publicado em julho pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, indica que os interferons “reagem rapidamente durante o processo de uma infecção viral.”

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“Eles são uma parte essencial de um mecanismo de defesa muito antigo.”

Contra o coronavírus

Segundo a equipe de médicos alemães, um indicador da importância dos interferons é a constatação de que, em culturas de células e experimentos com animais, eles podem inibir fortemente os efeitos do coronavírus.

É por isso que diferentes estudos no mundo visam aumentar sua capacidade no corpo humano, o que significaria que o sistema imunológico das pessoas teria mais opções para que a covid-19 não produza efeitos graves ou fatais.

Até o dia 14 de setembro, 924.643 pessoas já tinham morrido por contágio do novo vírus e mais de 29 milhões de infecções foram registradas no mundo.

Estados Unidos, Brasil, Índia e México são os países com o maior número de mortes pela pandemia.

Benjamin tenOever explica que não é surpresa que os interferons sejam uma forma eficaz de combater infecções como o coronavírus, mas ele também diz que há alguns problemas.

Pessoas com máscara na Guatemala

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Até o final de agosto, a pandemia causou mais de 850 mil mortes

Os perigos

“Pode haver casos em que, se esta proteína for administrada como medicamento, você poderá ter a pior gripe da sua vida. Uma dose pode ser muito maior do que o que seu corpo pode produzir naturalmente e você se sentirá péssimo mesmo no caso em que os interferons ajudem a combater o vírus”, explica ele.

O especialista afirma que esse é um dos motivos pelos quais ainda se discute se essa possibilidade deve ser utilizada de forma mais ampla com os infectados pelo novo coronavírus.

E existe a possibilidade de que os possíveis efeitos deste procedimento sejam definidos pelo momento em que ele é aplicado.

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Uma dose em estágio inicial da infecção pode ser mais eficaz do que quando o paciente já está internado, “mas isso é algo que ainda está em análise”, diz tenOever.

“Ainda não está claro. É algo que ainda não sabemos e, além disso, ele atua de forma diferente em cada caso”, afirma.

E é por isso que cientistas de todo o mundo estão estudando como os interferons podem ser usados de uma maneira melhor.

Ao mesmo tempo, diferentes laboratórios em todo o mundo tentam desenvolver uma vacina contra a covid-19 que seja segura e eficaz.

O momento de agir parece ser vital, de acordo com uma pesquisa de um grupo de cientistas franceses liderado por Jérôme Hadjadj.

Teste de coronavírus em Cuba

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Cuba desenvolveu seu medicamento Interferon Alfa 2b há mais de duas décadas

Em um artigo publicado na revista Science, eles explicam que a produção de células do sistema imunológico diminui em casos avançados da doença.

“Descobrimos que quanto mais graves os pacientes estavam, menos interferon tipo 1 eles produziam”, observa o artigo intitulado “Atividade prejudicada do interferon tipo 1 e respostas inflamatórias em pacientes graves com covid-19”.

TenOever, por sua vez, acrescenta que, em casos avançados, o vírus “reprime muito ativamente a produção e a ação dos interferons”.

Embora esses tratamentos para o vírus não tenham o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS), eles já são usados ​​em países como Cuba, que desenvolveu seu medicamento Interferon Alfa 2b há mais de duas décadas com tecnologia própria.

O Ministério da Saúde Pública da ilha destaca que a inclusão do medicamento em seus protocolos de tratamento trouxe resultados positivos.


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Fonte: IG SAÚDE

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Momento Saúde

SP volta a ter queda em casos, internações e mortes por Covid-19

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Agência Brasil

egundo o governador de São Paulo, João Doria, esse é um indicador importante porque demonstra a tendência da pandemia.
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

egundo o governador de São Paulo, João Doria, esse é um indicador importante porque demonstra a tendência da pandemia.

Após uma semana de alta, o estado de São Paulo voltou a apresentar, na semana passada, queda no número de óbitos e de novos casos por coronavírus, mantendo queda no número de novas internações, o que vem ocorrendo já há dez semanas.

Na semana passada – 39ª Semana Epidemiológica – que compreende o período entre os dias 20 e 26 de setembro, o estado registrou 1.136 mortes provocadas pelo novo coronavírus, o que dá uma média móvel de 162 mortes por dia, próximo ao que o estado registrava em meados de maio. A média móvel é calculada somando-se o total de casos registrado na semana e dividindo-o pelo número de dias.

Na semana anterior – 38ª Semana Epidemiológica – entre os dias 13 e 19 de setembro, o estado havia registrado 1.360 mortes, média móvel de 194 óbitos por dia, o que interrompeu cinco semanas consecutivas de queda no indicador.

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Apesar disso, o estado vem apresentando média móvel abaixo de 200 mortes por dia nas últimas quatro semanas. A maior média móvel ocorreu na 29ª Semana Epidemiológica, entre os dias 12 e 18 de julho, quando o estado somou 278 mortes por dia.

Quanto aos casos, o estado registrou, na semana passada – 39ª Semana Epidemiológica – o total de 39.215 novos casos, média móvel diária de 5.602 casos por dia, próximo a números que vinha registrando no início de junho.

Na 38ª Semana Epidemiológica, o estado contabilizou 40.983 novos casos, média móvel de 5.855 casos por dia. A maior média de casos registrada no estado ocorreu na 33ª Semana Epidemiológica, entre os dias 9 e 15 de agosto, quando o estado somou 10.828 casos por dia, praticamente o dobro do que foi registrado na semana passada.

Já em relação às internações, o estado mantém, há dez semanas consecutivas, queda na média móvel de novas internações. Na semana passada, a queda foi de 11% em relação à semana anterior, com média móvel de 1.125 internações por dia.

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Segundo o governador de São Paulo, João Doria, esse é um indicador importante porque demonstra a tendência da pandemia.”Isso é sinal de que a doença está regredindo, de maneira sólida, no estado de São Paulo”, falou ele, em entrevista coletiva concedida hoje (28), no Palácio dos Bandeirantes.

Balanço

O estado de São Paulo contabiliza hoje o total de 973.142 casos confirmados do novo coronavírus, com 35.125 mortes. Do total de casos diagnosticados, 839.629 pessoas já estão recuperadas da doença, sendo 107.024 após internação.

Há 3.930 pessoas internadas em todo o estado em estado grave, em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, além de 4.780 pessoas internadas em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) é de 44,7% no estado e de 43,2% na Grande São Paulo.

Fonte: IG SAÚDE

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